quinta-feira, 30 de junho de 2011

Na Vitrine


Esta semana:Rubem Braga

O PADEIRO

Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento - mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a "greve do pão dormido". De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.
Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. Enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
- Não é ninguém, é o padeiro!
Interroguei-o uma vez: como tivera a idéia de gritar aquilo?
"Então você não é ninguém?"
Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: "não é ninguém, não, senhora, é o padeiro". Assim ficara sabendo que não era ninguém...
Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina - e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como o pão saído do forno.
Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; "não é ninguém, é o padeiro!"
E assobiava pelas escadas.

Rubem Braga, Rio, maio, 1956.

Greve faz professor da UFRJ aplicar prova por Twitter

Da Revista Época:

"Um professor do curso de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) encontrou na internet a solução para contornar a greve dos servidores técnico-administrativos. Com o final do semestre se aproximando, e tendo que aplicar sua última prova aos alunos, o professor Marcelo Coutinho, sem poder nem entrar na sala de aula – os prédios da faculdade estão fechados por causa da paralisação –, resolveu apelar para "o último recurso possível": realizou sua prova final pelo Twitter.

Por volta das 17h30 do dia 28 de junho, Coutinho postou em sua conta: “Aí vai a questão da prova de Introdução às Relações Internacionais. Uma única questão, dividida em duas partes e dois tweets seguintes.” Logo em seguida, veio a questão e um pedido de análise. Coutinho pensou em uma pergunta mais reflexiva e complexa justamente para contornar o possível problema com a cola. “A própria questão foi pensada para que os alunos estudassem. São três autores complexos que obrigam eles a ler os textos passados em sala de aula. E o prazo que dei para responderem a prova foi de 48 horas, que não é muito comprido”, disse o professor.

A iniciativa foi bem recebida pelos alunos, que acharam a ideia de Coutinho uma grande inovação e sinal de modernidade. Sem que seu desempenho acadêmico fosse afetado pela greve, pela primeira vez muitos se disseram satisfeitos com a aplicação de uma prova. “Foi bem diferente já que nunca tinha feito uma prova pela internet, muito menos pelo Twitter. Também foi um pouco engraçado pela repercussão entre meus amigos e seguidores, que nunca tinham visto uma prova dessa forma”, afirmou a aluna Gabriela Tonelli, representante de classe do primeiro ano de Relações Internacionais.

“Os alunos estavam avisados há dias dessa prova e de como ela seria feita. Passei a questão por e-mail e logo em seguida postei em meu Twitter. Mesmo quem tivesse problemas com e-mail poderia acessar a minha conta”, disse Coutinho. A prova foi um comum acordo entre alunos e professor para que todos pudessem fechar o semestre sem ser afetados pelos grevistas. Mas Coutinho afirmou que o uso das mídias digitais em sua matéria é algo comum, instituído já desde o primeiro dia de aula. “Já no primeiro dia, quando entrego o programa da matéria, vai junto um papel com minha conta no Twitter, e-mail e contas em outras redes sociais”, disse.

A ideia do professor foi bem aplicada, segundo seus alunos. Segundo ele, são todos jovens na faixa dos 20 anos, familiarizados com a internet e conectados o tempo todo. A interação aluno-professor pelo meio online acabou agradando a todos e tornando a própria aula de Coutinho mais interessante e dinâmica. “Os contatos online são uma forma muito rápida de comunicação. O professor pode, por exemplo, avisar se ocorrer algum imprevisto, como não haver aula naquele dia. A prova da utilidade e importância desses contatos foi justamente a avaliação pelo Twitter”, afirmou Gabriela.

“Eles são alunos muito modernos. Leem em outras línguas, são cultos, usam iPads, internet, e são conectados. A tecnologia é algo natural para eles. O que impressionou também foi a própria prova, uma avaliação formal, ter chegado a essa tecnologia”, disse Coutinho.




Atento à liberdade que a rede dá aos alunos para copiar trechos, Coutinho limitou o tamanho da prova a três páginas e pediu para que todas fossem entregues redigidas à mão e pessoalmente ou por procuração. “Isso impede que o aluno misture coisas, tire informações de outros lugares. Trabalhos muito grandes podem misturar essas influências indevidas, que acabam passando desapercebidas”, disse.

Os alunos também concordaram com as regras. “Acho que as regras foram justas, até mesmo no caso da procuração. Não deixam de ser uma forma de garantir que a própria pessoa tenha feito sua prova e de evitar que alguém por qualquer motivo desonesto quisesse prejudicar outro aluno”, afirmou Gabriela.

Apesar de estabelecer que cópias comprovadas receberiam um zero, Coutinho deixou seus alunos livres para conversar entre si e com outras pessoas mais experientes. Claro, isso dificilmente seria controlado com uma proibição, mas o professor afirmou que acha essa interação, característica da geração dos alunos, produtiva. “Acho bom que eles troquem ideias. Eu sei que eles procuraram as turmas dos semestres mais avançados para pedir ajuda. Acho isso ótimo. Acaba havendo uma dinâmica de interação que me parece ótima!”

Por conta da greve, a assessoria de imprensa da UFRJ não passou uma posição sobre a iniciativa do professor, mas Coutinho afirma que “cada professor tem liberdade para aplicar a prova como quiser” e, portanto, sua avaliação será válida como qualquer outra, não podendo haver reclamação por parte dos alunos.

“Eu optei por realizar a prova dessa forma. Mantive a avaliação tradicional, com questões a que meus alunos já estavam habituados, e preservei a característica do curso. Só que isso com a novidade de poder fazer a prova em casa, pelo computador, usando a internet”, disse Coutinho. E quem não conseguir obter nota mínima e ficar para uma terceira avaliação? O professor Marcelo Coutinho disse que ainda não pensou no assunto, mas se a UFRJ continuar em greve, certamente usará as ferramentas online de novo.

No fim, claro, resta a pergunta: será que os alunos preferem as provas online ou gostam mais do método tradicional? “Gostei de fazer a prova pelo Twitter por ter sido uma forma prática de resolver o nosso problema com a greve, mas certamente eu prefiro uma prova presencial. Ela obriga o aluno a resolver a prova com os seus conhecimentos no momento. Acho que dessa forma fica mais fácil medir quem realmente se esforçou e estudou”, afirmou Gabriela. "



Ah! Vai...ria um pouquinho!


Recebi por email e achei graça:

DIFERENÇAS ENTRE PRESÍDIO E TRABALHO

PRESÍDIO
Você passa a maior parte do tempo numa cela 5x6m.
TRABALHO
Você passa a maior parte do tempo numa sala 3x4m.
PRESÍDIO
Você recebe três refeições por dia de graça.
TRABALHO
Você só tem uma, no horário de almoço, e tem que pagar por ela.
PRESÍDIO
Você é liberado por bom comportamento.
TRABALHO
Você ganha mais trabalho com bom comportamento.
PRESÍDIO
Um guarda abre e fecha todas as portas para você.
TRABALHO
Você mesmo deve abrir as portas, se não for barrado pela segurança por ter esquecido o crachá.
PRESÍDIO
Você vê TV e joga baralho, bola, xadrez, dominó...
TRABALHO
Você é demitido se for apanhado vendo TV ou jogando qualquer coisa.
PRESÍDIO
Você pode receber a visita de amigos e parentes.
TRABALHO
Você não tem nem tempo de lembrar que eles existem.
(já aproveito para pedir desculpas aos meus)
PRESÍDIO
Todas as despesas são pagas pelos contribuintes, sem seu esforço.
TRABALHO
Você tem que pagar todas as suas despesas e ainda impostos e taxas deduzidos de seu salário,
que servem para cobrir despesas dos presos...
PRESÍDIO
Algumas vezes aparecem carcereiros sádicos...
TRABALHO
Os carcereiros sempre usam nomes específicos: Gerente, Diretor, Chefe...
PRESÍDIO
Você tem todo o tempo para ler piadinhas.
TRABALHO
Ah, se te pegarem....

TEMPO DE PENA:

No presídio, eles saem em 15 anos.
No trabalho você tem que cumprir 35 anos, e não adianta ter bom comportamento.
AGORA VAI TRABALHAR! CHEGA DE FICAR LENDO E-MAILS...
ONDE VOCÊ ACHA QUE ESTÁ? NO PRESÍDIO?
CAI NA REAL, CARA!

Fim de semana chegando...


Cine Café às 7

SESC Campos

01/07

Nesta sexta-feira, às 19h, no Sesc Campos, Cine Café às 7.
No mês de Julho, o tema abordado será Urbanidades. E para estrear, o "À Margem do Concreto", Evaldo Mocarzel.
Entrada Franca!!!

Esse assunto ainda vai dar muito cetim com strass pra manga

Primeiro casamento gay do Brasil pode ser anulado


Para o jurista Ives Gandra Martins, o casamento homossexual, nos termos atuais, fere o parágrafo 3º do artigo 226 da Constituição Federal.

O primeiro casamento gay do Brasil, realizado nesta terça-feira em Jacareí (SP), pode ser contestado na Justiça e acabar sendo considerado nulo, segundo afirmaram juristas ouvidos pela BBC Brasil.

