sábado, 31 de maio de 2014

Na AIC

Cinema nacional no encerramento da Semana da Imprensa AIC

Entidade exibe em sua sede, neste sábado, o filme "O Pai do Gol"


Com o tema Esporte, em função da Copa do Mundo, a Associação de Imprensa Campista (AIC) encerra neste sábado (31), a partir das 16h, a 24ª Semana da Imprensa, com o projeto Cine Jornalismo. O filme da vez é "O Pai do Gol" (Brasil, 2012), um curta sobre o narrador esportivo José Silvério. A entrada é franca.

Após a projeção, haverá uma mesa-redonda (e não um bate-papo, como nas outras edições) com os jornalistas, Paulo Renato Porto e Arnaldo Garcia, mediada por Álvaro Marcos e Wesley Machado. A partir do documentário, eles vão discutir sobre a narração de jogos de futebol.

A Semana da Imprensa, aberta no último dia 23, foi especial por ter, pela primeira vez, parte da sua programação dentro da Bienal do Livro, com três mesas com cronistas esportivos da mídia nacional. “Os debates foram acalorados e aconteceu algo que sempre desejamos: a participação também de interessados que não são jornalistas. Sempre defendemos que este é um assunto para todos, e não apenas para profissionais, e foi muito bacana ver, por exemplo, tanta gente atenta e participativa na plateia, mesmo sem ser da área de comunicação”, observou o presidente da AIC, Vitor Menezes.

FDP – Outra novidade foi o lançamento do Festival Doces Palavras, proposto pela AIC em parceria com a Academia Campista de Letras (ACL). “Foram dias muito especiais para a AIC, que marcaram a passagem dos 85 anos da entidade, que se completam agora em junho. E esperamos que os jornalistas da cidade continuem a contribuir para que sua tradicional associação desenvolva ainda mais projetos em defesa da memória, da cultura e do jornalismo locais", disse Vitor.

A Semana da Imprensa também contou com programação no Curso de Jornalismo do Uniflu, onde os estudantes tiveram a chance de participar de discussões instigantes sobre o jornalismo esportivo, com destaque para o depoimento do radialista José Nunes da Fonseca no projeto “Memória AIC”.


Dia da Imprensa – A Semana da Imprensa é realizada sempre próxima do dia 1º de Junho quando é comemorado o Dia da Imprensa. Foi nesta data, em 1808, que começou a circular o primeiro jornal no Brasil, o Correio Braziliense, editado por Hipólito José da Costa, a partir de Londres. No entanto, o periódico só foi reconhecido oficialmente como pioneiro na história da imprensa brasileira a partir de 1999. Antes disso, o Dia da Imprensa era comemorado em 10 de setembro (data em que começou a circular, também em 1808, a Gazeta do Rio de Janeiro, primeiro jornal publicado no Brasil).

O POETA VIVE

Lembrando o poeta...

Se estivesse entre nós, nesta data, estaria fazendo aniversário o poeta Antonio Roberto Fernandes.

Um dos seu poemas de que mais gosto:


 MAS...

E eu que achei que a lua não brilhasse
Sobre os mortos no campo da guerrilha
Sobre a relva que encobre a armadilha
Ou sobre o esconderijo da quadrilha,
Mas, brilha...


Eu achei que nenhum pássaro cantasse
Se um lavrador não mais colhe o que planta
Se uma família vai dormir sem janta
Com um soluço preso na garganta,
Mas, canta...


Também pensei que a chuva não regasse
A folha cujo leite queima e cega
A carnívora flor que o inseto pega
Ou o espinho oculto na macega,
Mas, rega...


Pensei também, que o orvalho não beijasse.
A venenosa cobra que rasteja
No silêncio da noite sertaneja
Sobre as ruínas da esquecida igreja,
Mas, beija...


Imaginei que a água não lavasse
O chicote que em sangue se deprava
Quando de forma monstruosa e brava
Abre trilha de dor na pele escrava
Mas, lava...


Apostei que nenhuma borboleta
Por ser um vivo exemplo de esperança,
Dançaria contente, leve e mansa.
Sobre o túmulo
Em flor de uma criança,
Mas, dança...


