terça-feira, 30 de abril de 2013

Imaginação

Desenhos ganhando vida. Se pudesse ter a chance de dar vida a um desenho, qual seria?
Visite o site e confira muito mais...
 Via: http://migre.me/ejSLO





IRPF 2013: Mais de 2 milhões de contribuintes devem enviar a declaração ainda hoje

A Receita Federal recebeu até as 10h de hoje (30) 23.294.178 milhões de declarações de Imposto de Renda Pessoa Física 2013, ano-base 2012.

A expectativa da Receita Federal é que as Declarações de Ajuste Anual do Imposto de Renda Pessoa Física este ano superem 26 milhões, um recorde em relação aos anos anteriores.

O prazo para a entrega termina hoje às 23h59min59s horário de Brasília.
Quem perder o prazo estará sujeito à multa mínima de R$ 165,74, limitada a 20% do imposto devido.
Além da internet (www.receita.fazenda.gov.br), a declaração pode ser entregue em disquete no Banco do Brasil e Caixa Econômica.

O fim de uma era


Na verdade, poucos ainda utilizavam o MSN. Há alguns anos, eu era um usuário frequente.
Vou sentir falta.
Matéria do G1:




A partir desta terça-feira (30), o comunicador instantâneo Windows Live Messenger, ou MSN Messenger, deixará de funcionar. Com isso, quem ainda não aderiu, tem apenas um dia para começar a migração obrigatória para o Skype, ferramenta de mensagens e chamadas telefônicas via internet, da Microsoft.

Lançado em 1999, o MSN Messenger se tornou o comunicador instantâneo mais popular do mundo. O Brasil era um dos principais mercados do programa da Microsoft, com 30 milhões de contas ativas no país até janeiro, conforme a empresa.

Veja abaixo a história do MSN Messenger:
Vida e morte do MSN Messenger: veja a história do comunicador da Microsoft (Foto: Arte/G1)

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Via Face...


