terça-feira, 15 de abril de 2014

Fotos proibidas para quem tem TOC

Se você tem mania de se preocupar excessivamente com sujeira, 
lavar as mãos a todo o momento,
 evitar o  uso de banheiros públicos, ou sofre
 de Transtorno Obsessivo-Compulsivo(TOC) jamais veja estas fotos:

Do:http://curiosidadeterra.blogspot.com.br/





"Tô contigo" federal?



É o ti-ti-ti que corre a partir de ontem à noite: O vereador Alexandre "Tô contigo" Tadeu (PRB), deve ser candidato a deputado federal, batendo de frente com Clarissa Garotinho aqui na região.
Será?

Sheherazade: bico fechado não entra mosca




O SBT anunciou ontem que a jornalista Rachel Sheherazade não poderá mais emitir opiniões próprias no SBT Brasil. A partir de agora, os comentários em forma de editorial nos telejornais serão de responsabilidade do canal.
A medida visa encerrar uma série de polêmicas e é interpretada por muitos como uma forma do canal não correr riscos de perder verbas publicitárias do governo federal, um dos alvos prediletos da jornalista. Entretanto,o maior problema enfrentado por ela, ocorreu quando comentou no dia 5 de fevereiro deste ano, a prisão de um adolescente acusado de praticar roubos e furtos no Rio de Janeiro (RJ). O rapaz foi espancado e depois preso pelo pescoço, sem roupa, a um poste.
Para Rachel, “no país que ostenta incríveis 26 assassinatos a cada 100 mil habitantes, que arquiva mais de 80% de inquéritos de homicídio e sofre de violência endêmica, a atitude dos vingadores é até compreensível”.
Entidades de imprensa e parlamentares criticaram o posicionamento da jornalista, tachado como incitamento à violência. Em razão disso, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) encaminhou um representação à Procuradoria Geral da República contra o SBT e a jornalista.
Particularmente, discordo frontalmente da maioria das opiniões da Sra. Sheherazade, mas lamento qualquer forma de censura. A apresentadora seguirá ganhando seus 90 000 reais mensais.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Lua vermelha poderá ser vista em todo o País durante eclipse nesta madrugada

Na madrugada desta segunda (14) para a terça-feira (15), a Lua cheia terá um atrativo especial: um eclipse total deixará a Lua vermelha por 78 minutos. O fenômeno é chamado de Lua Vermelha ou Lua Sangrenta.
AP
Lua terá coloração vermelha dura eclipse lunar nesta noite

O eclipse lunar total é um fenômeno que acontece quando a Terra , a Lua e o Sol estão em perfeito alinhamento, cobrindo a Lua na sombra da Terra. No dia 15 de abril, quando a Lua entrar na sombra completa da Terra, o planeta vai espalhar a luz vermelha do Sol, que resultará na cor vermelha da Lua. Segundo Jair Barroso, a constituição da atmosfera da terra, como partículas vulcânicas podem dar um cor ainda mais avermelhada.
De acordo com a Nasa, o evento será visível na América do Sul e do Norte. O fenômeno também poderá ser acompanhado parcialmente por observadores do Pacífico ocidental, e partes da Europa e da África. No Norte da Europa, na África Oriental, no Oriente Médio e na Ásia Central não será possível ver o eclipse.
No Brasil, o eclipse total poderá ser visto das 4h46 às 5h24 (horário de Brasília). Mas, de acordo com o astrônomo, o começo do fenômeno começa por volta das 3h da madrugada, “quando a Lua leva a primeira mordida”, usando o terminologia utilizada por astrônomos para identificar o processo gradual da formação da sombra.
De acordo com Barroso, os estados brasileiros que estão na parte leste País como Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte terão dificuldade de ver todo o fenômeno. Pois, quando o eclipse estiver chegando ao fim, o dia estará clareando nesse lugares.
DO:IG