Por isso achei que eu não mais fizesse
Poema algum após tanto embaraço
Tanta decepção, tanto cansaço.
E tanta esperança em vão por teu abraço,
Mas, faço...

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Trocando Figurinhas

Do:http://nerdesporte.blogspot.com.br/

Em época de Copa do Mundo, surge uma febre, o álbum da Copa do Mundo. Hoje, falaremos deste e outros álbuns que conquistaram muitas crianças e ainda tiram o tempo e dinheiro de muitos adultos.

Já de cara, vamos ao maior e mais famoso deles, o álbum da Copa. No Brasil, pelo menos, a mania existe desde 1950, ano em que a competição desembarcou pela primeira vez por aqui. 

Álbum de 1950 bem diferente



Os álbuns foram ganhando espaço e um dos mais famosos foi o da Copa de 70, que contava com um time de astros, incluso Pelé. Dos últimos mundiais até hoje ainda há um certo preciosismo, uma tradição com os álbuns. Muita gente, crianças e adultos, vão até as bancas atrás de figurinhas dos jogadores e se reúnem para trocar as repetidas. Virou tamanha tradição que os álbuns antigos chegam a valer alguns milhares de reais, sendo vendidos por alguns que conseguiram à época completar mais do que um álbum, pois não abrem mão de terem os seus bem guardados.
Como curiosidade, desde 1970, 33 jogadores do Brasil que estiveram no álbum oficial não foram realmente convocados para a Copa. Provavelmente, neste ano também ocorra isto, pois jogadores como Robinho e Hernanes mal foram lembrados por Felipão nos últimos tempos.  
Desde 2010, além do álbum oficial há uma versão virtual. A cada dia você recebe 3 pacotes de figurinhas e nos pacotes verdadeiros de figurinhas e garrafas de um refrigerante famoso estão códigos para se conseguir mais figurinhas. O prêmio por completar esta versão virtual é concorrer a 50 álbuns versão especial, capa dura e completos. Para tentar a sorte cliqueAQUI.




Agora falando de Campeonato Brasileiro, o primeiro álbum oficial da competição foi criado em 1977, porém ficou sem ser produzido após isso por 10 anos. Em 87, para a tão polêmica Copa União, voltou a ser produzido um álbum de figurinhas. Em 1989, enfim, a publicação ganhou regularidade e até hoje todos os anos temos o Álbum Oficial de Figurinhas do Campeonato Brasileiro de Futebol.  

Álbum de 1989

Gooolaçooo (Entendedores entenderão)




No voleibol chegou a ser criado um álbum, porém bem ruinzinho, chamado Ídolos do Vôlei, que servia mais para o delírio feminino do que qualquer coisa.






Falando agora de Basquete, há um álbum oficial de figurinhas da NBA. Não encontramos informações maiores do assunto, mas por imagens, confira abaixo, o álbum foi vendido no Brasil nos anos 90. 



Atualmente ele é vendido nos Estados Unidos, o grande mercado consumidor do esporte e celeiro da NBA. Assim como no futebol, há figurinhas dos atletas, escudos das equipes e homenageados históricos.




E sim, houve um álbum de figurinhas do então Campeonato Brasileiro de Basquete. Em 1997, foi produzido um álbum com 168 figurinhas dos jogadores das 12 equipes participantes. Para se ter ideia da inflação atual dos preços, o álbum custava R$ 2,50 e o pacote de figurinhas 30 centavos.



Em 1982, uma marca de chicletes, ou gomas de mascar, lançou um álbum não muito oficial mas bem completo daquela temporada da Fórmula 1. Nele haviam as figuras dos pilotos daquele ano, os circuitos, escudos das equipes e carros. 





