segunda-feira, 31 de março de 2014

Prêmio Hans Christian Andersen

Brasileiro ganha prêmio internacional da literatura infanto juvenil


O ilustrador brasileiro Roger Mello conquistou o prêmio Hans Christian Andersen, considerado o Nobel da literatura infantil e juvenil. A premiação aconteceu durante a Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha, na Itália, 
Mello é o primeiro ilustrador brasileiro a ganhar o prêmio. Antes dele, Lygia Bojunga e Ana Maria Machado venceram na categoria escritor. A honraria é atribuída pelo Conselho Internacional sobre Literatura para os Jovens a autores de literatura para a infância e juventude.
O ilustrador já havia sido indicado ao mesmo prêmio em 2010. Em 2002, recebeu o prêmio suíço Espace Enfants e foi vencedor do prêmio Jabuti nas categorias literatura infanto juvenil e ilustração com o livro Meninos do Mangue, além de outros prêmios da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.
Em 2014, a Feira de Bolonha completa 50 anos e tem o Brasil como país homenageado. Além dos trabalhos de Roger Mello, mais de 50 artistas brasileiros têm seus trabalhos expostos no evento, como Ziraldo, Angela Lago, Eva Furnari, Ana Maria Machado, Ruth Rocha e Rui Oliveira.
A Feira de Bolonha é considerada a maior e mais importante feira de negócios do setor livreiro infantil e juvenil no mundo e o Brasil está representado por 40 editoras. Segundo o Ministério da Cultura, a expectativa de retorno, por ser o país homenageado na feira, é que os autores e escritores brasileiros entrem com ainda mais força no mercado de livros da Europa. Após a homenagem na Feira de Frankfurt em 2013, as editoras brasileiras estimam faturamento de US$ 1,45 milhão, entre direitos autorais e obras impressas, para 2014.
A participação do Brasil na Feira de Bolonha é resultado da parceria entre Ministério da Cultura, Ministério das Relações Exteriores, Fundação Biblioteca Nacional, Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil e Câmara Brasileira do Livro. A ministra da Cultura, Marta Suplicy, participa do evento. "É a segunda vez que somos o país homenageado nesta feira. No ano passado, também fomos homenageados, pela segunda vez, na Feira do Livro de Frankfurt. Isso mostra que a literatura brasileira, tal qual nosso país como um todo, desperta de forma muito significativa o interesse do mundo", destacou a ministra, em nota.
Andreia Verdélio - Repórter da Agência Brasil

sábado, 29 de março de 2014

Labirintos

                                             Labirintos
                                                      Walnize Carvalho
               

             E foi ,que dia desses reorganizando a vida para o ano no qual, efetivamente, começou neste mês, me vi atordoada em meio a papéis e correspondências a serem arquivados e outros tantos com prazo a serem cumpridos.
             Cerquei-me de caixas, envelopes, pastas, etiquetas e... mãos a obra!
             Quem disse?! ... Talvez dado ao calor e ao acúmulo da papelada, me senti confusa, sem saber por onde começar, como se estivesse entre passagens ou corredores estreitos, dos quais encontramos dificuldade em achar um meio ou um caminho de saída: um verdadeiro labirinto.
            Levantei-me.
           Caminhei um pouco pela sala.
           Bebi um copo d’água.
           Recostei-me  no sofá, buscando calmaria.
            O pensamento criou asas e, como se quisesse frear meu impulso em resolver tudo de forma apressada, indicou-me outro caminho.
          Antes de retomar a tarefa, folheei um livro de  mensagens.
           Li  e reli alguns tópicos bem interessantes e positivos.
           A seguir, abri um álbum de fotografias.
          Lá, deparei com uma imagem, na qual me faz reportar a um episódio inesquecível: trata-se de uma foto tirada na cidade de Nova Petrópolis, Rio Grande do Sul , onde estive com a família há quase trinta anos.
        No centro da Praça das Flores, encontra-se o Labirinto Verde, que é formado por ciprestes plantados em círculos dando passagem para chegar-se ao centro. São cuidadosamente cortados formando uma “cerca viva” em meio à natureza.
Como a atração é um convite a “brincar, perder-se e encontrar-se”, o meu filho mais novo - Guilherme - afoito e curioso, foi o primeiro a entrar, no que confuso, se perdeu... para em seguida, ser encontrado pelos adultos!
         Guardei a fotografia e arquivei as lembranças.
         De forma apaziguada, adiei a tarefa para outro dia, pois me dei a refletir  que a calma e a perfeição caminham de mãos dadas e priorizar atividades e sempre de bom tom.
        E mais ...analisei que se algo não seguiu o rumo por nós traçado é motivo para aguardar o próximo passo e para isso se faz necessário ter paciência e tolerância para se enfrentar os “labirintos”, que a vida nos oferece  no decorrer dos nossos dias.
       Retomei a leitura do livro (Mil Razões Para Viver, é este o título) e encontrei nas sábias palavras de D. Hélder Câmara, lá impressas e que irei aqui reproduzir, o fechamento de nosso encontro de hoje:
“Aviso de Deus:
 Quando houver contraste
entre a tua alegria e um céu cinzento;
entre a tua tristeza
e um céu sem nuvens,
bendiz o desencontro:
 é um aviso divino
 de que o mundo
não começa nem acaba em ti”.