Música no SESC


Curiosidade

VOCÊ SABE PARA QUE SERVE AQUELE FURINHO NA LATERAL DA CANETA BIC?
Entenda um pouco da história de um dos objetos mais vendidos do mundo e desvende esse pequeno mistério  
Por Fabrízia Ribeiro em 20/02/2014
 As canetas BIC são um sucesso, para dizer o mínimo. Todos os dias, milhares delas são vendidas ao redor do mundo. Não é à toa que é possível encontrar uma dessas canetas onde quer que você vá. Sem contar que sempre temos uma na bolsa, no escritório, na escrivaninha e por aí vai... Mastigadas, quebradas ou até mesmo sem a tampa, sempre tem uma caneta BIC por perto, não é mesmo?!
É divertido pensar que a motivação para criar uma caneta esferográfica veio de László Bíró, um jornalista húngaro que estava cansado de encher canetas tinteiro e ter de esperar que a tinta secasse após a escrita. E a ideia para a invenção veio no dia em que ele viu uma bola rolar sobre uma poça d’água, deixando um rastro de água por onde passava. A partir daí, ele se reuniu com seu irmão György, que era químico, para inventar uma versão comercialmente viável do objeto.
Em 1938, os irmãos Bíró patentearam o design que trazia como diferencial uma pequena bolinha na ponta, que rolava e liberava a tinta do cartucho. Embora tenham existido versões anteriores de canetas esferográficas, boa parte delas não fez sucesso por apresentar vazamentos, ressecamento e problemas na distribuição de tinta. Dois anos depois, os irmãos começaram a licenciar o design para fabricantes dos Estados Unidos e da Inglaterra e em pouco tempo a história das canetas BIC teve início.

O segredo dos furinhos

Em 1950, o fabricante de canetas francês Marcel Bich lançou sua primeira versão sob a licença dos irmãos Bíró. Como precisava dar um nome para seu produto, o empresário adotou o próprio sobrenome com uma pequena diferença e criou a “BIC Cristal”. Além disso, ele resolveu mais algumas falhas que o design ainda apresentava e deu início à produção em massa e de baixo custo.
Para controlar melhor o fluxo, Bich investiu em tecnologia suíça para conseguir uma esfera que permitisse que a tinta corresse livremente. Além disso, ele alterou a viscosidade do produto para evitar vazamentos e ressecamentos. Foi nesse momento também que surgiu o furinho enigmático que fica na lateral de todas as BICs.
Por mais inútil que pareça, esse furo serve para igualar a pressão atmosférica dentro e fora da caneta. Sem ele, não seria possível usar o objeto dentro de um avião ou no topo de um prédio bem alto, por exemplo. A diferença na pressão faria com que a caneta estourasse — e todo mundo sabe a sujeira que isso faz. Por esse motivo, os pilotos britânicos e americanos utilizaram largamente as canetas esferográficas durante a Segunda Guerra Mundial, por ser o único objeto com que se podia escrever com segurança no ar, o que também ajudou a popularizar o produto.
De acordo com o site da BIC, cerca de 90% das canetas produzidas hoje contam com esse recurso para evitar vazamentos. Mas as BICs ainda têm mais um furinho enigmático: em 1991, as canetas também ganharam uma abertura na tampa. Mas, dessa vez, o furo não tem como objetivo melhorar o funcionamento do objeto, e sim aumentar a segurança de seus usuários. As tampas têm um furo na ponta em cumprimento a uma medida de segurança internacional que pretende diminuir o risco de que crianças (e os adultos que costumam mastigar canetas BIC também!) se sufoquem com a peça, já que o furo permite a passagem de ar caso a tampa seja engolida.
 