O casamento ocorreu de acordo com decisão do juiz da 2ª Vara da Família e das Sucessões de Jacareí, Fernando Henrique Pinto, após um parecer favorável do Ministério Público de São Paulo.

Os noivos, Luiz André de Rezende Moresi e José Sérgio Santos de Sousa, estão juntos há oito anos e viviam em regime de união estável. A conversão da união estável em casamento ocorreu no Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais de Jacareí.

No entendimento do jurista Ives Gandra Martins, o casamento homossexual, nos termos atuais, fere o parágrafo 3º do artigo 226 da Constituição Federal, que, segundo ele, prevê que apenas casais heterossexuais podem se casar.

Para Gandra, qualquer pessoa ou entidade – como o Ministério Público e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por exemplo – pode entrar na Justiça com uma ação de inconstitucionalidade e contestar a união.

O jurista afirmou que, se o caso for para o Supremo Tribunal Federal (STF), a aprovação do casamento gay é uma possibilidade concreta, de acordo com a tendência de decisões recentes tomadas pelos ministros.

Em 5 de maio, o Supremo decidiu, por unanimidade, reconhecer a união estável para casais do mesmo sexo, ao julgar ações ajuizadas pela Procuradoria-Geral da República e pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

“Do ponto de vista constitucional, o STF teria de dizer que não pode (haver casamento gay)”, disse Gandra. “Mas com essa nova visão dos ministros, de agir com um certo ativismo judicial, acredito que isto possa ser aprovado”.

Fonte: BBC Brasil / Folha Gospel

Mundo Estranho XXIV

Por encomenda de um museu de Detroit (EUA) sobre mecânica, a Concept Shed construiu uma máquina de casamento que substitui o padre.





Com uma moeda de US$ 1, a máquina, além de celebrar a cerimônia, toca música e fornece as alianças e a certidão de casamento. Tudo rapidinho.
A empresa informa que aceita outras encomendas.
Poderiam inventar uma máquina para agillizar as separações. Ia faturar muito mais....

Sogra de verdade

Eis a sogrinha. Quem vê esta foto, nem desconfia....

Da BBC Brasil:

"O que nasceu como uma rusga familiar virou piada nacional na Grã-Bretanha depois que o email de uma mulher repreendendo os supostos modos “grosseiros” de sua futura nora foi parar na internet.

Carolyn Bourne, 60, proprietária de uma fazenda de rosas de Devon, na costa oeste da Inglaterra, está sendo chamado de “sogra dos infernos” desde que o seu puxão de orelha na nora Heidi Withers, 29, se transformou em viral na internet, foi notícia em praticamente todos os jornais britânicos e virou alvo de debate em programas matinais de TV nesta quinta-feira.

O e-mail foi escrito após uma visita de Withers e seu noivo, Freddie, na casa de Bourne, em Devon. “Já está na hora de alguém lhe explicar sobre bons modos. Os seus obviamente não existem, sinto pena de você”, escreve a sogra.

A mensagem foi encaminhada pela nora para algumas amigas, que por sua vez a enviaram a outras pessoas, que por sua vez passaram o e-mail adiante e assim sucessivamente, até que o texto se transformou em viral e caiu no conhecimento geral do público.

Reproduzindo trechos do e-mail, como fizeram outros meios de comunicação britânicos, o jornal The Independent resumiu o espírito das reportagens que têm circulado no país sobre o caso: “O casamento já ia ser difícil. Agora promete ser excruciante”.

Leia trechos do email:

“Eis alguns exemplos da sua falta de modos:
Quando estiver hospedada na casa alheia, não declare o que você come ou não come, a não ser que tenha alguma alergia.
Não comente que não teve comida o suficiente.
Não comece antes de todo mundo. Não se sirva novamente sem ser convidada por seu anfitrião.
Quando hospedada na casa de alguém, não fique na cama até o fim da manhã se a casa se levanta cedo – siga as normas da casa.
Em nenhum momento ofenda a família da qual você está prestes a fazer parte, e definitivamente não em público.
Você normalmente chama as atenções para si. Talvez deva se perguntar por quê.
Ninguém se casa em um castelo a não ser que more nele. É um comportamento ostentoso, de celebridade.
Entendo que seus pais não possam contribuir muito para pagar os custos do seu casamento. (Não há nada de errado nisso, exceto que o costume é tal que se presume que eles tivessem poupado ao longo dos anos para os casamentos de suas filhas.)
Se esse for o caso, seria delicado rever as suas expectativas e ter um casamento mais modesto, de acordo com a renda de ambos.
Pode-se pensar que Heidi Withers esteja se dando tapinhas nas costas por ter fisgado um jovem tão bom partido. Tenho pena de Freddie.”



Metade do ano



"Bem, chegamos a metade do ano e (ufa!) como foi rápido. Muitas coisas aconteceram: crises econômicas mundiais, acidentes áereos que deixaram a todos perplexos, escândalos na política (isso não é tanto novidade atualmente), etc. No plano pessoal, tenho certeza que, para todos, foi uma avalanche de acontecimento de mesma intensidade. Podemos aproveitar o momento, metada da corrida, metada do percurso restando, para refletirmos, se tudo que tinhamos planejado está concretizando (ou concretizado), se o rumo que tomamos até aqui é satisfatório, e tantas outras coisas.
A cada ano que passa,o tempo parece “andar mais rápido”. Um dia não tem sido mais suficiente para a quantidade de coisas que se deseja realizar... Mal , começamos o ano e já percorremos a metade.
La se foram seis meses embora do ano de 2011, e é uma boa hora, para se adotar um novo costume: ” Comemorar o Feliz Nova Metade do Ano”. Nesse período passado, coisa demais aconteceu, tanto no plano pessoal quanto no geral (já daria uma boa restropectiva). Acrescente aos ingredientes, a percepção de tempo mais rápido e concluirá que adotar este novo marco é algo que começa fazer sentido.
Ao comemorarmos a passagem de 6 meses, podemos adotar a mesma postura de reflexão e renovação que fazemos no final do ano.Repensar, reavaliar e traçar novas estratégias sempre, nos ajuda muito a sempre prosseguir em linha com os objetivo macros que devemos ter para nossas vidas. De nada adianta, nos prometermos um regime, por exemplo, se ao longo do ano não vemos que o caminho não está dando o efeito desejado, se a carga do trabalho aumentou, se um fato inédito aconteceu e seu tempo que tinha para a academia foi para espaço…
Bem, por isso, desejo a todos um feliz 6 meses novos!

DO:http://andrefonseca.wordpress.com/

Tchan tchan tchan tchan...


... hoje é dia do...caminhoneiro!
Trafegam pelas estradas brasileiras cerca de dois milhões de caminhoneiros. Eles transportam 60% da carga movimentada no país.

Pro dia nascer feliz


"Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho; há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas."

Machado de Assis

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Para o Celsinho

  Yahoo.com

Luana Piovani fará ensaio sensual para a Trip

Os fãs de Luana Piovani podem comemorar. Depois de dizer que não posaria nua para uma revista masculina, a estrela de “Mulher Invisível” (Rede Gloob) decidiu dar uma colher de chá em um ensaio sensual para a revista “Trip”.

“Aff, esse ano tem mais Trip, sabia? Corpim peladim di novo hehehe”, afirmou Luana na terça-feira, 27, ao receber um link de fotos de antigos ensaios protagonizados por ela.

Antes disso, a atriz escreveu no microblog que estava tomando cuidado extra com o corpo, por conta das fotos de biquíni. “Tomando leitim com Nescau que me dá conforto... mas culpada pelo pãozinho, de amanhã tem foto de bikini... Ninguém mandou se comprometer com corpão...ahhh”, brincou.

Luana também já posou para a revista VIP e foi eleita a mulher mais sexy do mundo.  