sexta-feira, 28 de março de 2014

Desabafo inútil


Hoje, mais uma vez, no retorno a Campos, eu e muitos que trabalham em Macaé "pagamos o pato". Depois de uma exaustiva semana de trabalho e a tensão diária de pegar esta BR assassina. Ok, não esquecerei dos que vinham de outros lugares e também padeceram. E tome desrespeito!! Vários passando pelo acostamento, criando a possibilidade de acidentes graves.
Mais uma manifestação de moradores de localidades insatisfeitos com a Dona Rosinha e sua patota. Desta feita, a comunidade de Santa Helena, que, pelo que eu soube, tentou desde a forte chuva de ontem que a Defesa Civil da cidade providenciasse ajuda, visto que o local onde moram estava debaixo d'água. Me pus no lugar destes moradores. A revolta deles é justificável, até pelo descaso com que esta prefeitura age diuturnamente. Apenas estranhei que a Defesa Civil, comandada por Dr. Henrique Oliveira, uma pessoa sensível e que em outras oportunidades sempre se mostrou mais presente, não tenha agido de maneira mais veemente desde ontem. Mas quando se trata de um governo que adora shows caros, caga e anda (perdoem-me o termo, mas é o que penso) para a saúde, educação e cultura, não podemos esperar coisa diferente.

Cine Jornalismo

CINE JORNALISMO AIC - TEMPORADA 2014

29 de Março
Filme: Afirma Pereira - Páginas da Revolução (Portugal/Itália/França, 1995)
Comentador: Alexandro Florentino
Local: AIC
Hora: 16h

26 de Abril
Filme: A Árvore, o Prefeito e a Mediateca (França, 1992)
Comentador: Ricardo André Vasconcelos
Local: AIC
Hora: 16h

31 de Maio
Filme: O Pai do Gol (Brasil, 2012)
Comentadores: Especial Semana da Imprensa: Mesa redonda com Paulo Renato Porto, Arnaldo Garcia, Álvaro Marcos e Wesley Machado
Local: AIC
Hora: 16h

26 de Julho
Filme: A Doce Vida (França/Itália, 1960)
Comentadora: Talita Barros                   
Local: AIC
Hora: 16h

30 de Agosto
Filme: O Americano Tranquilo (EUA, 2002)
Comentador: Rafael Vargas
Local: AIC
Hora: 16h

27 de Setembro
Filme: Profissão Repórter (Itália, 1975)
Comentador: Ocinei Trindade
Local: AIC
Hora: 16h

25 de Outubro
Filme: Adorável Vagabundo (EUA, 1941)
Comentador: Marcos Curvello                 
Local: AIC
Hora: 16h

29 de Novembro
Filme: O Custo da Coragem - Verônica Guerin (EUA/Inglaterra/Irlanda, 2003)
Comentadora: Claudia Eleonora
Local: AIC
Hora: 16h



Sempre no último sábado do mês*

* Excepcionalmente, em razão da Copa do Mundo de Futebol, não foi programada sessão para o mês de Junho de 2014.


Todas as sessões são válidas como horas acadêmicas no curso de Jornalismo do Uniflu.


MAIS INFORMAÇÕES
associacaodeimprensa.blogspot.com
aic@ig.com.br

quinta-feira, 27 de março de 2014

SESC


Você viu?