Dica

Dez frases proibidas no currículo

Alessandra Oggioni, especial para o iG São Paulo

Todo currículo precisa ter informações claras, objetividade e grafia correta para qualificar o candidato à seleção. Mas observar somente isto não basta. Na opinião de recrutadores, algumas frases e expressões comumente usadas estão muito “batidas” ou, pior, indicam insegurança ou falta de qualificação. Conheça-as abaixo e, depois, entenda por que é melhor evitá-las.
Seja específico e defina o cargo a que pretende concorrer ou sua área de atuação. Foto: Arte iGPrefira usar “objetivo: analista de vendas”. Foto: Arte iGCite os resultados que você já trouxe para as empresas para as quais trabalhou. Foto: Arte iG'Dizer que é criativo mandando o currículo em Word com letra Arial mostrará alguma incoerência entre discurso e prática', afirma a psicóloga Renata Magliocca. Foto: Arte iGÉ importante citar os resultados alcançados. Foto: Arte iGCuidado com os autoelogios. Adjetivos como 'ótima performance' ou 'altamente qualificado' podem apresentar a pessoa como esnobe. Foto: Arte iGAssim como 'eu acredito' e 'eu suponho', 'eu acho' é uma expressão considerada duvidosa. Foto: Arte iGPrefira 'Começo o curso de inglês no mês que vem'. Foto: Arte iGO currículo é um resumo das qualificações e as informações precisam ser objetivas. Foto: Arte iGLimite-se aos dados relacionados à carreira, de forma objetiva e relevante para a posição desejada. Foto: Arte iG
Embora o modelo e a formatação do documento mudem de acordo com a área de atuação ou o tipo de empresa, autoelogios, gerundismo e palavras com sentido vago ou muito genéricas devem ser abolidas de qualquer currículo, não importa o cargo pretendido. “O currículo é um resumo profissional. Deixe-o atraente e dê destaque especial aos resultados que já entregou ao longo da carreira. Isto é o que mais diferencia um profissional de outro”, diz Alexandre Prates, especialista em carreira do Instituto de Coaching Aplicado e autor do livro “A Reinvenção do Profissional” (Novo Século, 2013).
Entenda a fundo os maiores erros do currículo:
1. “Estou disponível para qualquer oportunidade na empresa”
Não definir o objetivo no currículo pode ser a primeira demonstração de que o candidato não está qualificado para ocupar uma determinada função ou, ainda, demonstrar que ele não tem especialidade alguma. Portanto, seja específico e defina o cargo a que pretende concorrer ou sua área de atuação.
2. “Almejo o cargo de....”
Ao descrever o objetivo profissional, nunca coloque a palavra “almejo”, que pode denotar fraqueza ou imaturidade. Procure colocar somente a área ou a posição desejada, de maneira direta. Não use “Almejo o cargo de analista de vendas”. Coloque simplesmente: “Objetivo: analista de vendas”.
3. “Sou uma pessoa proativa”
Especialistas são unânimes ao dizer que não pega bem ficar enumerando qualificações que só podem ser comprovadas na prática. Sendo assim, de nada adianta colocar no currículo que você é proativo, comunicativo ou que tem bom relacionamento interpessoal. “Em vez de dizer que tem atitude, simplemente cite os resultados que você já trouxe para as empresas para as quais trabalhou. Isso mostrará, de fato, quem você é”, recomenda Alexandre Prates.
4. “Sou um profissional criativo”
Da mesma maneira, colocar no currículo que é criativo soa como uma informação vaga e sem valor para o recrutador. “Caso o candidato queira mostrar que é criativo, o melhor é ele inovar no formato do currículo. Dizer que é criativo mandando o currículo em Word com letra Arial mostrará alguma incoerência entre discurso e prática”, afirma a psicóloga Renata Magliocca, professora de captação e seleção da Fundação Instituto de Administração da USP, gerente da Cia de Talentos e coautora do livro “Carreira: Você está Cuidando da Sua?” (Campus Elsevier, 2011).
5. “Vários projetos...”
Evite generalizar. “Vários”, “diversos”, “muitos” são termos que devem ser usados com atenção, já que denotam indefinição e podem gerar dúvidas no selecionador. “O ideal é que o candidato apresente o contexto de algum projeto ou função que ele assumiu e detalhe qual era o seu papel e responsabilidade, e depois cite os resultados alcançados”, aconselha Renata.
6. “Ótima performance...”
Cuidado com os autoelogios. Adjetivos como “ótima performance” ou “altamente qualificado” podem apresentar a pessoa como esnobe. “O excesso de vaidade atrapalha. Não pega bem para a imagem do candidato”, diz a psicóloga Ana Cristina Limongi França, professora de comportamento organizacional da Faculdade de Administração da USP e autora do livro “Práticas de Recursos Humanos – Conceitos, Ferramentas e Procedimentos” (Atlas, 2007). Ela explica que, neste caso, o melhor é mostrar as qualificações com números, resultados, estatísticas e até premiações. Portanto, ao invés de dizer “fui o melhor vendedor no ano de 2012”, coloque: “Em 2012, as vendas que realizei representaram lucro de X% para a empresa”.
7. “Eu acho...”
Assim como “eu acredito” e “eu suponho”, “eu acho” é uma expressão considerada duvidosa. Então, se quer demonstrar confiança ao recrutador, não use. “A frase dá a impressão de que a pessoa não está querendo se comprometer. Se algo der errado, é porque ela não deu certeza sobre determinado assunto”, diz Alexandre. Se precisar se colocar de alguma maneira, utilize algo do tipo: “Minha posição sobre este assunto é...”.
8. “Vou estar cursando...”
Além de denotar fraqueza de ação, o uso do gerundismo é considerado perigoso na língua portuguesa. “É horrível e sugere insegurança. Quando a pessoa diz ‘vou estar fazendo’ tal coisa dá a impressão que não está querendo assumir a responsabilidade do ‘vou fazer’”, comenta Alexandre Prates. Portanto, em vez de colocar: “No próximo mês vou estar cursando inglês” prefira “Começo o curso de inglês no mês que vem”.
9. “Deixei meu último emprego porque...”
Não é necessário mencionar no currículo as razões pelas quais você saiu da empresa ou foi demitido. Deixe para responder ao entrevistador pessoalmente, quando for perguntado. O currículo é um resumo das qualificações e as informações precisam ser objetivas e “vender” o profissional.
10. “Sou vegetariano”
No currículo, não é preciso revelar detalhes pessoais, do tipo “Sou vegetariano” ou “Pratico esportes três vezes por semana”. A psicóloga Ana Cristina Limongi França lembra que é preciso somente se ater aos dados relacionados à carreira, de forma objetiva e relevante para a posição desejada

Homens apelam a botox para aumentar chance de emprego na Espanha

 
 