SESI CAMPOS


Do Face pro Blog


quarta-feira, 28 de maio de 2014

Mulheres têm menos espaço na literatura, mas leem mais e dominam prêmios

Do:IG

Historicamente esquecidas pelas premiações, escritoras ganham principais troféus recentes; cobertura na imprensa ainda é desigual, e autoras reclamam de "capas femininas"

Quando a canadense Alice Munro ganhou o Nobel de Literatura, em outubro do ano passado, era difícil prever que aquele seria apenas o primeiro de uma série de prêmios literários entregues a mulheres recentemente.
Desde então, o Man Booker Prize ficou para a neozelandesa Eleanor Catton; o Pulitzer de ficção foi para a norte-americana Donna Tartt; o Cervantes premiou a mexicana Elena Poniatowska; enquanto o National Book Critics Circle agraciou a nigeriana Chimamanda Ngozi Adicihie e a norte-americana Sheri Fink.
A onda de reconhecimento chamou a atenção dada a histórica baixa representação feminina em premiações literárias. Munro, por exemplo, foi a 13ª mulher a ganhar o Nobel desde que ele começou a ser entregue, em 1901, enquanto Poniatowska foi apenas a quarta premiada nos quase 40 anos de história do Cervantes.
Isso apesar de as mulheres, em geral, lerem mais. No Brasil, pesquisa divulgada em 2012 pelo Instituto Pró-Livro classificou como leitores 43% dos entrevistados homens e 57% das mulheres. O estudo também mostrou que elas leem mais tanto por iniciativa própria quanto obras indicadas pela escola, e tendem a concluir mais livros do que os homens.
Além disso, a mãe foi apontada pelos entrevistados como a segunda maior figura incentivadora de leitura, atrás do(a) professor(a) e à frente do pai.
AP
Prêmio Nobel aumentou procura por livros de Alice Munro
Se leem mais, por que as mulheres são menos lidas? Em geral, a questão não está em conseguir ter um livro publicado, mas em como ele é publicado - na atenção que recebe da editora, da mídia e dos prêmios.
“Me parece que as chances de publicar e ser lido são as mesmas. As editoras estão interessadas em literatura de qualidade, ou literatura que venda, independentemente do gênero de quem escreve”, afirma ao iG a escritora chilena Carola Saavedra, que mora no Brasil desde a infância e é autora de "O Inventário das Coisas Ausentes".
Para ela, a diferença está no "reconhecimento oficial". "Basta dar uma olhada nos finalistas dos prêmios mais importantes nos últimos dez anos (no Brasil). Veremos que a média é de duas mulheres para oito homens, sem falar que raramente uma recebe o principal.”
Neste ano, as principais categorias do Jabuti premiaram escritores. O Prêmio São Paulo de Literatura e o Camões ainda não anunciaram ganhadores, mas em 2013 foram para homens.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Coisas do Rui...

LEVO OU DEIXO ... ?
Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal. Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o, quando este tentava pular o muro com os patos, disse-lhe:
- Oh, bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas, sim, pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei, com minha bengala fosfórica, bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à quinquagésima potência que o vulgo denomina nada.
E o ladrão, confuso, diz:
       - Dotô, resumino, eu levo ou deixo os pato?
 

domingo, 25 de maio de 2014

Viagem

                  

Walnize Carvalho

             Nos últimos dez dias esteve em festa a nossa terra

             Hospedamos mais uma Bienal do Livro.