No JH   edição de 26/03/2014

Marcos Uchoa-   Irã

Poesia influencia a vida dos iranianos

Série mostra como é a relação dos iranianos com as palavras.
É interessante observar como os jovens se envolvem com a poesia.

A poesia é muito forte no Irã. É interessante observar como os jovens se envolvem com isso e admiram poetas que escreveram suas obras mil anos atrás. A série do Jornal Hoje mostra como é a relação dos iranianos com as palavras.

No Irã existe uma infinidade de monumentos históricos. Afinal, a Pérsia, como o país era conhecido, foi a primeira super potência da história – há uns 2.500 anos. Se a riqueza arquitetônica impressiona, existe também um outro lado, mais original do país.
A palavra “paraíso” tem origem persa e ela é ligada a ideia de jardim. O apreço, a beleza, a harmonia e a paz que a natureza traz, sempre foi algo muito importante para os iranianos.
O Irã é um país apaixonado por poesia. Poetas que escreveram suas obras há mil, 800, 700 anos, ainda são reverenciados. É como se cada verso tocasse o coração, a vida de cada iraniano. E de todos, o mais popular é Hafez.
O poeta nasceu em 1.320. Hafez era crítico com os poderosos, mas falava também de paixões não correspondidas, das esperanças e desilusões de cada dia.
Com um livro na mão, um poema na cabeça, os iranianos desde crianças aprendem a aprender com seus poetas. Isso parece que vai enriquecendo um mundo interior, mas se engana quem acha que a poesia é só contemplativa.
Parece esporte, ginástica, luta. Zurkhaneh quer dizer ‘casa da força’ e é muito mais do que isso. Em sua origem, cerca de dois mil anos, tem algo de treinamento para guerreiros, mas mistura reza, ritmo, música e, principalmente, poesia, que é recitada o tempo todo.
O Zurkhaneh é como uma atividade física, mas mostra bem o que chamamos de força mental, porque de certa forma a poesia e o ritmo dão uma força para eles. O que explica também que o perfil do praticante está longe de ser o de uma academia normal. Embora o nível de exigência física seja brutal.
Parte dos movimentos, quando eles parecem helicópteros humanos, girando sem parar, vem do sufismo, uma corrente do islamismo que era muito popular com os poetas iranianos.
Historicamente praticantes do Zurkhaneh, espontaneamente ou contratados, foram para as ruas e ajudaram em manifestações que derrubaram governos. A revolução iraniana começou com um sarau. Foram 10 dias de recitais de poesia que se transformaram em protesto. O Irã, se sente bem a força das palavras.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Garotinho no meio de racha em Igreja Evangélica

Do Radar On line:

Racha na Mundial

Valdemiro: perdendo fieis
Valdemiro: atrito com Floriano

Azedou o clima entre Valdemiro Santiago e Francisco Floriano, um dos seus representantes no Congresso. Floriano queria emplacar seu filho como candidato da Igreja Mundial a deputado estadual no Rio, mas Valdemiro vetou (Leia mais em O deputado da Mundial).
Agora, Floriano está irritado porque Valdemiro não vai apoiar a campanha de Anthony Garotinho, presidente do PR, seu partido. Floriano já articulava um mega evento em Campos dos Goytacazes, terra da família Garotinho.

Por Lauro Jardim

domingo, 23 de março de 2014

E o dia chegou....Conheci Mestre José Trajano




                                                 Conversando com Mestre Trajano



                                  Lúcio de Castro, grande jornalista da ESPN, que vem denunciando o esquema   sujo na Confederação Brasileira de Vôlei
                                           



     Hoje, os três estão no Fox Sports, mas já foram ESPN Brasil: Guga Villani, Edu Elias e Rodrigo Bueno, que assim como eu, torce pela Holanda.



Minha amiga Patricia Pupe, o filósofo Xico Sá, este blogueiro e Rodrigo Bueno.



                                                      Mestre Fernando Calazans


                                                 Era para ser o contrário...Valeu, Trajano!!!



Batendo papo com a equipe da ESPN Brasil



                         Eis meu melhor amigo: Marcelo Potência. Sem ele, não seria a mesma coisa....