domingo, 28 de abril de 2013

Recomeçar

Marina na tarde de domingo


O AMOR ETERNO PASSEIA DE ÔNIBUS
Marina Colasanti
 
Vou atribuir esta história ao Rubem Braga. Primeiro, porque acho que foi ele que me contou há muito tempo. Segundo, porque, se não foi ele, deveria ter sido, já
que a história tem toda a cara de Rubem Braga.
Pois bem, antigo apaixonado pela praia e observador atento de seusfreqüentadores, Rubem reparava num casal de velhinhos que todo dia, ao final da tarde, passeava na calçada. Iam de mãos dadas, olhando as ondas, trocando umas poucas palavras, sem pressa, como quem já se disse tudo o que havia de importante para dizer. Às vezeslevavam um cão, outras vezes iam sozinhos. Tinham um ar doce e apaziguado que encantava Rubem. Afinal, dizia-se o cronista olhando o casal, o amor é possível e,na nossa pequena medida, pode até mesmo ser eterno.
A vida quis que um dia Rubem conhecesse uma jovem senhora, a qual se revelaria adiante parente do casal de velhinhos. E foi por ela, numa tarde em que louvava encantado o amor daqueles dois, que Rubem ficou sabendo a verdade. Há muito não se amavam, viviam uma vida de fachada por causa dos filhos e netos. Na verdade, ele a odiava e ela o desprezava.
Lembrei-me desta história ontem, viajando de ônibus. Sacolejávamo-nos coletivamente irmanados em plena normalidade quando, numa parada o casal subiu. Eram velhinhos os dois, de uma faixa em que os anos haviam perdido a definição, e já não tinham idade aparente, transformados apenas em demonstração de sobrevivência. Cabeças brancas,ossaturas frágeis, uma hesitação nos gestos, e magros. Assim eram parecidos. E mais além, naquilo que o tempo, trabalhando sobre
os rostos outrora jovens, havia acrescentado, moldando em carne, rugas e expressão as semelhanças que um refletia sobre o outro, no interminável jogo de espelhos da convivência.
Pelo retrovisor, o motorista viu-lhes as cabeças brancas e a fragilidade, e, com imprevisível delicadeza, esperou, para arrancar até que estivessem seguros. De
esguelha, os passageiros do ônibus olhavam para eles. Viram quando ele deu a vez para que ela sentasse à janela, quando a ajudou com a bolsa, repararam no gesto
instintivo com que se aproximaram um do outro no assento. Vagos sorrisos de ternura suavizaram os lábios dos passageiros do ônibus. Já não sacolejávamos em plena rotina. Algo de diferente havia acontecido.
Alguns quarteirões adiante ele puxou a cordinha, e repetiu-se a cerimônia. O motorista esperou solícito. Ele cedeu a vez à mulher, ajudou-a com a bolsa, foi conduzindo-a pelo braço até a porta, e desceu à sua frente para ajudá-la a saltar. Ninguém se impacientou. Os que estavam sentados do lado direito do ônibus ainda ficaram a vê-los na calçada, enquanto se encaminhavam hesitantes, de braço dado rumo à esquina.
Ao meu lado, o senhor corpulento não resistiu. Sorriu abertamente, e saiu-se num longo discurso de exaltação do amor e das suas possibilidades nesse mundo de máquinas e violência. Outros passageiros comentavam entre si. O coração coletivo daquele ônibus seguia agora mais leve, como se tivesse assistido à confirmação de um milagre.
Lembrei-me então da história do Rubem. Ele a odiava e ela o desprezava. Nada, além dos gestos delicados, garantia à pequena população do ônibus que aquele casal se amava realmente. E os gestos delicados podem ser apenas reflexo de formação, como demonstra qualquer mordomo. O amor encontra outros meios de se manifestar. Mas nós vimos aquilo que queríamos ver. Para as pessoas todas que ali estavam, de repente tornou-se importante acreditar que o casal de velhinhos se amava, se não com a mesma violência, pelo menos com a mesma ternura com que havia começado a se amar tantos anos antes.
Já não se tratava dos velhinhos pessoalmente. Eles haviam-se transformado em símbolo. Cada passageiro daquele ônibus via neles a sua própria possibilidade de amar e ser amado até a decrepitude, até o fim da vida. Na manhã antes insípida, os velhinhos encarnavam o mito do amor eterno. E o mito passeava de ônibus, para que todos o vissem,e levassem adiante a boa nova.
Talvez, discretos, meus companheiros de viagem não tenham saído por aí alardeando o acontecido. Mas é certo que se sentiram reconfortados, e de si para si cada um
murmurou por um instante: "O amor eterno existe. Eu vi um."
1986
Do livro:"Eu sei,mas não devia"
 

sábado, 27 de abril de 2013

Gata borralheira às avessas

Walnize Carvalho

 
            Abriu os olhos para o dia e diante deles passou um letreiro luminoso: A VIDA É UM TEATRO.
            Enquanto caminhava para a mesa do café da manhã, a mulher se dava a filosofar ... A vida é um teatro ... Mais do que sinônimo de representação cênica, mundo ilusório, vida fictícia, o que não é o teatro senão a própria vida encenada no palco?
            Nele temos vários papéis a desempenhar no dia-a-dia. E, se possível, com prazer e autenticidade – meditava.
            Naquela manhã de sábado, sábado de outono com ares de verão, sentiu que começara bem o seu dia.
            A mulher se deu a tarefa de remexer guardados, faxinar  cantos, cuidar de forma mais ordenada dos afazeres domésticos.
            Seguia, distraída, com música suave a lhe fazer companhia, desempenhando o referido papel. Papel este que não exigia da “atriz” nenhum ensaio e nem texto bem estudado. Bastava apenas disponibilidade, energia e disciplina.
            E com a atividade quase por cumprir lembrou-se que estava atrasada para um compromisso.
            Trocou apressadamente de roupa e saiu à rua.
            Corria pelo caminho, levada pela brisa da manhã deslizando lépida e feliz por entre carros, pessoas, árvores e calçadas.
            Como em um conto de fadas, em sua mente havia um relógio imaginário que a qualquer momento iria “badalar as doze horas, fazê-la perder o sapatinho de cristal nas escadarias e transformá-la em outro figurante” ...
            Assim, a mulher, cheia de  alegria, chegou a casa do filho para ficar com a neta ,pois o pai precisaria sair para um compromisso...
             Desempenharia no “teatro da vida”, mais um personagem: o de AVÓ.
             Contaria histórias para ela.Talvez,da Gata Borralheira...
 