sábado, 12 de abril de 2014

BIZARRO



         Walnize Carvalho

         Quando ela se anunciava (e final de semana geralmente era   quando a “danada” a pegava de jeito) sai de baixo ... Do Carmo ficava impossível e com um estranho desejo.
         Era a vontade de sentir Tristeza. E tinha que ter tristeza para justificar a tristeza.
         Arranjava um grande motivo para deixá-la chegar ... e ficar.
         E assim, lenço na cabeça, avental, pano de chão, balde e vassoura se dava a faxinar a casa. Para ela uma sensação ambígua de humilhação e glória. Suor pela face, joelhos no chão, limpava canto por canto. Verdadeiro auto flagelo.
         Olhava as unhas pintadas na sexta-feira já totalmente destruídas. A escova progressiva já dava sinais de ter que ser refeita (gastara um bom dinheiro).
         Respiração ofegante, coração exultante.
         Como estava só em casa aproveitava para ouvir os velhos sucessos musicais do tipo “Ninguém me ama; ninguém me quer”. Cantarolava ... E bem lá no fundo de seu ouvido o refrão da “Escrava Isaura” fazia ressonância: “lerê, lerê, lerêlerêlerêlerêêê”...
         Afinal, movida de tamanha felicidade de ter conseguido o seu intento – sentir Tristeza - jogava-se na poltrona (após banho tomado), fechava as cortinas da sala e começava a chorar, gargalhar, soluçar.

Vencida pelo cansaço, dormia abraçada à “visita” como um anjo sem culpa.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Regina Casé: “Nas férias, fico no hotel mais caro de Paris”



Claudio Augusto/Photo Rio News
A apresentadora Regina Casé reclamou, em entrevista, sobre as cobranças que fazem nas redes sociais por ela morar no Leblon e “adorar” as favelas. Segue trecho da reportagem:
E de acordo com a apresentadora, as cobranças em relação ao status social ultrapassam o programa e atingem sua vida pessoal. “Acho engraçado quando dizem: ‘ah, ela diz que gosta de pobre, mas mora no Leblon. Nasci em Copacabana, eles queriam que eu vendesse tudo para ir morar na favela?“, indagou ela. “Gente, posto todas as fotos das minhas férias, fico no hotel mais caro de Paris. Tenho amigos ricos, tenho amigos pobres. Liberdade é gostar de uma pessoa independente da cor da pele dela, da classe social, se ela tem grana ou não tem grana. As pessoas têm a mania de achar que porque uma pessoa é rica não pode frequentar a favela. Adoro que parece uma mentira, mas está na cara. Posto foto dos melhores lugares do mundo”, desabafou.
Acho que Regina Casé não compreendeu exatamente o teor das críticas. Como autor deEsquerda Caviar, sinto-me no dever de tentar explicar (e já ofereço um exemplar à apresentadora, se ela assim desejar).
Regina Casé é rica, ganha muito dinheiro com a TV Globo (demonizada pela esquerda). Tem total direito a ele, é uma remuneração legítima por seu trabalho, pela audiência que gera. Assim funciona o capitalismo, o lucro, o mercado. Pode-se, claro, condenar o gosto dos consumidores, mas as trocas são voluntárias, ninguém obriga ninguém a assistir programa algum. Sua riqueza é, nesse sentido, merecida, e ela faz com o próprio dinheiro o que bem quiser, o que lhe der na telha, pois ninguém tem nada com isso.