            E neste domingo segue viagem, na eminência de retorno daqui há dois anos.               
            Parte, mas deixa espalhada nos céus da planície, um letreiro imaginário e iluminado que diz : “Quem lê viaja”.
           E ficamos por aqui, acenando na estação de embarque com os olhos, mãos e mentes repletos de encantamento. 
             Sempre acreditei que a ARTE  tem “o grande poder transformador”.
           Somente ela revestida em música, pintura, dança, teatro... e - principalmente - em literatura consegue dar nova forma e sentido à vida.Daí comparar a Arte  com uma árvore frondosa,  cuja literatura é uma de suas ramificações. 
           Bem se sabe que ela não atua como efeito bumerangue (bate e volta aos que escrevem e leem), mas que corre como flecha ligeira em busca de corações desprotegidos e, ao mesmo tempo, ávidos por serem flechados.
            Percebe-se a importância de que a literatura tenha sempre um “palco” para se apresentar e de “plateia” que possa interagir com ela. E foi o que se deu e se vivenciou neste período.
           Mas é preciso, que esta boa nova semeada em terreno fértil, seja sempre regada e que possa dar bons frutos.
            É necessário que a LITERATURA se agregue ao cenário da cidade e seja notada.
             Que faça piquete nas portas dos bancos.
            Que se infiltre em filas intermináveis de espera.
          Que  visite mais e mais Escolas, Universidades, Canais de Comunicação: rádios, jornais, tevês,blogs e  redes sociais.            
              Que seja sorvida entre bebidinhas e conversinhas nos points da cidade.
            Que torne leitura em antessalas de consultórios médicos, odontológicos e de profissionais liberais substituindo, talvez, revistas de moda e de fofocas de artistas.
            Que saia em passeatas pelas ruas sendo panfletada entre vendedores, comerciantes, consumidores, anônimos e curiosos.
            Que bata ponto nas rodas de café e seja assunto interessante entre grandes negócios feitos nas manhãs do Boulevard.
            Que brinque em praças; visite presídios, orfanatos, templos e asilos.
           Que  travestida de poesia, se transforme em  oração ou se torne um mantra.
           Que seja estampada em outdoors nas  esquinas da cidade...
           Quem sabe que, dia virá em que “a arte de compor trabalhos artísticos em prosa e verso” – a literatura – será servida como prato principal aos que são famintos de transformação?...
           Através de mais uma Bienal Literária nesses dez dias  a cidade viveu em  torno da Cultura, cujo personagem principal da festa foi o LIVRO, que como mestre de cerimônias levou a todos,(que por lá compareceram) à saborear  das  mais requintadas iguarias.
          Ficou provado  a espetacular capacidade de que tem o  livro de se reinventar e comunicar com o leitor enfatizando que a” Literatura é tudo aquilo que permanece.”
          Assim... evoco, mais uma vez, o poeta Mario Quintana, que sentenciou: “Livros não mudam o mundo; livros mudam pessoas e as pessoas que mudam o Mundo”.
            Preparemo-nos, pois, diuturnamente, para esta transformação.
           













sexta-feira, 23 de maio de 2014

E na Bienal...Craques do esporte na Semana da Imprensa AIC

Recebi da jornalista Alicinéia Gama e repasso:


Começa nesta sexta-feira (23) a 24ª Semana da Imprensa da Associação de Imprensa Campista (AIC), que este ano, por conta da Copa do Mundo no Brasil, terá como tema o Jornalismo Esportivo e será realizada pela primeira vez, em parceria com a Prefeitura de Campos, dentro da programação da Bienal do Livro. De sexta a domingo, a partir das 19h, serão realizados debates com temáticas relacionadas à crônica esportiva, reunindo repórteres, apresentadores, escritores e professores de jornalismo.
Na sexta, dia 23, o debate será sobre "Bastidores do jogo: o repórter
esportivo in loco", com o radialista Eraldo Leite; o repórter do Globo
Esporte, Eric Faria; o repórter do site Globoesporte.com, Cahê Mota e o
moderador Antunis Clayton, radialista e repórter.

Já no sábado (24), o tema da discussão é "Histórias das Copas. Porque
futebol também é cultura!", com o comentarista Celso Unzelte (ESPN Brasil e
TV Cultura); o historiador do futebol, Roberto Assaf e o jornalista Péris
Ribeiro. A mesa terá como moderador, o jornalista multimídia Granger
Ferreira.
 
- Ia muito a Campos quando era garoto ver jogo do Flamengo. Na época, Goytacaz e Americano disputavam o Brasileiro. Ia a Campos pelo menos três vezes ao ano. A trabalho fui umas três vezes - disse Assaf, que está reeditando o Almanaque do Flamengo, que será relançado em e-book.