Palavras que ficam


“Quando houver contraste entre a tua alegria e um céu cinzento, ou entre a tua tristeza e um céu em festa, bendiz o desencontro, que é um aviso divino de que o mundo não começa nem acaba em ti”.
D.Héder Câmara

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Revista Época: Investigação expõe irregularidades na campanha de candidato do grupo de Garotinho


Matéria da Revista Época, já disponível na internet:
INVESTIGAÇÃO - 26/04/2013 21h24 - Atualizado em 26/04/2013 21h24
TAMANHO DO TEXTO

Investigação expõe irregularidades na campanha de candidato do grupo de Garotinho

Um esquema que envolve o deputado Anthony Garotinho no Rio de Janeiro é enrolado como a trama de um filme policial – cujo final pode estar próximo

HUDSON CORRÊA
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FESTA O deputado Anthony Garotinho e sua mulher, Rosinha, prefeita de Campos, em evento doméstico. Enquanto eles se divertem, o Ministério Público trabalha (Foto: reprodução/Revista ÉPOCA)



A A família Garotinho gosta de criar um mundo de faz de conta em festas à fantasia. Há dois anos, o deputado e líder do PR na Câmara, Anthony Garotinho, vestiu-se de Zorro no baile de aniversário de sua filha, a deputada estadual Clarissa Garotinho (PR) (confira a foto). No vídeo da festa, ele se ajoelha aos pés de sua mulher, a prefeita de Campos dos Goytacazes,Rosinha Garotinho, também do PR. Ela sorri orgulhosa em seu vestido de melindrosa. No início deste mês, Rosinha completou 50 anos. Lá estava Garotinho, agora fantasiado de Elvis Presley, com uma peruca de topete avantajado e costeletas. Rosinha trajava um vestido cor-de-rosa com bolinhas lilás, no estilo broto dos anos 1960. Enquanto Garotinho se divertia, o Ministério Público do Rio de Janeiro trabalhava, investigando as contas do partido de Garotinho. O que o MP encontrou nessas investigações não é nada divertido.

No centro do imbróglio está uma empresa com nome de grife de moda, que entrega mercadorias de natureza diferente e bastante variada: a GAP Comércio e Serviços Especiais. Ela já foi contratada em circunstâncias suspeitas pelo gabinete de Garotinho na Câmara, tem contratos no valor de R$ 32 milhões com a prefeitura de Campos e aparece na campanha do PR, em 2010, quando Garotinho tentou eleger o desconhecido Fernando Peregrino. ÉPOCA descobriu notas fiscais de mais de R$ 1 milhão da campanha de Peregrino com indícios de falsidade. Elas passam, ainda que indiretamente, pela GAP.

Garotinho pavimenta o caminho para se candidatar a governador em 2014. Sua estratégia tem dois pilares. O primeiro é consolidar seu PR como força nacional. Garotinho assumiu, em fevereiro, a liderança do PR na Câmara. A legenda tem um bloco de 42 deputados, a quinta maior bancada, e comanda o Ministério dos Transportes, Pasta com orçamento de R$ 10 bilhões. Como líder de um partido de médio porte, Garotinho pode dificultar a vida do governo em votações no Congresso Nacional. Por isso, o Palácio do Planalto prefere não contrariá-lo. Antes de anunciar, no começo deste mês, a nomeação do novo ministro dos Transportes, César Borges (PR-BA), a presidente Dilma Rousseff telefonou para Garotinho. Queria saber se havia alguma objeção ao nome.

O segundo pilar de Garotinho é montar uma base sólida no Rio de Janeiro, que envolveu o lançamento, em 2010, da candidatura de Peregrino. As novas investigações do MP, somadas à reportagem de ÉPOCA, apontam irregularidades justamente na campanha eleitoral de 2010. Se Garotinho é famoso pelas pantomimas em suas festas à fantasia, as suspeitas envolvendo o PR flertam com outro ramo das artes cênicas: o thriller policial. No caso, um movimentado filme em três atos.
PRIMEIRO ATO: O ESTRANHO CASO
DO POSTO DE GASOLINA QUE ALUGA CARROS

A análise minuciosa das contas de Peregrino revela várias estranhezas. Primeira estranheza: Peregrino declarou à Justiça Eleitoral pagamentos de R$ 1,2 milhão a quatro postos de gasolina de uma mesma rede. Se todo esse dinheiro tivesse sido empregado em combustível, daria para percorrer duas vezes toda a malha rodoviária do Estado do Rio de Janeiro. Segunda estranheza: uma parcela expressiva desse valor – R$ 873 mil – foi para uma mesma estação de combustível, o Posto 01, no município de Itaboraí, propriedade da empresária Jacira Trabach Pimenta. Terceira estranheza: uma das notas emitidas pelo posto, no valor de R$ 700.500, não se referia a gasolina, mas à locação de carros. A nota discriminava a locação, para campanha eleitoral, de uma gigantesca frota de 170 veículos. Ficavam à disposição do candidato 100 Kombis, 50 carros populares, 15 vans executivas e cinco caminhões no período de 15 de julho a 31 de agosto.  