Na Vitrine


Esta semana: Rubem Braga

Aula de Inglês

— Is this an elephant?
Minha tendência imediata foi responder que não; mas a gente não deve se deixar levar pelo primeiro impulso. Um rápido olhar que lancei à professora bastou para ver que ela falava com seriedade, e tinha o ar de quem propõe um grave problema. Em vista disso, examinei com a maior atenção o objeto que ela me apresentava.
Não tinha nenhuma tromba visível, de onde uma pessoa leviana poderia concluir às pressas que não se tratava de um elefante. Mas se tirarmos a tromba a um elefante, nem por isso deixa ele de ser um elefante; mesmo que morra em conseqüência da brutal operação, continua a ser um elefante; continua, pois um elefante morto é, em princípio, tão elefante como qualquer outro. Refletindo nisso, lembrei-me de averiguar se aquilo tinha quatro patas, quatro grossas patas, como costumam ter os elefantes. Não tinha. Tampouco consegui descobrir o pequeno rabo que caracteriza o grande animal e que, às vezes, como já notei em um circo, ele costuma abanar com uma graça infantil.
Terminadas as minhas observações, voltei-me para a professora e disse convincentemente:
— No, it's not!
Ela soltou um pequeno suspiro, satisfeita: a demora de minha resposta a havia deixado apreensiva. Imediatamente perguntou:
— Is it a book?
Sorri da pergunta: tenho vivido uma parte de minha vida no meio de livros, conheço livros, lido com livros, sou capaz de distinguir um livro a primeira vista no meio de quaisquer outros objetos, sejam eles garrafas, tijolos ou cerejas maduras — sejam quais forem. Aquilo não era um livro, e mesmo supondo que houvesse livros encadernados em louça, aquilo não seria um deles: não parecia de modo algum um livro. Minha resposta demorou no máximo dois segundos:
— No, it's not!
Tive o prazer de vê-la novamente satisfeita — mas só por alguns segundos. Aquela mulher era um desses espíritos insaciáveis que estão sempre a se propor questões, e se debruçam com uma curiosidade aflita sobre a natureza das coisas.
— Is it a handkerchief?
Fiquei muito perturbado com essa pergunta. Para dizer a verdade, não sabia o que poderia ser um handkerchief; talvez fosse hipoteca... Não, hipoteca não. Por que haveria de ser hipoteca? Handkerchief! Era uma palavra sem a menor sombra de dúvida antipática; talvez fosse chefe de serviço ou relógio de pulso ou ainda, e muito provavelmente, enxaqueca. Fosse como fosse, respondi impávido:
— No, it's not!
Minhas palavras soaram alto, com certa violência, pois me repugnava admitir que aquilo ou qualquer outra coisa nos meus arredores pudesse ser um handkerchief.
Ela então voltou a fazer uma pergunta. Desta vez, porém, a pergunta foi precedida de um certo olhar em que havia uma luz de malícia, uma espécie de insinuação, um longínquo toque de desafio. Sua voz era mais lenta que das outras vezes; não sou completamente ignorante em psicologia feminina, e antes dela abrir a boca eu já tinha a certeza de que se tratava de uma palavra decisiva.
— Is it an ash-tray?
Uma grande alegria me inundou a alma. Em primeiro lugar porque eu sei o que é um ash-tray: um ash-tray é um cinzeiro. Em segundo lugar porque, fitando o objeto que ela me apresentava, notei uma extraordinária semelhança entre ele e um ash-tray. Era um objeto de louça de forma oval, com cerca de 13 centímetros de comprimento.
As bordas eram da altura aproximada de um centímetro, e nelas havia reentrâncias curvas — duas ou três — na parte superior. Na depressão central, uma espécie de bacia delimitada por essas bordas, havia um pequeno pedaço de cigarro fumado (uma bagana) e, aqui e ali, cinzas esparsas, além de um palito de fósforos já riscado. Respondi:
— Yes!
O que sucedeu então foi indescritível. A boa senhora teve o rosto completamente iluminado por onda de alegria; os olhos brilhavam — vitória! vitória! — e um largo sorriso desabrochou rapidamente nos lábios havia pouco franzidos pela meditação triste e inquieta. Ergueu-se um pouco da cadeira e não se pôde impedir de estender o braço e me bater no ombro, ao mesmo tempo que exclamava, muito excitada:
— Very well! Very well!
Sou um homem de natural tímido, e ainda mais no lidar com mulheres. A efusão com que ela festejava minha vitória me perturbou; tive um susto, senti vergonha e muito orgulho.
Retirei-me imensamente satisfeito daquela primeira aula; andei na rua com passo firme e ao ver, na vitrine de uma loja,alguns belos cachimbos ingleses, tive mesmo a tentação de comprar um. Certamente teria entabulado uma longa conversação com o embaixador britânico, se o encontrasse naquele momento. Eu tiraria o cachimbo da boca e lhe diria:
- It's not an ash-tray!
E ele na certa ficaria muito satisfeito por ver que eu sabia falar inglês, pois deve ser sempre agradável a um embaixador ver que sua língua natal começa a ser versada pelas pessoas de boa-fé do país junto a cujo governo é acreditado.

Coisas deste mundão de Deus


Tartarugas forçam fechamento de pista de aeroporto JFK

Cerca de 100 répteis atrasaram alguns voos ao tentar atravessar pista para depositar ovos em bancos de areia.
A pista 4L do Aeroporto Internacional John F. Kennedy ficou fechada por mais de uma hora na manhã desta quarta-feira por causa de tartarugas. Especialistas da Autoridade Portuária de Nova York e New Jersey retiraram cerca de 100 tartarugas de água doce da pista cerca das 10 horas locais (11 horas em Brasília), disse John P. L. Kelly, um porta-voz do órgão.
Alguns voos ficaram atrasados em até 30 minutos, disse Arlene Salac, porta-voz da Administração de Aviação Federal, mas não muitos: a pista é usada com pouca frequência nesta época do ano por causa de padrões de ventos comuns à estação (verão no Hemisfério Norte).
A pista se torna um ponto de cruzamento de tartarugas anualmente nesta época do ano, quando se preparam para se reproduzir.
“Elas buscam bancos de areia para depositar os ovos", disse Kelly, “e há um lugar ideal do outro lado da pista 4L. Elas saem da água e cruzam a pista para depositar os ovos na areia". Segundo a porta-voz, as tartarugas foram transferidas para um área igualmente ideal.
O aeroporto JFK é amplamente cercado de água, onde os répteis se procriam dentro e ao redor da Baía da Jamaica. Em 2009, a mesma pista foi fechada por causa de 78 tartarugas fluviais.

DO:iG São Paulo

Convite

Recebi e repasso:

...para o espetáculo: BRASIL – ÁFRICA em FOTOS E POESIAS que acontecerá no dia 04 de julho de 2011, às 20 horas,no Teatro de Bolso , numa realização do 3º período do Curso de Licenciatura em Artes Visuais da UNIFLU – FAFIC.

O evento contará com fotos do artista brasileiro Pierre Verger, performances com
declamação poemas de autores africanos e afro-descendentes brasileiros como Éle Semog,Manoel Herculano, Tomaz Vieira da Cruz, Julião Soares de Souza e José Craveirinha, feitas por alunos do 3º período do Curso de Licenciatura em Artes Visuais e artistas campistas.

Enriquecendo a produção os dançarinos da Fundação Zumbi dos Palmares
apresentará a Capoeira e o Maculelêlé , culminando com o balé egípcio da Academia de
Danças do Prof. Eduardo Rodrigues.
Esta produção cultural pretende trazer ao público uma reflexão sobre a contribuição
da cultura africana e afro-brasileira no cenário cultural nacional além de momentos debeleza, musicalidade e poesia.
Este evento é fruto de um trabalho da Disciplina de Comunicação e Produção Cultural
sob a Coordenação Geral da Profª Jane Rangel.
Contato:
Jane Rangel – 99973610 –janerangel34@yahoo.com.br
Silvana Pires – 99470176 – silvanap.rol@terra.com.br

Olhar sobre o Cotidiano

Foto:Walnize Carvalho
Manhã de inverno

Charge do dia - Cau Gomez



Vladimir Palmeira sai do PT

Seis anos após o mensalão, Vladimir deixa o PT


Fundador do partido alega agora que volta de Delúbio Soares à sigla ‘faz com que todos se pareçam iguais’

Alessandra Duarte, O Globo
"Seis anos após o escândalo do mensalão, Vladimir Palmeira deixou o partido que ajudou a fundar há 30 anos. Em carta de desligamento entregue ao diretório municipal do PT no Rio publicada ontem em seu site, Vladimir, figura histórica da esquerda e lembrado como líder da Passeata dos Cem Mil no regime militar, diz que a razão para sua saída é a volta ao partido de Delúbio Soares, que era tesoureiro do PT no mensalão.
Ao GLOBO, Vladimir afirmou que o retorno de Delúbio mostra que sua expulsão foi "só um remendo", e que o PT tem atualmente "problemas éticos e orgânicos".
— Um partido não pode funcionar se as pessoas que estão nele podem fazer o que querem — disse, destacando que a volta de Delúbio afeta a credibilidade de quem defendeu o PT.

— Fui um dos que mais se expuseram defendendo o partido, pois isso afeta sua credibilidade. Se você fica dizendo uma coisa que depois não acontece... Passamos dois anos indo à TV dizer que o partido punia. Agora, é quase como dizer que não deveríamos tê-lo expulsado. O que houve então foi suspensão, não expulsão; venderam um peixe à opinião pública que não era verdadeiro. Dá a entender que a expulsão foi só um remendo e reflete problemas não só éticos, mas orgânicos do partido.

Na carta de desligamento, Vladimir diz que não está saindo por "divergências políticas fundamentais", mas porque "a volta ao partido de Delúbio Soares, justamente expulso no ano de 2005, me impede de continuar nele. Pela questão moral, pela questão política, pela questão orgânica".

Na carta, destaca: "é evidente que houve corrupção. Não se pode acreditar que um empresário qualquer começasse a distribuir dinheiro grátis para o partido. Exigiria retribuição, em que esfera fosse. O procurador federal alega que são recursos oriundos de empresas públicas, sendo matéria agora do STF. Mas alguma retribuição seria, ou a ordem do sistema capitalista estaria virada pelo avesso".

Ainda na carta, o ex-deputado federal — que diz ter preferido esperar a crise com o ex-ministro Antonio Palocci passar para comunicar a saída — afirma que "o ex-tesoureiro não só agiu ilegalmente com relação à sociedade, mas violou todas as normas de convivência partidária, ao agir à revelia da Executiva Nacional e do Diretório Nacional. A volta de Delúbio faz com que todos se pareçam iguais e que, absolvendo-o, o DN esteja, de fato, se absolvendo. Ou, mais propriamente, se condenando".
Afirmando que não há chance de voltar ao PT, Vladimir — que antes de comunicar a saída conversou com petistas, mas preferiu não revelar com quem — diz que não pensa em ir para outra sigla, "só em dar aula e escrever na internet":

— Sempre fui um ser partidário. Agora não penso em nada. Uma vez na vida não faz mal."



