Taça Jules Rimet ficou definitivamente sob posse do Brasil em 1970
                                                                                         Foto: Getty Images
Do:Terra
Há exatos 30 anos, o Brasil ficou chocado com a notícia do roubo da Taça Jules Rimet. 
Tão desejada pelo povo, a peça de cerca de 30 cm de altura e 4 kg 
– entre os quais, 1,8 kg de ouro puro – desapareceu
 da sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF),
 no Rio de Janeiro. A notícia causou comoção nacional.
A Taça Jules Rimet ficou sob posse definitiva da CBF em 1970,
 quando a Seleção Brasileira venceu a Copa do Mundo no México
 e se tornou a primeira a ter três títulos no currículo.
 Depois de ser exposta nas principais capitais do País,
 foi parar em exibição na sede da entidade,
 protegida por um vidro à prova de balas.
 Em 20 de dezembro de 1983, desapareceu.
A sede foi invadida durante a noite, e a taça, levada embora.
 Inexplicavelmente, dentro do cofre da entidade estava uma réplica da Jules Rimet.
 O roubo foi planejado por Sérgio Pereira Ayres
 e executado por Francisco José Rocha Rivera, o “Barbudo”, 
e José Luiz Vieira da Silva, o “Bigode”. 
Diz-se que a taça foi derretida pelo comerciante
 Juan Carlos Hernandez.
Curiosamente, a Taça Jules Rimet 
já havia desaparecido outra vez anteriormente:
 foi em 1966, depois de a Inglaterra conquistar a Copa do Mundo,
 quando estava em exibição no país. 
Ela foi encontrada mais tarde, embrulhada em jornais, pelo cachorro Pickles,
 que foi até homenageado pelo feito. 
No Brasil, nunca mais foi vista.
O mandante do crime também nunca foi esclarecido.
Sérgio Peralta, Barbudo e Bigode foram condenados 
a nove anos de prisão em 1988. 
O primeiro foi para a cadeia em 1994, 
mas permaneceu preso apenas três anos. 
O segundo acabou assassinado enquanto esperava, em liberdade,
 o julgamento de uma apelação. 
Bigode fugiu da Justiça até 1998, 
mas por fim também permaneceu três anos enclausurado.
 A Seleção Brasileira foi campeã mundial
mais duas vezes depois disso.