Mas aqui já temos o primeiro problema. Quando empresários, capitalistas, especuladores, banqueiros e tantos outros ricaços que ganham fortunas igualmente legítimas torram em objetos de luxo por aí, compram carrões, mansões e iates, a turma da esquerda socialista costuma descer o sarrafo neles: “gananciosos, insensíveis, elitistas”. Os ricos, na narrativa de esquerda, são culpados pela pobreza dos pobres, já que assumem que riqueza é um bolo estático, que economia é um jogo de soma zero (maldito Marx).
Ou seja, quando o rico capitalista não veste uma máscara de socialista ou, ao menos, da esquerda caviar, engajado na luta pela “justiça social” condenando a própria ganância e o capitalismo em si, ele é execrado por essa legião de adoradores de tiranias de esquerda, ou é alvo de duros ataques daqueles que monopolizam as virtudes. O rico só pode gozar da riqueza em paz se tiver uma retórica esquerdista.
O segundo grande problema na fala da apresentadora é que ela confunde alhos com bugalhos. Quem foi que disse que o rico não pode gostar de pobre? Absurdo. Aliás, tal acusação costuma, uma vez mais, partir justamente da própria esquerda, que gosta de repetir que os ricos, quando não adotam o discurso esquerdista, são preconceituosos e não ligam para os mais pobres. Balela.
Então, qual é o problema? Ora, não está no fato de Regina Casé gostar ou não de pobres ou mesmo de dar um pulo nas favelas uma vez na vida e outra na morte (e logo retornar para seu luxo no Leblon, pois ninguém é de ferro), mas sim na glamourização que faz da miséria alheia. Seu programa, que confesso não ter estômago para assistir (o que já fiz por ossos do ofício), costuma enaltecer a vida da periferia, dos guetos, das favelas. A impressão que passa é que viver nesses locais deve ser o máximo!
É aí que mora o problema, Regina: “adorar” as favelas, do conforto do Leblon, é fácil. “Amar” Cuba, do conforto de Paris (como faz Chico Buarque), é moleza. “Elogiar” a periferia, mas fugir para Angra dos Reis nos fins de semana, qualquer um faria. O problema, em suma, poderia ser chamado de hipocrisia. Joãozinho Trinta resumiu bem a coisa: quem gosta de pobreza é intelectual, pois pobre gosta mesmo é de luxo.
Chega a ser ofensivo para com os mais pobres, que precisam viver em favelas por falta de melhor oportunidade, alguém que vive no conforto do Leblon, o metro quadrado mais caro do país, ficar vendendo o peixe (e caro) de que morar nesses locais é uma maravilha. Não é. Falta segurança, saneamento básico, urbanização, muita coisa que o morador do Leblon não suportaria ficar sem por um minuto sequer – e com razão.
Quem realmente gosta dos pobres deveria, antes de mais nada, lutar para acabar com ou reduzir a pobreza. E isso se faz com um choque de capitalismo liberal, justamente aquilo que a esquerda mais abomina. Agora, ganhar dinheiro vendendo a ideia de que viver na pobreza é uma delícia, isso não me parece um ato muito generoso para com os mais pobres…
Rodrigo Constantino - VEJA