ÉPOCA foi até Itaboraí verificar como um posto de gasolina se transformou em locadora de veículos. O Posto 01 fica quase fora da cidade, numa daquelas ruas em que, aos poucos, o comércio começa a rarear. Lá, um funcionário informa, estranhando a pergunta, que nunca houve uma locadora de carros funcionando no posto. “O senhor tem de voltar para o centro da cidade”, disse. Não havia pátio que indicasse espaço para 170 veículos, incluindo os caminhões alugados por Peregrino. Os documentos das inscrições estadual e municipal do posto também só falam de venda de combustível e alguns serviços relacionados ao ramo. Não aparece nada sobre locação de veículos.
a mensagem 779 investigação (Foto: reprodução/Revista ÉPOCA)
A pedido de ÉPOCA, o perito Ricardo Molina analisou as cinco notas fiscais referentes a gastos com combustível, anexadas à prestação de contas de Peregrino, no Posto 01 e em outros estabelecimentos. Aí aparece uma quarta estranheza. Ao verificar o documento que deveria se referir à locação de veículos, Molina apontou “inconsistência, estranheza e indícios de irregularidade”. Para emitir notas fiscais à moda antiga – atualmente tudo é feito por meio eletrônico –, a empresa precisaria encomendar os documentos a uma gráfica autorizada, que imprimiria uma série de talões. Cada nota deveria ser emitida em sequência, assim que os serviços fossem prestados. O documento fiscal referente à locação de carros para Peregrino pertencia a um talonário impresso em setembro de 2008, que tinha 250 notas fiscais. A emissão da nota para a campanha de Peregrino ocorreu em 6 de setembro de 2010, dois anos depois da impressão. “Aparentemente, os talonários foram entregues pela gráfica ao posto em 2008 e, dois anos depois, já muito próximo da data de expiração dos talões, teriam sido emitidas apenas quatro notas em todo o conjunto”, diz Molina.

Das cinco notas fiscais emitidas por postos de gasolina para a campanha de Peregrino, quatro foram preenchidas à mão, incluindo a da locação de veículos. Molina comparou as grafias e concluiu que a letra era a mesma. Isso sugere que a emissão dos documentos tenha sido feita pela mesma pessoa. Geralmente, a expedição de notas ocorre no local da venda ou prestação de serviços. Os quatro postos, apesar de integrar a mesma rede, são empresas individuais, com notas fiscais próprias, e estão localizados em regiões diferentes do Estado: zonas Norte e Oeste do Rio, Itaboraí e Duque de Caxias. A distância entre um e outro chega a ser de 60 quilômetros. Entre as cinco notas fiscais, apenas uma foi preenchida no computador. Sua emissão ocorreu no mesmo dia das outras. Uma anotação à caneta indica o número da conta bancária em que o dinheiro deveria ser depositado. Essa grafia difere das preenchidas à mão.
SEGUNDO ATO: A ESTRANHA EMPRESA, COM NOME
DE GRIFE DE MODA, QUE ALUGA AMBULÂNCIAS

Neste momento é necessário fazer um flashback no filme. Em 2011, com a verba da Câmara dos Deputados destinada a cobrir gastos com atividade parlamentar, Garotinho alugou um Ford Fusion na empresa GAP Comércio e Serviços Especiais. O nome GAP nada tem a ver com a famosa grife americana de moda. É a sigla de George Augusto Pereira, dono de 99,8% das ações da empresa. Sediada em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, a empresa recebeu R$ 27 mil do gabinete de Garotinho entre fevereiro e julho daquele ano, até que houve um acidente de percurso. Literalmente. Wladimir Matheus, filho de Garotinho e presidente municipal do PR em Campos, bateu um Ford Fusion num muro da cidade. O carro ficou totalmente destruído. Matheus sobreviveu graças ao sistema de air bags. Em meio à comoção, descobriu-se que o carro pertencia à GAP. ÉPOCA revelou a história na ocasião. Garotinho afirmou que o veículo pago pela Câmara não era o mesmo destruído pelo filho. Pelo sim, pelo não, deixou de contratar a locadora.
LETRA O candidato Fernando Peregrino e a perícia encomendada  por ÉPOCA sobre suas notas de campanha. Postos diferentes, a  mesma caligrafia (Foto: Gabriel de Paiva/Ag. O Globo)
Logo em seguida, em agosto de 2011, o MP entrou com uma ação na Justiça, acusando a prefeita Rosinha de improbidade administrativa pela contratação da GAP para alugar 56 ambulâncias para o município. ÉPOCA teve acesso à peça de acusação. O MP diz que a GAP tinha a obrigação de contratar motoristas para dirigir as ambulâncias, mas quem ficava atrás do volante eram funcionários da prefeitura. A GAP recebia combustível do posto público que atende a frota oficial, mas parte da gasolina, segundo o MP, acabava desviada para encher tanques de carros particulares. Vales-combustível, assinados em branco por um funcionário público, foram apreendidos na sede da empresa por determinação da Justiça. O contrato foi assinado em 2009 e se estende até hoje. A Promotoria de Justiça concentrou sua apuração no pagamento de R$ 32 milhões à empresa até 2011.

A Justiça mandou notificar Rosinha em fevereiro deste ano para que ela apresente defesa. Se condenada, poderá ser obrigada a devolver aos cofres públicos todo o dinheiro que foi parar nas contas da GAP. Ela também corre o risco de perder o mandato e ficar inelegível por oito anos. Procurada por ÉPOCA, Rosinha informou, por meio de sua assessoria, que ainda não foi notificada pela Justiça. Ela diz que o Tribunal de Contas do Estado não viu irregularidades na contratação.
TERCEIRO ATO: A ESTRANHA VENDA DAS AÇÕES
DA GAP – QUANDO AS DUAS HISTÓRIAS SE UNEM