Há uns quinze anos acompanho a programação da ESPN Brasil. Mas já conhecia José Trajano do "Cartão Verde", mesa redonda da TV Cultura. Sempre gostei do jeitão sincero e rabugento dele. E com o passar dos anos, isso se transformou em admiração confessa. 
Há cinco anos, uma equipe da ESPN esteve em Campos. Consegui realizar um sonho que era fazer parte deste time, por dois dias. Já contei isso aqui.
Também escrevi há pouco tempo que estava decepcionado com os novos rumos que o canal tomou depois da saída de Trajano do comando. Não mudei de opinião.
Mas ainda me identifico como um ESPN maníaco. E foi assim ontem. No dia em que conheci Trajano.
Saí de Campos às cinco da matina. De segunda à sexta, saio às 5:30 rumo a Macaé. Ontem, acordei mais cedo ainda, passeei com Chico, nosso cão, e junto de minha companheira Renata, fomos para a Rodoviária. Estava difícil dormir. Esperei por este dia por mais de dez anos. Mas ele chegou.
Para minha alegria, meu melhor amigo, Marcelo Potência e sua esposa Gizelle também estavam no Rio. Ficamos no mesmo hotel, o Fluminense, na Lapa. E, não. Não farei nenhuma piada sobre o nome do hotel.
O plano inicial era me encontrar com meu irmão Bruno, mas o danado tinha ensaio o dia todo.
Então, depois de chegar ao hotel, tomar um belo banho e descansar um pouco, partimos para o sonhado destino.
O cenário: a Livraria Folha Seca, no centro do Rio. Acho que em nenhum roteiro de cinema, poderia haver uma escolha melhor. Chegamos com meia hora de antecedência e paramos em um barzinho quase ao lado. Uma cerveja para relaxar. Duas cervejas para relaxar. E eis que de repente, Potência fala: 
" Olhe o Trajano chegando!"
Putz... Não sei dizer o senti. Alegria, emoção, nervosismo... Mas, enfim, percebi que não estava sonhando.
No mesmo instante, falei com o pessoal:
"Vamos para a livraria."
Eu fui e os deixei para trás. Mas não conseguia chegar perto de Trajano. Até porque ele tinha acabado de chegar e estava envolvido com os preparativos do lançamento de seu livro "Procurando Mônica-O maior caso de amor de Rio das Flores.", que foi o motivo para este encontro. Bendito livro! Bendita Mônica!
Vendo que eu estava ansioso, mas inerte, meu melhor amigo, o citado Potência, grande filho da puta (no melhor sentido da palavra..), chegou perto de Trajano e falou:
"Trajano, esse aqui é o Gervásio Neto...veio de Campos para te conhecer."
Eis que o Mestre responde:
"Isso é um maluco!!" E me deu um abraço.
Sim, o momento chegara. E o receio de Renata, minha esposa, de que Trajano não me reconhecesse, depois de tantos e-mails, mensagens e kits que ganhei do canal ao longo destes quinze anos, não se confirmou. Mais do que isso. Ele ainda sabe que sou maluco.
Depois disso, foi uma festa! De amigos, de malucos, que assim como eu, saíram de suas cidades para conhecer aquele senhor, dito por muitos como rabugento e mau humorado, mas que ontem conseguiu reunir velhos e novos companheiros de diferentes jornadas, ex-jornalistas da ESPN que nem precisavam estar ali, mas que por admiração, gratidão ou respeito fizeram questão de abraçá-lo e gente muito simples, que se identifica com o personagem principal deste texto. Ainda chega minha amigona Patricia. Tudo perfeito!
Consegui um autógrafo em um camisa da ESPN, conversei com Trajano sobre o fim do Pontapé Inicial (e pude constatar que ele também sente falta), conversei com a equipe maravilhosa do meu canal predileto (clique aqui e veja a matéria) e conheci caras que admiro como Fernando Calazans, Lúcio de Castro, Rodrigo Bueno, Xico Sá, entre outros.... 
E quase no fim, quando comprei mais um livro para presentear meu irmão Bruno, e enquanto esperava Trajano fazer a dedicatória, ouvi a voz de Potência. De novo, aprontando:
" Trajano, ele disse que quando te conhecesse, ia te dar um beijo na careca."
Caraca! Sempre falei isso mesmo. Mas era de sacanagem. 
Eis que Trajano responde:
"Não. Eu que farei isso". E me deu um beijo na testa. Ou na careca.
Uma demonstração de carinho e respeito. De um cara que mostrou que é o que sempre pensei dele. Boa praça, bom papo, risonho, contador de estórias...
A minha eu termino aqui.
E com um final para lá de feliz.


sábado, 22 de março de 2014

Martha Medeiros na manhã de outono



De onde vem a nossa dor

A dor nas costas vem das costas, a dor de estômago
 vem do estômago, 
a dor de cabeça vem da cabeça.
 E sua dor existencial, vem de onde?