Domingo (25) será a vez do debate sobre "Existe imparcialidade no
jornalismo esportivo? E a "Flapress"? Existe"? Os escalados para responder
a essa pergunta são: o escritor Carlos Eduardo Novaes, o jornalista e
escritor, Paulo César Guimarães, o editor César Oliveira e o jornalista e
escritor, Wesley Machado (como moderador).
Programação da Semana após a Bienal
Gravação do Projeto Memória AIC com José Nunes da FonsecaRadialista esportivo mais antigo de Campos. Mediação de Álvaro Marcos.
Data: 26 de maio (segunda-feira), às 19 horas.
Local: Campus II (Filosofia) do Centro Universitário Fluminense - Sala 220

Mesa: A produção de livros no Jornalismo Esportivo campista
Debatedores: Magno Prisco (Maguinho) e Wesley Machado. Moderação: Vitor Menezes.
Data: 27 de maio (terça-feira), às 19 horas.
Local: Campus II (Filosofia) do Centro Universitário Fluminense

Tradicional Pelada Anual da Imprensa
Data: 30 de maio (sexta-feira), às 20 horas.
Local: Clube Folha Seca.

Cine Jornalismo AIC Especial Semana da Imprensa Jornalismo Esportivo
Filme: O Pai do Gol (Brasil, 2012), sobre o narrador esportivo José Silvério. Mesa redonda com Paulo Renato Porto e Arnaldo Garcia, com mediação de Álvaro Marcos e Wesley Machado.
Data: 31 de maio (sábado), às 16 horas.
Local: Associação de Imprensa Campista (AIC).


 

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Bienal de todas as tribos

Fonte:O Diário


Divulgação
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Roberto Carlos Ramos, contador de histórias, estará hoje à noite no Espaço Elas e Eles

Da Redação

A literatura segue promovendo um saudável encontro de gerações na 8ª Bienal do Livro de Campos. Ontem, a feira recebeu grupos de estudantes de diversas escolas, não só do município, mas de cidades vizinhas. Olhos atentos aos estandes e um delicioso mergulho no universo da leitura - promovido pelas atrações especialmente programadas para o evento - fizeram com que os alunos tivessem uma aula diferente, cheia de atrativos.

E com os idosos da Universidade Aberta da Terceira Idade do IFF-EPEA não foi diferente. Eles também visitaram a 8ª Bienal do Livro ontem, folheando livros, ouvindo palestras, interagindo e absorvendo mais conhecimentos. -Estou adorando, a estrutura é muito boa. Os estandes são superinteressantes - disse dona Maria Augusta Gomes, 76 anos.

De manhã e à tarde, o poeta Bráulio Tavares e o escritor campista Winston Churchill falaram, no Espaço Café Literário, sobre o tema "Fazendo livros de cordel". Alunos de escolas municipais, estaduais e particulares lotaram o espaço. Os autores voltam a realizar a mesma palestra às 14h, no Café Literário.

A quarta-feira também foi dia de muitas homenagens a José Cândido de Carvalho, personalidade em destaque deste ano na Bienal, que foi aberta na sexta-feira (16). Nos quatro primeiros dias, cerca de 49 mil pessoas visitaram a feira literária, segundo o membro do comitê organizador do evento, Robério Paulo Silva. A contagem dos números é feita de hora em hora, por uma equipe de segurança que fica localizada nas portarias.

Entre os destaques desta quinta-feira estão Nilton Bonder, doutor em Literatura Hebraica, com livros publicados na Holanda, Itália, Alemanha, Estados Unidos, Coréia do Sul, Espanha e República Tcheca.
Também fala hoje na Bienal, o poeta Antônio Cícero, autor de, entre outras obras, O Mundo Desde o Fim, uma reflexão filosófica sobre a modernidade. Cícero participa de um bate-papo ao lado do poeta, letrista, filósofo e escritor, Francisco Bosco, no Café Literário. Também estão na agenda, o desembargador Siro Darlan e contador de histórias e escritor Roberto Carlos Ramos falando sobre adoção.

O evento prossegue até este domingo (25), no Centro de Eventos Populares Osório Peixoto (Cepop), com entrada gratuita. As escolas que desejarem agendar a visita dos seus alunos devem entrar em contato pelo telefone: (22) 2733-2530. A Feira está aberta todos os dias, de 10h às 22h, inclusive sabádo e domingo.

Na agenda

ARENA JOVEM
21h
Nilton Bonder
Mediação: Cristiano Simões
Tema: Enigma Corpo & Alma: quem comanda o que?