Documentos obtidos por ÉPOCA revelam que o Posto 01 chegou a ter uma filial no mesmo endereço da GAP, que as empresas tinham um contador em comum e compartilhavam uma conta bancária. As ligações suspeitas se estreitaram oficialmente em maio de 2012. Inexplicavelmente, o GAP da GAP – George Augusto Pereira, o sócio majoritário dono de 99,8% das ações – deixou repentinamente a sociedade. Àquela altura, a Promotoria de Justiça já investigava seus negócios. Ao longo dos anos, a GAP acumulou um capital social de R$ 8 milhões e amealhou ativos de R$ 5,6 milhões. Mesmo assim, Pereira vendeu sua participação societária por R$ 100 mil, parcelados em dez vezes. Quem comprou a GAP, em condições tão especiais? A empresária Jacira Trabach Pimenta. Ela mesma, a dona do Posto 01, de Itaboraí, que também aluga carros. Além dos R$ 32 milhões já auditados pelo MP, a GAP assinou um aditivo de R$ 15 milhões com a prefeitura de Campos, em setembro de 2012, quando a empresa já estava no nome de Jacira. O MP suspeita que, se avançar mais nas investigações, não encontrará apenas suspeitas de novos desvios relacionadas à prefeitura de Campos. Fatalmente, chegará às contas eleitorais do PR em 2010 e ao candidato de Garotinho.

Procurado por ÉPOCA, Peregrino negou que sua prestação de contas tenha lançado gastos com combustível e apresentado nota fiscal de locação de veículos. “Não tem isso, não. Eu não estou vendo a nota que você tem. Se quiser me mostrar, vejo isso com o contador. É um posto que aluga carro?”, disse. Peregrino argumentou que suas contas foram aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral. Fernando Trabach, que se identificou como diretor comercial da rede de postos que inclui o Posto 01, afirmou que o estabelecimento aluga veículos e prestou os devidos serviços. Ele negou irregularidades nas notas. Garotinho preferiu não comentar as acusações de desvio na prefeitura de Campos e as suspeitas na campanha.

Em Campos, aguarda-se o tema do próximo baile à fantasia de Garotinho. E o desfecho do thriller que investiga as denúncias no Rio de Janeiro. 

Cora Coralina amenizande a tarde

Não Sei
Cora Coralina


Não sei... se a vida é curta ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos tem sentido,
se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais,
Mas que seja intensa, verdadeira, pura... Enquanto durar

Olhar sobre o cotidiano

                                                  foto:walnize carvalho

No varal dos meus sonhos

Pista no Facebook leva polícia a identificar motorista que atropelou menina há 45 anos

Do UOL, em São Paulo

Um motorista que atropelou e matou uma garota de 4 anos na cidade de Fulton (EUA) em 1968 foi finalmente identificado, depois que um detetive aposentado fez um apelo no Facebook por informações sobre o crime.
Segundo o "Huffington Post", o policial aposentado Russ Johnson publicou no ano passado detalhes do crime ocorrido há 45 anos em sua página no Facebook. Uma mulher, que não teve a identidade revelada pela polícia, viu o post e deu uma pista que levou à identificação de Douglas Parkhurst, 62, morador de Oswego (EUA), como o motorista que atropelou e matou Carolee Sadie Ashby.
A mulher entrou em contato com policial aposentado, pelo Facebook, e contou ter sido abordada na mesma época do atropelamento por um membro da família de Parkhurst. Esse parente do motorista teria pedido a ela que desse um álibi, dizendo que estava junto dele naquela noite. A mulher se recusou a fornecer o álibi e também nunca soube o motivo do pedido.
Ao ler o post no Facebook, ela se lembrou do ocorrido e relacionou o pedido ao atropelamento de Carolee. Com essa informação, os policiais foram interrogar Parkhurst, que acabou admitindo ter bebido na noite do acidente e atropelado "algo". Ele alegou ter pensado que tinha atropelado um animal e depois ficou sabendo da morte da criança ao ser interrogado pela polícia em 1968.         

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Vagas de empregos em Campos


O Balcão de Emprego da Secretaria Municipal de Trabalho e Renda de Campos, funciona na Av. 28 de março n°533 (Antiga Big 13),de seg. á sex., das 08:00 as 17:00. Tel: 2731-6963 (Setor responsável por vagas)  /  2731-6397 - (Setor  responsável por carteira de trabalho).    
Para se candidatar às vagas oferecidas, é necessária apresentação do currículo. Caso o candidato não tenha o currículo pronto, funcionários do Balcão preparam na hora, de acordo com o padrão exigido pelas empresas, mediante apresentação da carteira de trabalho, identidade, CPF e comprovante de residência.

Para ter acesso às vagas oferecidas é só clicar aqui.

