sábado, 21 de dezembro de 2013

Para sempre Papai Noel

   
 Walnize Carvalho
 A menina entreabre os olhos.
Vê que vem do cômodo ao lado de seu quarto, uma luminosidade.É  manhãzinha. Olha para o lado. Suas irmãs estão dormindo nas caminhas enfileiradas.
Levante-se, sorrateiramente, e vai ate aonde a luz chama. La está ele  –seu pai- os apetrechos de barbear :bacia, pincel, espuma, gilete.
 Prepara a espuma e desenha no  rosto a barba – barba de Papai Noel.
A menina chega. Debruça-se sobre o parapeito da pia e fica a admirar aquele que tantos anos repete o ritual e transforma no seu herói preferido.
Espuma branca  ...  lembrança   pura.
A mulher entreabre os olhos.
Sai á rua na manhãzinha.  Passa por uma barbearia.Espia um senhor sentado,toalha no pescoço,cabeça recostada.
O barbeiro prepara o rosto dele. Mesmos  apetrechos de barbear. Mesmas  lembranças.
Modela naquele rosto cansado a barba de espuma branca.
O Papai Noel volta a bailar na mente daquela mulher.
O momento é mágico e por segundos uma nuvem de paz envolve o ambiente.




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