CAFÉ LITERÁRIO
18h
Francisco Bosco e Antônio Cícero
Mediação: Rodrigo Rodrigues Alvim da Silva
Literatura e Filosofia: As Rimas possíveis e prováveis

15h
Tia Lelê
Turma da Mônica comemorando seus 50 anos

ARENA INFANTIL
9h
César Cardoso - O que é que não é?
14h
Quem pegou uma ponta do meu chapéu de três pontas que agora só tem duas?

ELAS E ELES
20h
Roberto Carlos Ramos
Siro Darlan
Mediação: Thiago Ferrugem
Tema: Adoção: Conceber no coração

ARENA JOVEM
19h- A ilustração do Livro
Rafael Sanches, Rodrigo Rodriges Alvim da Silva
Palestra Ilustrada

Espaço do Autor
19h
Stande da SMEC
Longe de Casa Sara Rifer
20h
Sob a luz do Farol - Sara Riter

Jornalista campista lança obra na Bienal

Do:O Diário
LUCIANA FONSECA / DIVULGAÇÃO
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Vitor Menezes é jornalista, escritor e professor universitário
A Editora E-Papers lança, nesta quinta-feira, 22 de maio, às 20h, o livro Eu transaria com mortos, de Vitor Menezes. O lançamento será realizado no estande da livraria Honey Book na 8ª Bienal do Livro de Campos dos Goytacazes, no Centro de Eventos Populares Osório Peixoto (Cepop). 

A obra reúne 20 crônicas e 20 contos, que têm, em sua maioria, a presença de uma relação sutil entre o cotidiano e o absurdo. "A crônica que dá nome ao livro atesta o absurdo que pode se tornar uma prosaica reunião entre colegas de serviço, quando a linha tênue entre desabafo e fuleiragem é desdenhada", atesta, no prefácio, o jornalista e escritor Jorge Rocha. "O humor cotidiano, presente na melhor crônica brasileira, é incrementado com doses de excentricidade até o limite do verossímil. E assim permanece, também camuflado de sarcasmo e singeleza, planando perene até nos momentos mais fustigantes", complementa o também jornalista e escritor Felipe Sáles. 

O AUTOR - Vitor Menezes é jornalista, escritor e professor universitário. Nasceu e mora em Campos dos Goytacazes. Também publicou o livro Daqui desse lugar: 100 artigos sobre jornalismo, política e pertencimento (E-papers) e organizou, junto com Jorge Rocha, a coletânea Contos da Terra Plana (Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima). Vitor é também o atual presidente da Associação de Imprensa Campista.
 

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Charge do dia-Pelicano


ACL e a Bienal

Recebi da acadêmica Heloisa Crespo  e repasso:

SARAU NA ACADEMIA

 Participe do Sarau na Academia declamando ou lendo a sua trova, quadra, hai-cai, soneto, acróstico, cordel ou poesia livre, no dia 05/05/2014, às 19 horas, na sede da ACL, na Praça Nilo Peçanha (Jardim São Benedito).
O trabalho literário não precisa ser inédito, mas de acordo com um dos temas relacionados abaixo e deverá ser enviado para o e-mail: SaraunaAcademia
Temas: . Mãe . Dia das mães . Trabalho . Dia Mundial do Trabalho . Airton Senna . Morte de Airton Senna . "Manifesto Antropofágico" . Ex-combatente . Dia do Sertanejo . Liberdade de Imprensa. . Dia do Sol . Dia do Solo . Legislador . Pau Brasil . Futebol . Noel Rosa • Comunidade . Dia da Vitória . Artista Plástico . Pintor . Rondon . Mario Quintana . Língua Portuguesa . Cultura . Comunicações . Biblioteca . Freud . Coragem . Matemática . Olhos . Silêncio . Cruz Vermelha
 O autor só poderá participar com um trabalho. Confirme a sua participação por e-mail ou pelo telefone 998323202, até o dia 04 de maio.