Propaganda no álbum causa confusão


Da coluna Gente Boa, de "O Globo":

"




Lançado no último domingo, o álbum da Copa do Mundo traz nove figurinhas que são anúncios de patrocinadores. Elas vêm nos pacotinhos, de R$ 1, misturadas aos cromos “de verdade” — aqueles com as fotos dos jogadores e das seleções. “Isso é propaganda enganosa”, afirma Caroline Campos, advogada especializada em Direito do Consumidor. “A pessoa paga R$ 1 por cinco figurinhas, e não por quatro e mais um anúncio autocolante.”

Caroline explica que a publicidade exposta no álbum tem que ser paga pelo anunciante ou patrocinador, e não pelo consumidor. “Ele é induzido ao erro”, diz. Segundo ela, a Panini, fabricante do álbum, pode ser multada pelo Procon, baseada no artigo 37 do Código de Defesa do Consumidor. “E quem quiser pode mover uma ação pedindo reparação”. A Panini trocará figurinhas-anúncio por figurinhas de jogadores de quem se sentir lesado.
(Imagem de reprodução)

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Na "Piauí" 90


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Mal traçadas

Canadá planeja extinguir os carteiros
por CLAUDIA ANTUNES
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Antigamente, os correios traziam cartões-postais, cartas de amor, convites de casamento, envelopes lacrados com segredos de Estado, convocações urgentes, telegramas dando conta de nascimentos e mortes, além de contas a pagar. Hoje, os correios trazem folhetos de propaganda, mercadorias compradas pela internet, cartões de crédito para substituir os que foram perdidos ou clonados, além de contas a pagar (mesmo as já incluídas no débito automático).
No mundo inteiro, os serviços de correio tentam se adaptar à disseminação do e-mail, do Facebook, do SMS e do Skype, que golpearam quase até a morte os hábitos tradicionais de correspondência, mas em nenhum lugar se chegou tão longe quanto no Canadá. Em dezembro, o Canada Post anunciou nada menos que a extinção do carteiro tal como o conhecemos. A meta é acabar com o andarilho uniformizado que, faça chuva ou faça sol, distribui envelopes de porta em porta e às vezes até conhece os rostos por trás dos nomes dos destinatários. Os adultos de amanhã se lembrarão dele tanto quanto os de hoje se recordam dos leiteiros, profetizou o blog de assuntos metropolitanos do jornal Toronto Star, conformado à marcha inelutável da modernidade tecnológica.
Dentro de cinco anos não haverá mais entregas em domicílio no país, segundo informou a empresa da Coroa – o Canadá, integrante da Comunidade Britânica e conservadoríssimo nesse quesito, assim se refere a suas estatais. Os “agentes de entrega” circularão apenas de carro, deixando a correspondência em “supercaixas de correio” a serem instaladas nos bairros. Nelas, cada família terá o próprio armário, trancado a chave e com espaço para envelopes e pacotes. A empresa promete criar mais postos para a coleta de encomendas que não couberem no escaninho individual.
Com a reforma, o Canada Post, às voltas com prejuízos consecutivos e a insolvência de seu fundo de pensão, pretende cortar 8 mil dos seus 68 mil empregados. O presidente da empresa, Deepak Chopra (não confundir com o guru da autoajuda, seu homônimo), afirmou que concentrará investimentos na entrega de encomendas, única atividade do setor que cresce aceleradamente. “Se a correspondência está mudando em forma e tamanho, vocês não acham que a caixa de correio deve mudar também?”, perguntou, argumentando que os pacotes estarão mais seguros do que hoje, deixados nas portas das casas ou no saguão dos edifícios quando o destinatário não pode recebê-los. Indagado sobre os idosos que precisarão se expor ao frio para recolher o correio, Chopra lançou mão da insuspeitada ironia canadense: “Os mais velhos vivem dizendo: ‘Eu quero ser saudável, eu quero ter uma vida ativa.’”

Onúmero de cartas postadas vem caindo globalmente entre 4% e 5% ao ano. A queda foi mais brusca entre 2008 e 2009, no auge da crise financeira, quando muitas empresas cortaram despesas com mala direta (o nome eufemístico do spam impresso). O fenômeno acentua mudanças no modelo de negócios dos correios. Tradicionalmente, o serviço se estabeleceu como monopólio estatal (e que empresa privada entregaria cartas em Nunavut, quase no Polo Norte?); era considerado questão de segurança nacional, além de fonte segura de arrecadação. Gradualmente, a remessa de pacotes foi aberta à concorrência. Países como Alemanha, Holanda e Reino Unido privatizaram os correios no todo ou em parte – o governo britânico entregou os envelopes à iniciativa privada, mas manteve a joia da coroa postal: os serviços bancários.
O venerável United States Postal Service também está deficitário há tempos. Na pátria da livre-iniciativa, entretanto, uma campanha pela privatização do USPS enfrenta enorme resistência. A estatal é o terceiro maior empregador dos Estados Unidos, com mais de 500 mil funcionários, 20% deles veteranos de guerra. Um quadro de empregados quatro vezes maior do que o da nossa Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, com cerca de 126 mil contratados, metade deles carteiros, cujo patrono, Paulo Bregaro, remonta ao Grito do Ipiranga. Conta-se que o conselheiro José Bonifácio ordenou a Bregaro que arrebentasse quantos cavalos fossem necessários para entregar a dom Pedro I a carta em que as Cortes portuguesas exigiam sua volta a Lisboa. Diante do ultimato, o imperador declarou a Independência.
No Brasil ainda existe certa estabilidade no número anual de cartas – incluindo, decerto, a correspondência comercial e bancária –, mas 46% do faturamento dos Correios já vêm de atividades em que não existe monopólio estatal. Elas incluem a entrega de encomendas do comércio eletrônico, que crescem cerca de 30% ao ano. Sem a pretensão de concorrer com a internet, a empresa tenta compor com ela. Está criando uma série de “serviços postais eletrônicos” – que, a despeito do nome, continuam apostando na credibilidade da palavra impressa. Eles incluem desde o telegrama que é postado digitalmente, mas impresso no lugar de destino, a convênios com tribunais de Justiça para impressão, envelopamento e entrega de intimações enviadas por e-mail.