Imperialismo à brasileira

Avanço do Brasil assusta vizinhos da América do Sul


Nas últimas semanas, empreendimentos bilionários de empresas brasileiras em países da América do Sul, que incluem a construção de uma hidrelétrica no Peru e a exploração de potássio na Argentina, foram suspensos ou enviados a consulta popular. Os desentendimentos, envolvendo a Vale e a Eletrobrás, entre outras empresas, teriam como motivação principal o fato de que os investimentos beneficiariam mais ao Brasil do que os locais onde seriam instalados.
A expansão cada vez maior de empresas brasileiras (privadas ou estatais), muitas vezes financiadas pelo Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), para outros territórios começa a despertar, em alguns países do continente, uma espécie de sentimento anti-imperialismo brasileiro.
“Tenho escutado de parlamentares sulamericanos, de esquerda e direita, que o Brasil adota essa postura, mas também ouço de outros que isso não procede”, diz o deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR), integrante da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional.
O oferecimento de contrapartidas nas negociações, como transferência de tecnologia, garantias de geração de empregos e a escolha de investimentos que interessem à população local, poderia evitar desconfortos na América Latina, segundo o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), membro da mesma comissão. “As empresas brasileiras devem ter sensibilidade política, econômica e social e não visar apenas o lucro”, aponta.
A atuação supostamente agressiva de algumas dessas companhias em outros países da região é apontada como uma das principais causas de atritos. “Esse comportamento visando somente o lucro gera problemas sociais”, afirma Rosinha. No entanto, os esforços do governo brasileiro para a integração do continente, como as ações no Mercosul e na União de Nações Sul-Americanas (Unasul) – organização formada pelos 12 países da América do Sul visando melhores políticas sociais, educação e avanços na infraestrutura -, são elogiados, segundo o deputado.
Porém o projeto Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana (IIRSA), que pretende melhorar as condições estruturais do países construindo gasodutos, oleodutos, hidroeléticas e estradas conectando a região, é acusado por Valente de seguir os interesses das grandes empresas. “Muitos empreendimentos estão atropelando interesses de comunidades locais”.

Liderança
Com a sétima economia do mundo e o maior território da América do Sul, o Brasil desponta como o líder do continente e, apesar das desconfianças de alguns vizinhos, é tido pelos países da região como uma possível voz em defesa dos interesses locais. “Na semana passada estive no Uruguai e o presidente José Mujica me disse que o Brasil tem que liderar o desenvolvimento da América do Sul”, conta Rosinha.
A região, que precisa de investimentos, ainda não possui uma agência de fomento exclusiva. Rosinha defende que o BNDES deveria se internacionalizar e assumir esse papel, capitalizando empresas locais. Uma alternativa que Valente contesta, por, segundo ele, ser onerosa demais para o Brasil, pois o banco é capitalizado por títulos do tesouro nacional com juros de quase 13% estabelecidos pela Selic.
“Quem está pagando a conta é o povo brasileiro com a enorme dívida pública e gasto estratosférico dos juros, que vai atingir 653 bilhões de dólares em 2011, segundo previsões do governo”.
A criação de um banco para a América do Sul também é uma opção, embora o Brasil encare essa proposta com maior distância, por ter interesse em expandir instituições financeiras fortes, como o Banco do Brasil e a Caixa.
Para o deputado do PSOL, uma integração eficiente entre os países da região deveria adotar uma lógica solidária. “O Mercosul se mantém estacionário, porque só defende o interesse das empresas, enquanto deveria discutir também direitos sociais e trabalhistas equânimes entre os Estados”, diz. “O Brasil deve intervir mais equilibradamente para garantir que as empresas nacionais que investem em outros países realizem um regime de colaboração comprometido com o desenvolvimento do local onde se instalarem”.

Mar...pescador...imagem.

" O mar não está pra peixe"...Comecei pensando assim tentando dar um pouco de humor.Na postagem anterior:"Pro dia nascer feliz", fiz inúmeras tentativas e não consegui publicar uma imagem de mar!...
Mas agora estou lembrando que hoje ( dia 29 de junho) foi escolhido como o Dia do Pescador por ser o dia de São Pedro, o apóstolo que era pescador, e por isso muitos pescadores tem esse santo como protetor.
Todos já ouviram falar que pescador é bom para contar histórias (eu como não sou) vou "pescar" uma delas e reproduzir pra vocês:

"Seu Francisco foi caçar à beira de um riacho. Ele levou consigo um cachorro que era muito bom nessas coisas de caça. Como todos sabem, o cachorro é um animal que ajuda muito nas caçadas.
Ele foi com o cachorro caçar perdiz. A perdiz é um franguinho minúsculo que fica no mato.
Então ele viu a perdiz, mirou e… “Pá!”
Acertou na perdiz. Ela caiu mas caiu no rio. Seu Francisco apontou para o rio e mandou o cão buscar. O bicho saiu despinguelado em direção a água.
Só que imediatamente após cair na água, uma grande boca se abriu debaixo da perdiz e tragou-a para o fundo.
Seu Francisco já tinha dado o comando para o cachorro pegar e não houve grito que dissuadisse o teimoso animal de pegar a perdiz.
O cão pulou no rio e sumiu. Simplesmente sumiu. Nem sinal dele.
Seu Francisco ficou esperando dois, quatro, oito, dez minutos. Nada. Quando deu 15 minutos e nada do cachorro, ele desistiu.
Meio triste, seu Francisco concluiu que o cão morrera afogado tentando pegar a ave que um peixe comera.
Ele foi pra casa pensando em como contar para a esposa da morte do querido cachorro.
Quando ele ia chegando perto da cozinha, ouviu um barulho no mato atrás de si. Ali estava o cão. Abanando o rabo, ainda molhado e com um enorme, gigante, monstruoso peixe pintado na boca.
Espantado, seu Francisco fez festa para o cachorro e pediu para que a mulher dele cozinhasse o peixe.
Eis que na hora de limpar o peixe, o que tinha na barriga dele???
Isso mesmo. A perdiz."

No mais... li certa vez na tabuleta de um barzinho à beira da estrada:"Aqui se reúnem amigos,pescadores...e muitos outros mentirosos!"



Pro dia nascer feliz

"A verdadeira força não é a do mar em fúria que tudo destrói, mas do rochedo, impassível, que a tudo resiste!"

terça-feira, 28 de junho de 2011

Na Vitrine


Esta semana: Rubem Braga

A Viajante

Com franqueza, não me animo a dizer que você não vá.
Eu, que sempre andei no rumo de minhas venetas, e tantas vezes troquei o sossego de uma casa pelo assanhamento triste dos ventos da vagabundagem, eu não direi que fique.
Em minhas andanças, eu quase nunca soube se estava fugindo de alguma coisa ou caçando outra. Você talvez esteja fugindo de si mesma, e a si mesma caçando; nesta brincadeira boba passamos todos, os inquietos, a maior parte da vida — e às vezes reparamos que é ela que se vai, está sempre indo, e nós (às vezes) estamos apenas quietos, vazios, parados, ficando. Assim estou eu. E não é sem melancolia que me preparo para ver você sumir na curva do rio — você que não chegou a entrar na minha vida, que não pisou na minha barranca, mas, por um instante, deu um movimento mais alegre à corrente, mais brilho às espumas e mais doçura ao murmúrio das águas. Foi um belo momento, que resultou triste, mas passou.
Apenas quero que dentro de si mesma haja, na hora de partir, uma determinação austera e suave de não esperar muito; de não pedir à viagem alegrias muito maiores que a de alguns momentos. Como este, sempre maravilhoso, em que no bojo da noite, na poltrona de um avião ou de um trem, ou no convés de um navio, a gente sente que não está deixando apenas uma cidade, mas uma parte da vida, uma pequena multidão de caras e problemas e inquietações que pareciam eternos e fatais e, de repente, somem como a nuvem que fica para trás. Esse instante de libertação é a grande recompensa do vagabundo; só mais tarde ele sente que uma pessoa é feita de muitas almas, e que várias, dele, ficaram penando na cidade abandonada. E há também instantes bons, em terra estrangeira, melhores que o das excitações e descobertas, e as súbitas visões de belezas sonhadas. São aqueles momentos mansos em que, de uma janela ou da mesa de um bar, ele vê, de repente, a cidade estranha, no palor do crepúsculo, respirar suavemente como velha amiga, e reconhece que aquele perfil de casas e chaminés já é um pouco, e docemente, coisa sua.
Mas há também, e não vale a pena esconder nem esquecer isso, aqueles momentos de solidão e de morno desespero; aquela surda saudade que não é de terra nem de gente, e é de tudo, é de um ar em que se fica mais distraído, é de um cheiro antigo de chuva na terra da infância, é de qualquer coisa esquecida e humilde – torresmo, moleque passando na bicicleta assobiando samba, goiabeira, conversa mole, peteca, qualquer bobagem. Mas então as bobagens do estrangeiro não rimam com a gente, as ruas são hostis e as casas se fecham com egoísmo, e a alegria dos outros que passam rindo e falando alto em sua língua dói no exilado como bofetadas injustas. Há o momento em que você defronta o telefone na mesa da cabeceira e não tem com quem falar, e olha a imensa lista de nomes desconhecidos com um tédio cruel.
Boa viagem, e passe bem. Minha ternura vagabunda e inútil, que se distribui por tanto lado, acompanha, pode estar certa, você.