Roda Literária na Academia –
Homenagem aos poetas e prosadores de Campos dos Goytacazes e Municípios vizinhos-
 Participe da 8ª Bienal do Livro de Campos dos Goytacazes com a sua crônica, trova, hai-cai, soneto, poesia livre ou cordel, no dia 24/05/2014, às 16 horas, no Espaço Café Literário, no CPOP - Centro de Eventos Populares Osório Peixoto.
Tema: Livre
Enviar até o dia 21/05/2014 para HeloisaCrespo heloisacrespo@gmail.com
 Trabalho literário: .
Fonte Arial . Tamanho da fonte 12 . Espaço simples .
 Um trabalho por autor. .
Não precisa ser inédito.


terça-feira, 20 de maio de 2014

Sendo assim...

...A poesia de Ferreira Gullar

TRADUZIR-SE

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?

 

Poesia na 8ª Bienal do Livro nesta terça-feira

Do:O Diário

Divulgação
Clique na foto para ampliá-la
A 8ª. Bienal do Livro de Campos recebe nesta terça-feira (20) grandes nomes da Literatura. Às 18h, o poeta e crítico de arte, Ferreira Gullar, fala sobre "As muitas vozes da Poesia" e, às 20h, a escritora Ana Beatriz Barbosa aborda o Ciúme: pecado ou vaidade? no espaço Elas e Eles. Às 21h, com o tema "Poesia é letra de música?", o ator, músico, compositor e responsável pela criação do projeto O Teatro Mágico, Fernando Anitelli e o poeta e escritor Mauro STA.Cecília, parceiro de Frejat e do grupo Barão Vermelho, entre outros, estarão na Arena Jovem.

O cantor Saulo Fernandes também participaria desta mesa, mas enviou um e-mail à Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima justificando a ausência. Nesta segunda-feira (19), o ator Sérgio Abreu, que participou do realitty A Fazenda, da TV Record, também participou do evento substituindo a modelo e atriz, Viviane Araújo. Às 19h, o Núcleo de Artes Ori apresenta Eco da Palavra de Deus. No espaço do autor, às 19h e 20h, serão lançados, respectivamente, os livros Terra Goitacá - Alberto Lamego no estande do Museu Histórico de Campos, e Quilombo, de Hélvio Cordeiro, no Espaço do Autor.


Para as crianças - A programação começa às 9h com o espetáculo Até as princesas soltam pum, de Illan Brenman, que terá outra sessão às 14h. Na Arena Jovem, no mesmo horário, Benita Prieto, fala sobre Internet: modos de usar. 

A 8ª. Bienal do Livro de Campos começou na sexta-feira (16) e segue até domingo (25) com o tema Leitura que muda o mundo. Este ano, o evento homenageia o escritor campista José Cândido de Carvalho, autor da obra O Coronel e o Lobisomem. Todas as palestras estão sendo transmitidas ao vivo pelo portal da prefeitura www.campos.rj.gov.br. 

Prefeitura de Campos

segunda-feira, 19 de maio de 2014

SEMANA DA IMPRENSA

Recebi e repasso da jornalista Alicinéia Gama:

