sexta-feira, 27 de julho de 2012

Berço vazio

Um dos seus raros sonetos, pois costumava dizer, que não fazia sonetos e sim...só netos!

Waldir Carvalho

A casa que nasci resiste ainda
Ao natural desprezo ao que é antigo.
Mas para mim parece nova e linda
Pois ali foi meu primeiro abrigo.

A nossa ligação é doce e infinda
Porque debaixo do seu teto amigo,
Muito eu ri na alegria tão bem vinda
E solucei nas horas de perigo.

Se em seu terreiro de bater feijão,
Todo varrido já pela manhã,
Eu joguei malha, baleba e pião,

Hoje eu lhe peço:Abra uma janela
E deixe, ao fim da nossa vida vã,
Que eu fique, ao seu lado, de sentinela!
(09/07/94)

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