Rio, abril de 1952.

Texto extraído do livro: "A Borboleta Amarela", Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1963, pág. 145.

Nunca é tarde para lembrar que...

...em um dia como o  último dia 24 de junho, no ano de 1883, foi inaugurada por D. Pedro II, a iluminação elétrica aqui em Campos dos Goytacazes, sendo esta a primeira cidade da América do Sul a receber tal benefício.

Vote na Poeira

Recebi de um amigo e repasso:

A Poeira D'água é uma banda de Campos e está inscrita no Serra Sons Festival, que vai acontecer de 11 a 15 de novembro em Nova Friburgo.
Para que possa participar da abertura desse evento, é necessário que a banda tenha um número expressivo de votos.
Por ser de Campos e composta por músicos daqui, falta o seu voto para a Poeira poder subir o palco e fazer bonito no festival friburguense.

Não custa nada dar uma força. Faça como eu. Vote e peça aos seus amigos que votem na Poeira. Clique no Link que direciona para o site do Festival .

http://serrasons.com.br/festival/sua-votacao/painel-dos-artistas.html

No Bonde da História



A História das Exposições Agro – Pecuária de Campos

“1937! No dia 12 de junho, um grupo de homes ligados, sobretudo, á área da criação de gado, se reunia para estudar a possibilidade de ser realizar uma amostra com o título de PRIMEIRA EXPOSIÇÃO PECUÁRIA DE CAMPOS. Por meio de uma aclamação foi formada a comissão encarregada do assunto tão relevante para a divulgação do que se produz em nosso município. Dr. Jose Sobral Pinto, sugeriu que seria mais apropriado que o titulo do futuro evento fosse “1ª Exposição Agro- Pecuária de campos”, o que foi aprovado. Assim ficou assentado que a primeira Exposição Agro- Pecuária de Campos, seria levantada a efeito em Maio de 1938.”


Do livro:"Campos depois do centenário"-vol.I- Waldir Carvalho

Petrobras faz sua maior descoberta do pré-sal em Campos

A Petrobras (PETR3 e PETR4) anunciou hoje em seu site o que chamou de "principal descoberta" no pré-sal da Bacia de Campos (o pré-sal é uma região profunda de exploração de petróleo).
Segundo a estatal, foram descobertos dois níveis de petróleo de boa qualidade no poço exploratório informalmente conhecido como Gávea. Os estudos foram feitos por um consórcio formado por Petrobras, Repsol Sinopec e Statoil.

FRASE DO DIA

"A intimidade entre Sérgio Cabral e os empresários que investem no Rio de Janeiro e em suas campanhas é tão indevida que foi escondida até o limite do possível."

Deputado Chico Alencar (PSOL-RJ)

Blog do Ricardo Noblat

No mais...

Quem se propõe a trabalhar para um veículo de comunicação descaradamente ligado à família Garotinho, sabe bem os riscos que corre....
Não rezou na cartilha, dança!!!

Programação SESI Cultural- JULHO

Tem Marina Lima, Rogério Bicudo, Cântarus, Grupo Ébano, Maria Fernanda e outras opções....

Clique sob a imagem acima para ter uma visualização legal e escolha a sua.

Lembrando...


...Raul Seixas que nesta data há 66 anos nascia em Salvador.
Foi um famoso cantor e compositor brasileiro, frequentemente considerado um dos pioneiros do rock brasileiro.

Uma curiosidade:

"O Carimbador Maluco de Raul Seixas - parte do musical infantil Pluct Plact Zumm da Rede Globo - foi motivo de muitas críticas a Raul que teria se vendido ao sistema com uma música imbecil. Os mais inteligentes perceberam a pesada crítica à burocracia do governo que teimava em selar, registrar, carimbar, avaliar, rotular, adiando e atrapalhando todo tipo de atividade. É também uma referência ao texto do anarquista Proudon que diz "Ser governado é ser a cada operação... notado, registrado, recenseado, tarifado, selado, medido, cotado, avaliado, patenteado, autorizado, rotulado".

Do:whiplash.net

Pro dia nascer feliz


"Um sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade."

Raul Seixas

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Na Vitrine


Esta semana:Rubem Braga
(Jornalista e embaixador)
Rubem Braga nasceu em Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo, em 1913. Fez os estudos em sua cidade natal e, em Niterói, freqüentou a Faculdade de Direito, formando-se, em 1932, em Belo Horizonte. Ingressou no jornalismo nesse período, trabalhando na imprensa de Minas Gerais, São Paulo, Porto Alegre, Recife e Rio de Janeiro. Sofreu inúmeras represálias como jornalista, sendo forçado a peregrinar por várias cidades do Brasil. Para os Diários Associados, cobriu a Revolução Constitucionalista. Em 1944, foi à Itália como correspondente de guerra. Tornou-se famoso como cronista de jornais e revistas de grande circulação. Visitou países da América e da Europa, foi embaixador em Marrocos. Faleceu, no Rio de Janeiro, em 1990.

Uma de suas crônicas:

Meu Ideal Seria Escrever...




Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está doente naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse tanto que chegasse a chorar e dissesse -- "ai meu Deus, que história mais engraçada!". E então a contasse para a cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas para contar a história; e todos a quem ela contasse rissem muito e ficassem alegremente espantados de vê-la tão alegre. Ah, que minha história fosse como um raio de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo, em sua vida de moça reclusa, enlutada, doente. Que ela mesma ficasse admirada ouvindo o próprio riso, e depois repetisse para si própria -- "mas essa história é mesmo muito engraçada!".
Que um casal que estivesse em casa mal-humorado, o marido bastante aborrecido com a mulher, a mulher bastante irritada com o marido, que esse casal também fosse atingido pela minha história. O marido a leria e começaria a rir, o que aumentaria a irritação da mulher. Mas depois que esta, apesar de sua má vontade, tomasse conhecimento da história, ela também risse muito, e ficassem os dois rindo sem poder olhar um para o outro sem rir mais; e que um, ouvindo aquele riso do outro, se lembrasse do alegre tempo de namoro, e reencontrassem os dois a alegria perdida de estarem juntos.
Que nas cadeias, nos hospitais, em todas as salas de espera a minha história chegasse -- e tão fascinante de graça, tão irresistível, tão colorida e tão pura que todos limpassem seu coração com lágrimas de alegria; que o comissário do distrito, depois de ler minha história, mandasse soltar aqueles bêbados e também aqueles pobres mulheres colhidas na calçada e lhes dissesse -- "por favor, se comportem, que diabo! Eu não gosto de prender ninguém!" . E que assim todos tratassem melhor seus empregados, seus dependentes e seus semelhantes em alegre e espontânea homenagem à minha história.
E que ela aos poucos se espalhasse pelo mundo e fosse contada de mil maneiras, e fosse atribuída a um persa, na Nigéria, a um australiano, em Dublin, a um japonês, em Chicago -- mas que em todas as línguas ela guardasse a sua frescura, a sua pureza, o seu encanto surpreendente; e que no fundo de uma aldeia da China, um chinês muito pobre, muito sábio e muito velho dissesse: "Nunca ouvi uma história assim tão engraçada e tão boa em toda a minha vida; valeu a pena ter vivido até hoje para ouvi-la; essa história não pode ter sido inventada por nenhum homem, foi com certeza algum anjo tagarela que a contou aos ouvidos de um santo que dormia, e que ele pensou que já estivesse morto; sim, deve ser uma história do céu que se filtrou por acaso até nosso conhecimento; é divina". E quando todos me perguntassem -- "mas de onde é que você tirou essa história?" -- eu responderia que ela não é minha, que eu a ouvi por acaso na rua, de um desconhecido que a contava a outro desconhecido, e que por sinal começara a contar assim: "Ontem ouvi um sujeito contar uma história...".
E eu esconderia completamente a humilde verdade: que eu inventei toda a minha história em um só segundo, quando pensei na tristeza daquela moça que está doente, que sempre está doente e sempre está de luto e sozinha naquela pequena casa cinzenta de meu bairro.


A crônica acima foi extraída do livro "A traição das elegantes", Editora Sabiá - Rio de Janeiro, 1967, pág. 91.

Convite

Recebi e repasso:

Augusto Cury, psiquiatra, pesquisador da psicologia, conferencista e escritor, estará em Campos nesta terça-feira, dia 28/06.
Quem conhece a obra dele sabe que se há a chance de ouvi-lo, não se deve perder a oportunidade.
À tarde (16h30) ele participa de uma programação na Uenf (requer inscrição).
À NOITE, às 20h, Augusto Cury estará no bairro Flamboyant, em Campos, falando a quem desejar ouvir, sem necessidade de inscrição.
Você está convidado!
Data: 28/06/11
Horário: 20h
Local: Rua Caldas Viana, 250, Flamboyant (perto da segunda praça do Flamboyant e da padaria)


Fátima Nascimento(jornalista)

Mundo Estranho XXIII




Cheio de mulheres em casa - além da esposa, são sete filhas – o fazendeiro indiano Kailash Singh estava disposto a tudo para ter um filho homem. Foi então que um sacerdote disse a ele que a solução seria deixar de tomar banho e cortar os cabelos. E ele obedeceu. Só que isso aconteceu em 1974 e, até hoje, nada de filho.