Bloco Rapaz Folgado desfila pela 1ª vez neste sábado no centro de Campos


Recebi de amigos e divulgo:
Com o objetivo de marcar o centenário do compositor campista Wilson Batista, foi fundado o Bloco “Rapaz Folgado”, que sairá pela primeira vez em 2013, ano do centenário de Wilson Batista. O desfile em homenagem ao compositor que tem mais de 500 músicas gravadas será neste sábado, com concentração a partir das 12 horas, em frente à Sociedade Musical Lira de Apolo.
O desfile sairá de frente da Lira de Apolo em direção à Praça do Santíssimo Salvador e seguirá pela Avenida Alberto Torres, indo até o Jardim do Liceu. No percurso, os integrantes do Bloco “Rapaz Folgado” cantarão músicas de Wilson Batista e marchinhas clássicas de carnaval, acompanhados da Lira de Apolo e do Grupo “Lenço no Pescoço”, com participação da cantora Simone Pedro e do cantor Ed Ébano.
O Bloco Rapaz Folgado é uma iniciativa do historiador Alberto Luiz Júnior e do produtor cultural Wellington Cordeiro, movimento que foi encampado por artistas, intelectuais, amantes do samba e fãs de Wilson Batista. Quem quiser participar do bloco deverá adquirir a camisa, que está sendo vendida no Restaurante Baronesa, em frente ao Jardim do Liceu; ou no dia do evento no local da concentração. A ideia é que o desfile se torne tradicional e seja realizado todos os anos.



Do "baú" do "sociedade"

Mãe, vamos orar?