Ela vem da história que você meio que viveu,
 meio que criou – é sabido que contamos para nós mesmos
 uma narrativa que nem sempre bate com os fatos. 
Nossa memória da infância está repleta de fantasias e leituras
 distorcidas da realidade. Mesmo assim, é a história 
que decidimos oficializar e passar adiante, 
e dela resultam muitas de nossas fraturas emocionais.

Nossa dor existencial vem também do quanto levamos a sério 
o que dizem os outros, o que fazem os outros e o que pensam os outros
 – uma insanidade, pois quem é que realmente sabe o que pensam os outros? 
Pensamos no lugar deles e sofremos por esse pensamento imaginado.
 Nossa dor existencial vem dessa transferência descabida.

Nossa dor existencial, além disso, vem de modelos projetados como ideais, a saber
: é melhor ser vegetariano do que comer carne, fazer faculdade de medicina
 do que hotelaria, namorar do que ficar sozinho, ter filhos do que não ter,
 e isso tudo vai gerando uma briga interna entre quem você
 é e entre quem gostariam que você fosse,
 a ponto de confundi-lo: existe mesmo uma lógica nas escolhas?

Como se não bastasse, nossa dor existencial vem
 do que não é escolha, mas destino: quem é muito baixinho, 
ou tem cabelo muito crespo, ou é pobre de amargar
 ou tem dificuldade de perder peso vai transformar isso
 em uma pergunta irrespondível – por que eu? – e a falta de resposta será uma cruz a ser carregada.

Nossa dor existencial vem da quantidade de nãos que recebemos,
 esquecidos que somos de que o “não” é apenas isso, 
uma proposta negada, um beijo recusado, um adiamento dos nossos sonhos, 
uma conscientização das coisas como elas são,
 sem a obrigatoriedade de virarem traumas ou convites à desistência.

Nossa dor existencial vem do bebê bem tratado que fomos,
 nada nos faltava, éramos amamentados, tínhamos as fraldas trocadas, 
ninavam nosso sono, até que um dia crescemo
s e o mundo nos comunicou: agora se vire, meu bem.
 Injustiça fazer isso com uma criança
 – alguém aí por acaso deixou totalmente de ser criança?

Nossa dor existencial vem da incompreensão dos absurdos,
 da nossa revolta pelos menos favorecidos,
 da inveja pelos mais favorecidos
, da raiva por não atenderem nossos chamados,
 por cada amanhecer cheio de promessas,
 pela precariedade das nossas melhores intenções 
e pela invisibilidade que nos outorgamos:
 por que nunca ninguém nos enxerga como realmente somos?


Dor de dente vem do dente, dor no joelho vem do joelho, 
dor nas juntas vem das juntas.
 Nossa dor existencial vem da existência, que nenhum plano de saúde cobre, 
de tão difícil que é encontrar seu foco e sua cura.

sábado, 8 de março de 2014

Ah! Nós, mulheres!...


Walnize Carvalho

Eufóricas ou melancólicas vamos vivendo nossa condição feminina.
De tão observadas merecemos rótulos: vitoriosas, guerreiras, apáticas, pragmáticas, divertidas, mal-humoradas, antenadas, autocentradas, extrovertidas, introspectivas, peruas, simplesinhas, princesas, bruxinhas, temperamentais, “as que amam demais”... e sofrem.
Sofremos de TPM (que também pode ser traduzido por as que resolvem Todo Problema do Mundo).
Vivemos intensamente 25 horas por dia: correndo, ao volante, frente ao computador, falando ao celular... Em casa, na rua, no trabalho, nosso radar está sempre ligado.
Travamos lutas diariamente com dois inimigos mortais: o espelho e a balança. 
Somos chiques. Damos choques e chiliques.
Nossos sonhos de consumo vão desde ver “o filho encaminhado na vida” ao saber caminhar elegantemente num salto sete e meio ao estilo Gisele Bündchen.
Furiosas, descemos do salto, subimos nas tamancas.
Serenas, levitamos qual borboletas em torno da flor.
Radicais. Ora estamos para brilhar, ora para dar brilho, pois com a mesma elegância manuseamos canetas, pincéis e vassouras.
Poderosas, nos transformamos em Mulher Gato. 
Ensimesmadas, aquietamos num canto tal qual Gata Borralheira.
Donas do próprio nariz, às vezes, quebramos a cara com atitudes unilaterais.
Habitam em nosso ser múltiplas meninas: a romântica, a vaidosa, a organizada, a desprendida, a assustada que de mãos dadas nos transformam na mulher que somos.
E somos movidas a projetos que vão desde o mais sério ao mais fugaz: morar num triplex, possuir uma Hillux, aplicar botox... Mas o xis da questão é quando projetamos nossa felicidade no outro e o usamos como muleta emocional...
Rimos. Choramos. 
Trocamos a cor dos cabelos, o estilo do penteado mas, dificilmente, de opinião.
E assim em pinceladas de autorretrato homenageio a nós – mulheres – neste dia em que somos lembradas e reverenciadas.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Exagerou? Veja quatro receitas detox para se recuperar rapidinho do carnaval