Atualmente, Singh tem 65 anos e, com seus dreadlocks de mais de 1,80 m, já se convenceu de que não vai mesmo ter um menino, embora tenha netos homens. Mas agora ele parece ter se apegado ao estilo de vida e não quer mais saber de água. Segundo sua esposa, Kalavati Devi, de 60 anos, “ele diz que preferia morrer a tomar um banho”.

A justificativa do sujão é de que ele só tomaria o tal banho se a promessa tivesse funcionado. “Eu não tenho nenhum filho, então nunca vou me banhar de novo”, diz ele que, nos últimos 37 anos, só lavou as mãos e a boca.

E nem a temperatura média de 47º C de Chatav, onde vive, é um problema para ele, que diz tomar “banhos de fogo” todas as noites, fumando maconha, rezando para a deusa hindu Shiva e dançando ao redor de uma fogueira.

As provocações das crianças da vizinhança e as reclamações da mulher também não incomodam. “Ela tem que enfrentar todas as dificuldades que eu enfrento”, acredita Singh.

E, depois de quase quatro décadas, Devi parece já ter até se conformado. “Eu cheguei a ameaçar parar de dormir com ele, mas ele é meu marido, então há pouco que eu possa fazer”, disse a resignada esposa ao jornal inglês Daily Mirror.

Da série "Não custa nada tentar"...

Recebi por e-mail de um amigo e repasso...

VEJA ESTA GRANDE DICA! COMO SAIR RÁPIDO DA FILA DO BANCO.

Aos amigos,

Vivi essa semana uma experiência que confirmou uma suspeita.
Há cerca de um mês eu entrei no Banco Itaú para fazer um pagamento e, quando vi o tamanho da fila, pensei: 'Vou ficar horas aqui dentro'.
Foi quando me lembrei da lei que entrou em vigor na capital paulista (e no Brasil), que regula o tempo máximo de espera em fila bancária. Salvo engano, são 20 (vinte) minutos em dias normais, e 30 (trinta) em dias de pagamento de pensionistas do INSS.
Assim sendo, solicitei a um funcionário a senha com o horário de entrada na fila, pois se o tempo excedesse, eu encaminharia o papelucho para a prefeitura multar o banco.
Entrei na fila, e notei que de repente aquele som que sinaliza caixa desocupado, começou a tocar com maior freqüência, e a fila foi diminuindo rapidamente.
Quando cheguei ao caixa, ele solicitou a senha para autenticar, e eu fiquei intrigado. No meio de tantos clientes, como ele sabia que a senha estava comigo?
Examinei então os dois horários, entrada e saída e constatei que foram 17 minutos de fila. Eu esperava ficar mais de uma hora.
Percebi que quando eu pedi a senha, o gerente colocou mais caixas e o atendimento fluiu rapidamente.
Hoje, fui novamente ao mesmo banco e dei de cara com a mesma fila imensa. Não tive dúvida. Procurei um funcionário e pedi a senha. Ele, fazendo cara de bobo, perguntou:
- Que senha? Não tem senha. Entre na fila.
Eu insisti.
Ele disse que não sabia de senha alguma...
Procurei os caixas e notei uma plaquetinha discreta que dizia: 'Se necessitar senha, solicite ao caixa'.
Pedi a senha ao caixa, e ele fez outra cara de bobo e disse:
- Que senha?
Parece que os funcionários já estão treinados a não fornecer a senha.
Então eu exigi:
- A senha que diz o horário que eu entrei na fila. É lei...
O caixa meio contra vontade forneceu a senha e eu entrei na fila.
No início continuou lenta, quase não andava.
De repente, o mesmo fenômeno, começou o som que não parava mais, e a fila foi rapidamente diminuindo.
Quando cheguei ao caixa, desta vez não foi surpresa, ele pediu a senha pra autenticar, e após a autenticação, ele se virou para uma senhora que circulava por trás dos caixas, com cara de gerentona, e em resposta à pergunta dela de...'E aí? Tudo bem?'

O caixa respondeu:

- BELEZA.

Matei a charada! 'BELEZA' foi a constatação que o caixa fez.

Fui atendido em 14 (quatorze) minutos.

E a gerentona então deu um sinal que eu entendi que seria para alguns dos caixas voltarem para os locais de onde foram retirados para atender ao público.

MORAL DA HISTÓRIA - Existe sim um número de funcionários nos bancos, suficiente para atender dignamente o público, porém eles são desviados para outras funções mais lucrativas, tais como vender seguro por telefone, enquanto os idiotas dos clientes ficam na fila.
Cada vez que entrar em um banco, exija sua senha com o horário. Vamos lutar por esse direito obtido.
Não sejamos bobos...
É só a gente divulgar e insistir para a lei ser cumprida.

AFINAL ELES NÃO NOS POUPAM, cobram Encargos, Tarifas, Cestas, Taxas, todas abusivas tornando os Banqueiros os homens mais ricos do Planeta.




Agora eu entendi porque não tem dinheiro para os bombeiros...

Renúncias fiscais de Cabral vão de boate a cabeleireiro


Cerca de 5.000 empresas deixaram de recolher R$ 50 bilhões aos cofres do Estado entre 2007 e 2010 porque obtiveram renúncia fiscal do governo Sérgio Cabral (PMDB), informa reportagem de Ítalo Nogueira e Marco Antônio Martins, publicada na Folha desta segunda-feira (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha). Dados da Secretaria Estadual de Fazenda mostram que boates, motéis, mercearias, padarias, postos de gasolina e cabeleireiros foram beneficiados. O montante da renúncia cresceu 72% em 2010, em relação a 2007. Os R$ 50 bilhões já são mais do que a metade do valor da receita tributária, que foi de R$ 97 bilhões no mesmo período.
A secretaria informou que, por ordem do Código Tributário Nacional, é obrigada a respeitar o sigilo fiscal, razão pela qual é impedida de dar informações de contribuintes beneficiados.

Fenômeno no Senado??

Do site da ESPN Brasil:

"Meses depois de anunciar sua aposentadoria dos gramados, o ex-atacante Ronaldo pode “imitar” seu ex-parceiro de seleção brasileira Romário, deputado federal pelo Rio de Janeiro, e se arriscar no campo da política. Segundo a coluna Painel FC da edição desta segunda-feira da Folha de S.Paulo, o Fenômeno vem sendo cogitado como candidato ao Senado em 2014. De acordo com o jornal, lideranças do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) paulista estudam propor ao ídolo corintiano que ele concorra a uma vaga pela legenda nas eleições de 2014. O partido perdeu no ano passado o ex-senador Romeu Tuma (SP), que faleceu. O PTB, em nível nacional, faz parte de base de apoio do governo da presidenta Dilma Rousseff (PT). Ao contrário do que aconteceu na última eleição para o Senado, em 2010, desta vez não estarão em disputa duas vagas pelo estado, mas apenas uma. Caso aceite a proposta do PTB, Ronaldo deve ter como principal adversário o senador Eduardo Suplicy (PT-SP). Se isso acontecer, não seria a primeira vez que Suplicy disputaria uma vaga no Senado com um esportista. Em 1996, ele levou a melhor sobre o ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, que se lançou candidato pelo PPB, partido do então prefeito de São Paulo, Paulo Maluf, e que hoje virou PP (Partido Progressista). O jornal ainda lembra que, caso se lance candidato ao Senado nas próximas eleições, Ronaldo não deve contar com o apoio do amigo e presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, muito ligado ao PT paulista. "


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Ronaldão junto com Roberto Jeferson.

Dupla de peso.

Hoje é...


...Segunda-feira!
Depois de um feriado prolongado é dia de começar de tudo de novo...e começar a semana com "o pé direito".


"Entrar com o pé direito"... E aí surge a curiosidade:

De onde vem essa relação mítica entre o pé direito e a boa sorte?


Essa pergunta, muitas vezes feita de maneira retórica, acaba se estremecendo quando pesquisamos melhor alguns de nossos hábitos e expressões. No que se refere ao desejo de atrair a sorte, quem nunca teve o cuidado de levantar com o pé direito em um dia importante ou adentrar um recinto da mesma forma? Para alguns, esse hábito e a própria expressão em si devem ser recentes, talvez absorvidas pelo recorrente costume que os jogadores de futebol têm de pisar no gramado primeiro com o pé direito.
Quem pensa assim, nem pensa que sejam as superstições do povo romano que determinaram o nascimento de tal hábito. Em várias ocasiões, os romanos cumpriam rituais e simpatias que, segundo eles, atraíam a sorte ou chamavam a atenção das divindades positivamente. No caso, quando ocorriam grandes festas, os anfitriões pediam que seus convidados adentrassem a casa com o pé direito. Dessa forma, garantiam que tudo correria bem ao longo do evento.
Segundo consta, os lados direito e esquerdo simbolizavam o bem e o mal para os romanos. E para nós também! Tanto é que temos a mania de falar que as pessoas que nos ajudam são o nosso “braço direito”. Da mesma forma, “canhoto” ou “esquerdo” são uns dos vários termos que denominam a figura do diabo na cultura cristã. Então, será que o passado não tem relação com o presente? Ou os menos simpáticos à História vão passar a revê-la com o “pé direito”? Eu ficaria com a segunda opção!