Duas imagens guardadas da infância são recorrentes na minha idade adulta. Dizem respeito a quadros que eu costumava ver nas paredes das escolas, ou mesmo em lares simples que visitava, na companhia de minha mãe, objetivando atender às necessidades de famílias muitos pobres. Um desses quadros reproduzia a figura linda de um anjo da guarda protegendo duas crianças que atravessavam uma ponte rústica e perigosa em dia de tempestade e rio transbordante. Em sua suavidade, ele nos dava a dimensão da Proteção Divina aos seus filhos pequeninos da Terra. A estampa falava silenciosamente da Misericórdia de Deus.
O outro reproduzia cena suave de uma mãe rezando junto com sua filhinha, ao lado da cama, antes de dormir. Oravam ambas de joelhos e mãos postas. Era lindo esse quadro! Foram imagens que me impressionaram as retinas infantis.
Também de minha infância e adolescência, trago registros sonoros que se fixaram em minha mente: era o som da Ave-Maria ouvido, as seis da tarde, em todas as casas. Ouvíamos todos no caminho de volta a casa, após as aulas. E eu apressava o passo porque em meu lar espírita também orávamos as seis da tarde para unir as nossas preces às preces dos católicos. E aprendíamos lições do Evangelho de Nosso Senhor, enquanto orávamos em torno da mesa simples de nosso lar, onde compartilhávamos o pão de cada dia. Era o pão espiritual, hoje infelizmente escasso nos lares ruidosos e confusos, onde pouco se pratica a arte dos encontros.
Dessas suaves lembranças há também registros do perfume das flores que cresciam no quintal de nossa casa. Eu recebia a incumbência de colhê-las e repassá-las aos nossos vizinhos de fé católica, que invariavelmente as buscavam para adornar seus oratórios domésticos. Fomos orientados a incentivar a busca da espiritualidade sem nos preocuparmos com o modelo escolhido por vizinhos,parentes ou amigos. Toda busca sincera da transcendência deveria merecer nosso incentivo, e éramos induzidos a agir assim precisamente por sermos espíritas. Aprendi, assim, desde pequena, a conviver com as diferenças e aprender com elas.
Pergunto-me hoje: que imagens, que sons, que cheiros nossas crianças registram para suas lembranças no futuro? O que os homens têm feito de seu lado divino? Para onde direcionam sua religiosidade?
Infelizmente sou instigada a associar o crescimento da insegurança e da violência no mundo ao distanciamento do hábito de orar nos lares e à pequena motivação de freqüentar os templos e estar neles.
A Proteção Divina é a mesma. Não muda, mas encontra barreiras para nos alcançar, porque perdemos o fio que deveria manter-nos ligados a ela. Não conseguimos perceber seus avisos, não identificamos os perigos antes que eles nos alcancem. Na fé cultivada em nós pelas mães, quando esse modelo prevalecia, garantia-se a presença e proteção dos anjos. Hoje, a sociedade estarrecida toma conhecimento de que o assassinato de crianças e adolescentes cresceu 306% de 1980 até 2002. Como estamos em 2008, é possível que esse percentual tenha crescido. O que oferecemos hoje às nossas crianças, já que sequer os pais são pessoas confiáveis?
Onde o homem se perdeu, meu Deus? Em que espaço emocional e mental abandonaram Jesus e suas lições?
Jesus nos pediu: “Vigiai e Orai” e garantiu que onde duas ou mais pessoas estivessem reunidas em seu nome ele aí estaria. A oração no lar, pelo menos, uma vez por semana, criaria um novo hábito ou recriaria os saudáveis hábitos antigos. E isso é urgente. Lembro-me com saudade de meus quatro filhos pequeninos que tombados pelo sono insistiam comigo tirando-me das tarefas profissionais que eu trazia para casa, e, insistentemente, clamavam sonolentos: Mãe,vamos orar? Vamos logo, mãe, senão eu durmo.
Estatísticas atuais nos informam que é muito pequeno o número de presidiários provindos de lares que incentivaram a reflexão religiosa e que encaminharam seus filhos aos templos desde a mais tenra infância, estimulando-os à oração.
O momento atual não é mais de um convite à oração. Ele indica a Oração por recurso único e compulsório nesta hora em que os seres humanos se degradam, se matam e intoxicam suas mentes com cenas horripilantes, trágicas, a invadir nossos lares pelos meios de comunicação. A oração se torna, então, recurso único de limpeza espiritual. É o grande energético que falta em nossos lares, uma questão de saúde coletiva.
Miremo-nos nos exemplos de Maria Santíssima, Mãe do Salvador, que deu ao seu menino santo à bênção do templo e formou nele o hábito de orar. Jesus freqüentava o templo apesar dos desvios dos sacerdotes. Ensinou-nos a orar a Oração Dominical. Exalta o valor da prece até o último momento de convivência com os seus discípulos, como registra Lucas (22: 39 a 46). Eis alguns versículos do relato sobre Jesus no Getsemani: “Jesus saiu e, como de costume, foi para o Monte das Oliveiras. Seus discípulos o seguiram. Quando chegou ao lugar, disse-lhes: ORAI para que não entreis em tentação. E, pondo-se de joelhos, orava. Então, um anjo apareceu do céu e o confortava”. Em agonia, orava mais intensamente. Levantando-se da oração, foi ter com os discípulos e os achou dormindo, exaustos de tristeza e disse-lhes: “POR QUE ESTAIS DORMINDO? LEVANTAI-VOS, E ORAI, PARA QUE NÃO ENTREIS EM TENTAÇÃO”.
Cristo busca a elevação (monte). Elevarmo-nos mentalmente é o que a hora difícil requer. Ele é seguido por seus discípulos. Nossos filhos são discípulos nossos. São testemunhas silenciosas de nossos atos, e nos reproduzirão, por certo, em futuro próximo. Quando chegou ao lugar, Jesus lhes disse: “Orai para que não entreis em tentação”. E não se limitou a fazer essa recomendação. Pôs-se ele mesmo de joelhos e orou. É o valor do exemplo por parte dos que sabem. A presença do anjo é a garantia do amor de Deus. Se a agonia aumenta deve-se orar mais como Jesus o fez.
Sobre o sono dos discípulos reflitamos: Em que sono nos temos distraído tanto que abandonamos o recurso da oração e despertamos assustados num mundo feroz?
Jesus adverte-nos outra vez: “Por que estás dormindo?” E dá-nos a solução para os transtornos e medos desta hora: LEVANTAR e ORAR. Não nos deixemos acomodar ao que nos faz adoecer o espírito.
Eis o de que mais necessita a humanidade nestes dias de tanta perturbação. Só com muita oração poderemos enfrentar as dores que nos angustiam no mundo atual. Jesus orava muito como nos relatam os evangelistas:
Orava ao amanhecer como lemos em Mt.1:35 “Levantando-se muito cedo, ainda escuro, saiu e foi para um lugar deserto, e ali orava.”
Orava após a tarefa, ao anoitecer:”Tendo despedido as multidões subiu ao monte para orar sozinho.Em caindo a tarde, lá estava ele, só”.
( João, 6:16)
Orava antes das grandes decisões de sua vida: “Naqueles dias subiu ao monte a fim de orar, e passou a noite em oração a Deus. Ao amanhecer chamou a si os discípulos e escolheu doze dentre eles.” E todos os dias Jesus ia ao templo ensinar aos homens a necessária convivência com o seu lado divino, como registra Mateus ( 26:55)
Dirijo-me às mães porque “As mães guardam as chaves de controle do mundo”. “Mães de sábios... Mães de idiotas... Mães felizes... Mães desditosas... Mães jovens... Mães experientes... Mães sadias... Mães enfermas... Ao filtro do amor que lhes verte do seio, deve o Plano Terrestre o despovoamento dos círculos inferiores da Vida Espiritual, para que o Reino de Deus se erga entre as criaturas.” (Emmanuel in “O Espírito de Verdade” cap 50 ).
O mundo nunca exigiu tanto o hábito da oração nos lares como nesse momento da renovação do planeta. No livro “Há dois mil anos” Emmanuel narra o instante em que Jesus recolhe os cristãos que se deram em sacrifício pela causa de seu amor ao mundo. Nesse grupo estava Lívia Lentulus. Jesus fala dos pesados tributos que a Terra pagará, pela evolução dos instintos e anestesia dos sentimentos mais suaves: “Exaustos de receber os fluidos venenosos da ignomínia e da iniqüidade de seus habitantes, o próprio planeta protestará contra a impenitência dos homens, rasgando as entranhas em dolorosos cataclismos... As impiedades terrestres formarão pesadas nuvens de dor que rebentarão, no instante oportuno, em tempestades de lágrimas na face escura da Terra e, então, das claridades da minha misericórdia, contemplarei meu rebanho desditoso e direi como os meus emissários: Ó Jerusalém, Jerusalém!...” Essa hora já chegou. É tempo de intensificarmos a oração nos lares e tempo de mudança de hábitos. É hora de unir mentes e corações para intensificarmos o projeto socorrista de Jesus ao mundo doente.
A maternidade responsável abre as portas a um futuro de maior tranqüilidade e paz. Assim, enquanto se ouvir uma suave canção de ninar junto a um berço, haverá esperança para o mundo. Ensinemos aos nossos pequenos o caminho dos templos e o valor da oração. E estaremos renovando o mundo. Fica ainda e sempre o nosso convite: MÃE,VAMOS ORAR?


Alcione Peixoto.

Em 10 de maio de 2008.
 
Postado por Alcione Peixoto em 15 de dezembro de 2009