Eraldo Leite, Eric Faria e Celso Unzelte na Semana da Imprensa AIC
Com o tema “O jornalismo esportivo no ano da Copa do Mundo no Brasil”, a Associação de Imprensa Campista (AIC) vai promover, a partir da próxima sexta (23), a 24ª Semana da Imprensa. Os primeiros três dias do evento acontecerão no Espaço Jovem da Bienal do Livro, com mesas que vão reunir grandes feras do jornalismo esportivo nacional e local, sempre das 19h às 21h.
A primeira mesa, dia 23, será sobre “Bastidores do jogo: o repórter esportivo in loco”, com o radialista Eraldo Leite; o repórter do Globo Esporte, Eric Faria; o repórter do site Globoesporte.com, Cahê Mota e o moderador Antunis Clayton, radialista e repórter.
Já no sábado (24), o tema da discussão é “Histórias das Copas. Porque futebol também é cultura!”, com o comentarista Celso Unzelte (ESPN Brasil e TV Cultura); o historiador do futebol, Roberto Assaf e o jornalista Péris Ribeiro. A mesa terá como moderador, o jornalista multimídia Granger Ferreira.
Domingo (25) será a vez do debate sobre “Existe imparcialidade no jornalismo esportivo? E a “Flapress”? Existe”? Os escalados para responder a essa pergunta são: o escritor Carlos Eduardo Novaes, o jornalista e escritor, Paulo César Guimarães, o editor César Oliveira e o jornalista e escritor, Wesley Machado (como moderador).
Mais – Após a Bienal, a Semana da Imprensa continuará com atividades na sala 220 do campus II (Filosofia) do Centro Universitário Fluminense. Dia 26, às 19h, gravação do projeto “Memória AIC com José Nunes da Fonseca”, que é o radialista esportivo mais antigo de Campos. Já na terça (27), às 19h, mesa sobre “A produção de livros no Jornalismo Esportivo campista”, com Magno Prisco (Maguinho) e Wesley Machado.
A tradicional “Pelada Anual da Imprensa” será na sexta (30), às 20h, no clube Folha Seca. O encerramento da Semana será no sábado (31), com o Cine Jornalismo na sede da AIC. O público vai conferir o documentário “O Pai do Gol” (Brasil, 2012), sobre o narrador esportivo José Silvério. Logo após, mesa-redonda com Paulo Renato Porto e Arnaldo Garcia, comandada por Álvaro Marcos e Wesley Machado.

E por falar em Carpinejar...

FASCÍNIO E ADMIRAÇÃO

Fabrício Carpinejar

Quando começa o amor? Certamente quando o fascínio encontra a verdade de cada um. Aí, é pegar ou largar

Amor não é fascínio, amor é depois do fascínio, amor é compreensão.

O fascínio ainda é arrebatamento, tudo agrada, tudo é elogiado porque é inédito.

Não queremos perder nossa companhia, é só o que interessa, então não mostramos nenhuma resistência. 
Não nos incomodamos. Desligamos o senso crítico.

Há também a liberdade de não ter futuro. Não nos enxergamos morando com a pessoa. 
Não nos enxergamos descascando os problemas e a rotina com a pessoa. Não nos enxergamos discutindo longas madrugadas com a pessoa. 

Não nos enxergamos defendendo os nossos pequenos hábitos, antes naturais e automáticos, diante do olhar espantado.

O fascínio não inclui projetos, é fruição.
O fascínio não envolve julgamento.

Fascínio é a lua de mel das virtudes.
É se deixar levar. É não pensar demais.

Fascínio é hipnose, transe, mergulho sem os pés medindo a temperatura e a fundura da água.

Todos começam fascinados e terminam decepcionados no relacionamento.

Surge a dúvida: Será que é ele? Será que é ela? A dúvida não é ruim, a dúvida é quando passamos a praticar a verdade.

O fascínio é o éden, já a sinceridade é a maçã mordida.

No fascínio, o certo e o errado não existem, apenas a vontade imperiosa de ficar junto.

É preciso cair para se vincular. É preciso questionar para confirmar.

A decepção é que desenvolve o amor.
A frustração é que amadurece o amor.

É quando percebemos que o outro não está nem na nossa cabeça, nem no nosso coração, e que temos que percorrer um longo caminho a cada manhã para conhecê-lo. Aquele que parecia tão nosso é um estranho: vem o medo, a angústia, a ansiedade que destroem a inteireza das palavras. É quando o outro mente, é quando o outro comete uma falha, é quando o outro é grosseiro, e então o fascínio desaparece, e somos reais de novo e temos que tomar uma decisão pesando pontos positivos e negativos.

E a escolha é perdoar os erros e, mais do que isso, entender os erros e considerá-los naturais. Perdoar os erros de quem nos acompanha como perdoamos os nossos próprios erros.

É concluir que ele ou ela não acerta sempre, mas acerta mais do que erra e vale a pena continuar.

Troca-se a invencibilidade pela fragilidade. Troca-se a projeção pela introspecção.

Da morte do fascínio (a inconsciência da paixão), nasce a admiração (a consciência do amor) – esta, sim, será pela vida afora.


Publicado na Revista Isto É Gente
Maio de 2014 p. 54
Ano 14 Número 708
Colunista