Pro dia nascer feliz


"Na novela as pessoas fingem que são outras, para outras que fingem acreditar"

Aderbal Freire Filho

domingo, 26 de junho de 2011

Na Vitrine


Esta semana:Martha Medeiros

O mulherão
Peça para um homem descrever um mulherão.Ele imediatamente vai falar do tamanho dos seios,na medida da cintura,no volume dos lábios,nas pernas,bumbum e cor dos olhos.Ou vai dizer que mulherão tem que ser loira,1,80m,siliconada,sorriso colgate.Mulherões,dentro deste conceito,não existem muitas:Vera Fischer,Leticia Spiller,Malu Mader,Adriane Galisteu,Lumas e Brunas.Agora pergunte para uma mulher o que ela considera um mulherão e você vai descobrir que tem uma a cada esquina.

Mulherão é aquela que pega dois ônibus por dia para ir ao trabalho e mais dois para voltar,e quando chega em casa encontra um tanque lotado de roupa e uma família morta de fome.Mulherão é aquela que vai de madrugada para a fila garantir matricula na escola e aquela aposentada que passa horas em pé na fila do banco para buscar uma pensão de 100 Reais.
Mulherão é a empresária que administra dezenas de funcionários de segunda a sexta, e uma família todos os dias da semana.Mulherão é quem volta do supermercado segurando várias sacolas depois de ter pesquisado preços e feito malabarismo com o orçamento.Mulherão é aquela que se depila, que passa cremes, que se maquia, que faz dieta,que malha,que usa salto alto, meia-calça,ajeita o cabelo e se perfuma,mesmo sem nenhum convite para ser capa de revista.Mulherão é quem leva os filhos na escola,busca os filhos na escola,leva os filhos para a natação,busca os filhos na natação,leva os filhos para a cama,conta histórias,dá um beijo e apaga a luz.Mulherão é aquela mãe de adolescente que não dorme enquanto ele não chega, e que de manhã bem cedo já está de pé, esquentando o leite.
Mulherão é quem leciona em troca de um salário mínimo,é quem faz serviços voluntários,é quem colhe uva,é quem opera pacientes,é quem lava roupa pra fora,é quem bota a mesa,cozinha o feijão e à tarde trabalha atrás de um balcão.Mulherão é quem cria filhos sozinha, quem dá expediente de oito horas e enfrenta menopausa,TPM,menstruação.Mulherão é quem arruma os armários, coloca flores nos vasos,fecha a cortina para o sol não desbotar os móveis, mantém a geladeira cheia e os cinzeiros vazios.Mulherão é quem sabe onde cada coisa está, o que cada filho sente e qual o melhor remédio pra azia.

LUMAS,BRUNAS,CARLAS,LUANAS E SHEILAS:Mulheres nota dez no quesito lindas de morrer, mas MULHERÃO É QUEM MATA UM LEÃO POR DIA

Dado estatístico

Rir...o melhor remédio!


Estudos europeus revelaram os efeitos das bebidas.
Existem as evidências de que:

Vodka + Gelo = prejudicam os rins!
Rum + Gelo = estragam o fígado!
Whisky + Gelo = arrebentam com o coração!
Gin + Gelo = fazem mal ao cérebro!
Coca-Cola + Gelo = destroem o estômago!

Pelo que parece é esse tal do Gelo é que acaba tudo!

Estou tomando uma antipatia de Gelo...
E eu que pensava que ele era inofensivo!!!

Santos Tri Campeão

Estado de Chaves é crítico segundo Miami Herald

Falece ex-ministro


Do:G1


O ex-ministro da Educação Paulo Renato Souza, 65 anos, morreu na noite de ontem (25) após sofrer um infarto fulminante na cidade de São Roque, interior de São Paulo, onde passava o feriado de Corpus Christi em um hotel da cidade.
Segundo informações da assessoria do governo do Estado de São Paulo, Paulo Renato chegou a ser socorrido, mas não resistiu. O velório será realizado neste domingo (26) na Assembleia Legislativa de São Paulo, a partir das 10h.

Paulo Renato Souza
Nascido em Porto Alegre, Paulo Renato era formado em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Um dos fundadores do PSDB, foi Ministro da Educação no governo Fernando Henrique Cardoso (entre 1995 e 2002) e Secretário de Educação do Estado de São Paulo no governo José Serra (entre 2009 e 2010) e no governo Franco Montoro (entre 1984 e 1986).

Dentre as suas maiores realizações à frente do ministério da Educação estão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb).

Na década de 80, foi reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Na década de 70, Paulo Renato foi especialista das Nações Unidas em questões de empregos e salários. Ele também foi vice-presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento, em Washington.

Atualmente, o ex-ministro não ocupava nenhum cargo público e atuava como consultor, principalmente em projetos ligados à educação, em empresas da iniciativa privada.

Coisas deste mundão de Deus


MG – Em Mariana dão Prêmio de R$ 10 mil para quem achar monstro

Uma recompensa de R$ 10 mil. Esse é o valor oferecido pela Associação dos Caçadores de Assombração para quem conseguir fotografar o Caboclo D água. Há pelo menos oito anos, o monstro, uma mistura de galinha, lagartixa e macaco, segundo descrição dos moradores, tem assustado e provocado pânico em Mariana, na região Central de Minas.

“A história começou a ser contada pelos nossos avós, mas passou à realidade, pois há relatos de pelo menos 30 pessoas que afirmam ter visto o bicho circulando por Mariana e vizinhança”, conta o presidente da associação, o professor universitário Milton Brigolini Neme, 50. Segundo ele, recentemente, um rapaz que nadava nu em uma represa da região acabou afundando misteriosamente.

“Os bombeiros não souberam dizer qual bicho teria provocado o fenômeno”, explica o professor, que há quatro anos passou a oferecer recompensa para quem conseguir fotografar o Caboclo Dágua. Além do rapaz, o bicho teria comido um boi e atacado um idoso de 92 anos, que ficou com a perna ferida. Um retrato falado do bicho circula por Mariana, em adesivos e desenhos em camisas.

A Associação dos Caçadores de Assombração foi fundada por Brigolini há cerca de um ano e meio, com o objetivo de investigar as histórias misteriosas que têm surgido nos municípios de Mariana, Diogo Vasconcelos e Barra Longa.

Do site: jornalmontesclaros


Leve preocupação me invade.Onde será que o mineirinho Celso Vaz foi passar o feriado?

Pro dia nascer feliz


"Ver o sol amanhecer/E ver a vida acontecer/Como um dia de domingo..."

"Um dia De Domingo"
(Michael Sullivan e Paulo Massadas)

sábado, 25 de junho de 2011

Na Vitrine


Esta semana: Martha Medeiros

A DOR QUE DÓI MAIS

Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.

Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.

Brincadeiras de sábado à tarde


TRAVALÍNGUAS

"Casa suja, chão sujo"

"Três pratos de trigo para três tigres pretos"


"Um tigre, dois tigres, três tigres."


"Três tigres tristes para três pratos de trigo. Três pratos de trigo para três tigres pretos, tristes."


"Toco preto, porco crespo. Corpo preto, crespo turco"

"O peito do pé de Pedro é preto. Quem disser que o peito do pé de Pedro é preto tem o peito do pé mais preto do que o peito do pé de Pedro."

"O sabiá não sabia que o sábio sabia que o sabiá não sabia assobiar."

"O tempo perguntou pro tempo quanto tempo o tempo tem. O tempo respondeu pro tempo que o tempo tem tanto tempo quanto tempo o tempo tem."

"Cinco bicas, cinco pipas, cinco bombas. Tira da boca da bica, bota na boca da bomba."

"A aranha arranha a rã. A rã arranha a aranha. Nem a aranha arranha a rã, nem a rã arranha a aranha."

"A vaca malhada foi molhada por outra vaca molhada e malhada."

"A aranha arranha a jarra rara!"

"Debaixo da cama tem uma jarra, dentro da jarra tem uma aranha. Tanto a aranha, arranha a jarra, como a jarra arranha a aranha."

"O doce perguntou pro doce qual é o doce mais doce que o doce de batata-doce. O doce respondeu pro doce que o doce mais doce que o doce de batata-doce é o doce de doce de batata-doce."

Toma que o filho NÃO é teu!!

O filho de FHC que não é dele

Do blog de Lauro Jardim, na VEJA:

"Dois exames de DNA, o último deles feito no início do ano, deram um desfecho surpreendente a uma história envolta em muita discrição há duas décadas: Tomás, de 19 anos, o rapaz que FHC reconheceu oficialmente como filho em 2009 em um cartório espanhol, não é filho do ex-presidente.