iG São Paulo

Após os excessos alimentares cometidos nos quatro dias de folia, nada melhor que alimentos para reequilibrar o corpo


Todo o ano é a mesma coisa. A dieta carnavalesca regada a cerveja e farta em comidas gordurosas já faz figura em plena quarta-feira de cinzas. Como se já não bastasse a tristeza tradicional do dia que fecha o carnaval, além dos quilos adquiridos na folia, o corpo ainda por cima reclama dos excessos. É cansaço, imunidade baixa, sensação de inchaço e intestino lento.
Para deixar o corpo em equilíbrio novamente, nada melhor do que adotar uma alimentação saudável e eliminar as toxinas através da ingestão de alimentos detox que auxiliam na “limpeza” corporal. É hora de recuperar. 
Iogurte batido com chá de frutas vermelhas
Ingredientes:
- 3 sachês de chá de frutas vermelhas
- 2 xícaras (chá) de iogurte batido
Preparo:
Faça um chá concentrado com os três saches em 100 ml de água filtrada. Deixe em infusão por cinco minutos. Deixe esfriar, retire os sachês e misture com o iogurte. Leve à geladeira por 20 minutos, ou até o momento de servir. Sirva gelado.
Rendimento: 2 porções
Tempo de Preparo: 10 minutos
Benefícios: quando a infusão é preparada com frutas frescas, esta receita torna-se rica em vitaminas e minerais.

Vitamina de acerola e peraIngredientes:
- 2 polpas congeladas de acerola (200 g)
- 2 xícaras (chá) de iogurte batido
- 1 pera madura cortada em cubos
Preparo:
Coloque as polpas de acerola, o iogurte e a pera no copo do liquidificador e bata em velocidade média até que a vitamina fique homogênea. Sirva em seguida.
Rendimento: 2 porções
Tempo de Preparo: 5 minutos
Benefício: a acerola é uma fruta bastante rica em vitamina C, que tem papel antioxidante. Uma de suas funções é o combate ao envelhecimento precoce.

Shake de maçã e capim-santoIngredientes:
- cascas de 3 maçãs vermelhas
- 8 talos de capim-santo (também conhecido como capim-cidreira), picados
- 2 xícaras (chá) de iogurte batido
Preparo:
Faça um chá concentrado com a casca das maçãs e as folhas do capim-santo em200 ml de água. Ferva por 10 minutos. Deixe esfriar, coe e misture ao iogurte batido. Leve à geladeira por 20 minutos ou até o momento de servir. Sirva gelado.
Rendimento: 2 porções
Tempo de Preparo: 10 minutos
Benefício: a infusão é uma boa maneira de variar o sabor sem agregar calorias. Misturada ao iogurte, é uma ótima opção de lanche entre as principais refeições, pois o iogurte tem boas quantidades de cálcio e proteína de alto valor biológico.

Smoothie de melão e cravoIngredientes:
- 2 polpas de melão congeladas (200 g)
- 2 xícaras (chá) de iogurte batido
- cravo em pó
Preparo:
Coloque as polpas de melão no copo do liquidificador e bata na função “pulsar” até que estejam picadas em pedaços menores. Acrescente o iogurte e bata, ainda na tecla “pulsar”, apenas para misturar. Coloque uma pitada de cravo em pó, misture e sirva em seguida.
Rendimento: 2 porções
Tempo de Preparo: 5 minutos
Benefício: o smoothie é uma bebida leve e refrescante! O iogurte sacia, enquanto o melão, rico em água e minerais, ajuda a manter o corpo hidratado.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Período de defeso do camarão preocupa pescadores de Campos, RJ

Pescadores acham que a data do defeso deveria ser outra.
Ministério da Pesca e IBAMA afirmam que mudança depende de pesquisa.