Embora só tenha perfilhado Tomás há dois anos, FHC sempre ajudou a jornalista Miriam Dutra, sua mãe, a sustentá-lo. Como morava entre Portugal e Espanha, para onde Miriam foi enviada pela Globo pouco antes do seu nascimento, Tomás tinha contato com FHC quando o ex-presidente viajava para a Europa.

A situação, porém, sempre foi envolta em total reserva, quebrada somente com a publicação pela jornalista Mônica Bergamo de uma reportagem sobre o reconhecimento de Tomás na Folha de S. Paulo, em 2009."

Sobre o Sérgio Cabral, a empresa Delta e o Eike Batista - por Marcelo Freixo.

"Meu pronunciamento hoje diz respeito a toda essa polêmica envolvendo a empresa Delta, o Sr. Eike Batista e o Governo do Estado – não poderia ser diferente.

Por formação, sou professor de História – estou Deputado, Deputado não é profissão. Como professor de História, sempre tive muitas dificuldades em Matemática. Para fazer contas era um problema. Eu ficava desesperado quando aparecia assim: “descubra o valor de x”. Eu tinha pânico! E não é que isso me persegue, Deputado? Qual é o valor de x? Isso volta à tona no debate do Rio de Janeiro: quanto vale x? Talvez valha bem menos do que o próprio imagina.
O cinismo, a desfaçatez, o deboche do Sr. Eike Batista – o “homem x”, cujo valor não se sabe bem qual é – não combinam com os dados que conseguimos. O Sr. Eike Batista gosta de financiar campanhas, mas a minha ele nunca financiou e nunca financiará – nem a minha nem a de muitos Deputados daqui –, então, não há problemas. Conseguimos ter a independência necessária de que este Parlamento precisa para fazer os questionamentos.

Sabemos que o Governador, na sexta-feira, dirigindo-se à Bahia, passou por um episódio terrível, um acidente. Todos nós respeitamos a dor decorrente desse acontecimento brutal. É uma questão privada, que merece todo o respeito e consideração, mas existe uma questão pública que precisa ser apurada. Então sabendo, com maturidade, separar essas coisas, as questões públicas precisam ser cobradas.

Foi dito aqui que se considera normal o Governador ir para a Bahia no avião do Sr. Eike Batista e que seria normal também ele estar indo para a Bahia para participar de uma festa de um empresário dono de uma empreiteira com grandes investimentos aqui no Rio de Janeiro. Pois bem. Primeiro, eu não acho isso natural. Aliás, nada deve parecer natural; nada dever parecer impossível de se mudar, como já dizia o bom Brecht. Agora, é importante também dizer que o Sr. Eike Batista lançou uma nota dizendo que ele empresta o avião dele para quem ele quiser; que ele faz com o dinheiro dele o que ele quiser e que ele não tem nenhum investimento com o Governo do Estado. Eu quero dizer que o Sr. Eike Batista mentiu. Não é verdade.

É verdade que ele é uma pessoa muito rica - o oitavo mais rico do mundo -, talvez venha daí a sua soberba. O problema é que o seu dinheiro não compra a verdade ou não cria uma nova verdade, por mais que ele possa viver no mundo das fantasias e dos grandes investimentos, sonhando com o Rio de Janeiro sem pobres ou pelo menos com os pobres muito distantes dos grandes eventos.

Eu quero dizer que eu fiz um levantamento. O Sr. Eike Batista, o homem “X”, de valor indecifrável, diz que não tem investimentos no Governo do Estado. Primeiro que a empresa OGX, de petróleo, pertencente ao Sr. Eike Batista, recebeu no Governo Cabral, de 2007 a 2010, isenção fiscal no valor de sessenta e nove milhões de reais. Como não tem vínculos econômicos com o Governo? Tem sim, e não é pequeno.

Depois, a sua empresa LLX Minas-Rio, recebeu também, em função do Porto do Açu, mais seis milhões de isenção fiscal. Tem relações econômicas com o dinheiro público, sim. Mentiu. Tem. Setenta e cinco milhões de isenção, nos últimos quatro anos, do Governo do Rio de Janeiro. Como é que não tem? Empresta avião para quem quiser. Que história é essa? Tem interesse público e privado misturado. Isso tem que ser investigado; isso é grave. Isso é muito grave.
É curioso que o Sr. Eike Batista também é doador para a campanha do Governador Sérgio Cabral. Ele diz que ele doa dinheiro para quem ele quiser. Ele doa dinheiro pra quem ele quiser nada; ele doa dinheiro para quem aceita. Ele doou setecentos e cinquenta mil reais para a campanha do Governo: um por cento do que ele ganhou de isenção. Que nobre coincidência. A doação do Sr. Eike Batista para a campanha do Governador correspondeu a um por cento da doação, da isenção – perdoem o ato falho – que o Governador deu ao Sr. Eike Batista para duas de suas grandes empresas. Como não tem interesse? Chega de cinismo.
Mais do que isso. Uma parte grande dos investimentos do Sr. Eike Batista é feita com dinheiro do BNDES, é feita com dinheiro público. Tem milhões de problemas trabalhistas, ambientais e sociais; está questionado pelo Ministério Público. Tem uma diversidade de flexibilizações colocadas pelos órgãos fiscalizadores, que poderiam fiscalizar muito melhor as suas empresas.

Está aqui o Ministério Público Federal: “O Ministério Público Federal verificou” – percebam os senhores – “que o projeto”, eu estou falando do Porto do Açu, “foi licenciado sem que se conhecesse sequer o traçado do mineroduto e que ele atingiria vários sítios históricos e arqueológicos ao longo do seu caminho, com impacto sobre comunidades tradicionais, às quais não foram sequer consideradas relevantes no Eia-Rima”. Conseguiu autorização; flexibilizaram tudo. O Ministério Público Federal recorreu; o Ministério Público Federal disse que é um escândalo. E mais, estou falando de pareceres do Ministério Público Federal. Está aqui!
O Ministério Público Federal diz o seguinte: “os motivos seriam fato de o empreendimento não haver sido licitado”. Não há licitação. A cessão da área para o porto ter sido indevida e a licença ambiental dada ao empreendimento ocorreram sem a aprovação do estudo do impacto ambiental. Não houve estudo de impacto ambiental. É uma vergonha! E ele vem para cá dizer que não tem nada a ver com a iniciativa pública, que a dele é só iniciativa privada, que ele não tem investimento!?

Senhores, o Hotel Glória que ele comprou, em 2008, recebeu 146 milhões do BNDES. Só esse investimento. Quer dizer que ele não tem nada a ver com dinheiro público? Ele não tem nenhum problema com dinheiro público? E aí ele empresta o avião dele para quem ele quiser? Não é bem assim a história.

Vimos aqui desmascarar a fala cínica do Sr. Eike Batista ontem. Ele tem responsabilidade e tem interesse nas questões públicas do Rio de Janeiro. Os seus grandes negócios passam sim por investimentos, licenças e pareceres do nosso poder público. Então, não é boa, não faz bem para o espírito republicano essa relação de empréstimos de aviões, de jatos ou disso e daquilo para quem deveria ter um pouco mais de cuidado nessas relações. Não é bom. Para o mínimo espírito republicano.

O que eu estou dizendo é que isso precisa ser investigado. Não estou antecipando nenhum julgamento. Mas estou dizendo que isso tem que ser investigado. Da mesma maneira, tem que ser investigada a empresa Delta. Lamentavelmente, o líder do Governo veio ontem aqui dizer que a empresa Delta tinha feito todos os seus negócios com o Governo do Estado através de licitação. Lamento dizer que não é verdade. Não é verdade!

Só em 2010, Srs. Deputados e Deputadas, sem licitação, a empresa Delta recebeu R$ 127 milhões. Só em 2010, o que corresponde a 23% do total de 2010 empenhados para a empresa Delta. Só em 2010. Era nesse evento, do aniversário do dono dessa empresa Delta que o Governador estava se dirigindo no jato do Sr. Eike Batista. Perdoem-me, mas essa não é uma questão privada. A questão privada eu respeito e não temos nada a ver com isso. Mas não é isso. É que essa agenda mistura uma questão privada com uma questão pública seriíssima. Seriíssima!

Não é normal, não pode ser vista como normal. Não adianta dizer que só no mundo privado de um fim de semana. Na segunda, essas pessoas continuam se conhecendo e se encontrando. Por que a grande concentração de investimentos em 2010, ano de campanha? Por quê? O total do contrato com a Delta, senhores, é de R$ 918 milhões só neste Governo. Os números são assustadores. Essas relações privadas não ficam no campo privado. Trazem uma necessidade muito grande de explicações públicas. Públicas!

Essas relações, senhores, não são naturais. Colocam sob suspeita as decisões públicas que envolvem dinheiro público e convênios públicos. Espero que esta Casa exerça o seu papel fiscalizador e já estamos fazendo isso.

Hoje, um grupo de Deputados preparou um requerimento de informação, cobrando as informações pertinentes, tanto referentes aos negócios do Sr. Eike Batista como da Delta. E o Governador tem obrigação de responder. Essas respostas são importantes para que possamos esclarecer que o mundo privado realmente não se mistura com o mundo público. É o que desejamos."

*Marcelo Freixo em pronunciamento no plenário da Alerj em 22/6/11.