Letícia BuckerDo G1 Norte Fluminense
Farol é um dos representantes da pesca do crustáceo no estado do Rio (Foto: Reprodução/InterTv RJ)Farol é um dos representantes da pesca do
crustáceo no estado do Rio
(Foto: Reprodução/InterTv RJ)

No último sábado (1º), começou o período do defeso do camarão. Farol de São Tomé, litoral de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, é um dos principais representantes da pesca do crustáceo no Estado do Rio de Janeiro. Em média, 20 toneladas da espécie sete barbas são pescados por dia. O defeso termina no dia 31 de maio.
 No sábado, o trabalho dos pescadores esteve em ritmo acelerado. Eles pretendiam estocar o produto, que é muito consumido no verão e no carnaval, para que não falte camarão nos estabelecimentos comerciais. Atualmente, os pescadores enfrentam uma realidade de trabalho difícil. Para retirar o produto pescado das embarcações, eles precisam alugar um trator que puxa a embarcação até a orla. Além do gasto com o aluguel do veículo, a ação compromete o casco dos barcos.
Para mudar essa realidade, as colônias de pescadores da região esperam que o projeto do Terminal Pesqueiro de Barra do Furado, distrito de Quissamã, no Norte do Estado, saia do papel. Em dezembro de 2013, o Ministro da Pesca e Aqüicultura, Marcelo Crivella, esteve em Campos para assinar um documento de partida para a elaboração do terminal.
De acordo com a secretaria de comunicação de Campos, engenheiros da Universidade Federal Fluminense (UFF) irão utilizar o projeto base elaborado pela prefeitura, para que em maio, período determinado pelo Ministro, o convênio de operação do Terminal Pesqueiro seja assinado.
Pescadores precisam pagar um trator para puxar a embarcação até a areia (Foto: Reprodução/InterTv RJ)Pescadores precisam pagar um trator para puxar
a embarcação até a areia
(Foto: Reprodução/InterTv RJ)
Enquanto isso os pescadores lamentam o período do defeso. Muitos acreditam que a data poderia ser outra. “Nem todos nós podemos ir para o alto mar, porque muitos barcos não estão preparados. Alguns se arriscam porque o valor que recebemos do auxílio defeso não é suficiente para pagar as contas. Acho que o período está errado, porque agora o camarão está grande”, disse o pescador José Milguel.
De acordo com a assessoria de comunicação do Ministério da Peca, não há uma nova discussão em relação à mudança da data do defeso. Eles estudam a possibilidade de ampliar a discussão criando um Comitê Permanente de Gestão (CPG), para que juntos aos pescadores, sejam propostas soluções que diminuam o impacto deste período em especial.
Para a chefe do escritório do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) em Campos, Rosa Maria Castelo Branco, para acontecer uma possível mudança da data do defeso, é preciso um estudo de no mínimo dois anos.
“O último estudo garante que o período de crescimento e desova do camarão deveria ser de seis meses. Porém, o Ministério da Pesca e o Ibama, entenderam que seria um tempo muito longo para o pescador ficar longe do mar. Esta discussão é muito ampla e depende de muito estudo e pesquisa”, explicou Rosa Maria.
Ressacas no mar prejudicaram a pesca
O diretor secretário da Colônia dos Pescadores do Farol, Genival de Sales, acredita que a pesca ficou prejudicada no último ano, devido à instabilidade climática e as diversas ressacas que impediram o pescador de ir ao mar.
“Tivemos períodos intensos de ressacas e neste caso, não é recomendado que o pescador encare o mar. A pesca este ano foi um pouco decadente em vista dos outros anos. A nossa expectativa é que depois do defeso dê pra pescar com mais tranquilidade”, disse Genival.
Por conta da proibição, os pescadores passam a receber dos governos Federal e Municipal, o valor de um salário minimo, referente ao auxílio defeso. Muitos reclamam que o dinheiro não é suficiente e alternativa é ir atrás dos peixes.