No Canadá, nem todos reagiram ao anúncio dos correios com a resignação do blog do Toronto Star. Além da rejeição óbvia dos funcionários da empresa, que estão com a cabeça a prêmio, a oposição diz que as medidas vão prejudicar seu eleitorado, mais urbano, uma vez que os seguidores do Partido Conservador do premiê Stephen Harper tendem a morar em áreas rurais ou subúrbios de classe média em que as caixas de correio já ficam fora das casas (cerca de metade dos domicílios canadenses, que recebem a correspondência na porta ou na portaria de edifícios, será afetada pela mudança).
A imprensa local aponta outros obstáculos à implantação do plano, como a falta de espaço nas cidades para instalar as tais supercaixas, e o roubo e a vandalização daquelas que já existem em lugares públicos. Também houve chiadeira porque a divulgação do corte no serviço veio acompanhada de um aumento de 35% no preço dos selos. Segundo uma pesquisa da empresa de opinião pública Angus Reid, 58% dos canadenses se opõem à extinção da entrega domiciliar.
E que a verdade seja dita. Como em meados do século passado, quando a voz de Isaurinha Garcia tremulava de expectativa pelas “verdades tristonhas” e “mentiras risonhas” que uma carta poderia trazer, ainda há quem se emocione com a mera possibilidade de receber em mãos uma palavra manuscrita. Um jornalista do diário canadense The Globe and Mail admitiu que nunca viu seu carteiro, mas enxergou na iminente extinção do entregador andarilho a antecipação do fim da era de Gutenberg. “Sou apegado ao registro no papel”, confessou. Não é possível descartar, então, que o anúncio de Chopra acabe devolvido ao remetente. 

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Eu Corro - por Drauzio Varella

Eu Corro - por Drauzio Varella, 68 anos, médico oncologista

Quando eu estava prestes a completar 50 anos, um amigo me disse que naquela idade começava a decadência. Então resolvi fazer alguma coisa legal para comemorar a data e tive a ideia de fazer uma maratona. Já comecei a correr pensando nos 42 km.

Se as pessoas fizessem mais exercício, ficar parado seria menos penoso para o corpo. Quando você é sedentário, você se levanta e logo tem que se sentar de novo — e aquilo não te descansa. Quando você corre bastante e senta, é uma sensação muito boa.

Para mim, a corrida é um antidepressivo maravilhoso. Sou muito agitado, faço muitas coisas e a corrida também me ajuda a relaxar. É o momento em que fico em contato comigo mesmo, vejo minhas limitações, e isso me deixa mais com o pé no chão. Por isso não corro ouvindo música e prefiro treinar sozinho.

Quem faz atividade física tem um envelhecimento muito mais saudável. Tenho quase 70 e não tomo nenhum remédio, peso 3 kg a mais do que na época da faculdade. As pessoas dizem: “Você é magro, hein? Que sorte!” Não é sorte, tenho que suar a camisa todos os dias.

Eu corro porque estou convencido de que o exercício físico é contra a natureza humana. Precisamos combater essa inércia. Nenhum animal desperdiça energia, ele gasta sua força para ir atrás de comida e de sexo ou para fugir de um predador. Com essas três necessidades satisfeitas, ele deita e fica quieto. Vá a um zoológico para ver se você encontra uma onça correndo à toa. Ou um gorila se exercitando na barra. Por isso é tão difícil para a maioria das pessoas fazer atividades físicas.

Um exemplo disso são meus pacientes. A grande maioria são mulheres com câncer de mama. Muitas passam por quimioterapia, perdem o cabelo, têm enjoos, fazem cirurgia para retirar parte do seio. E enfrentam esse processo com tanta coragem que fico até emocionado. Depois disso tudo, falo para elas que, se caminharem 40 minutos por dia, cortam pela metade a chance de morrer de câncer de mama. Esse índice é maior do que o da quimio, mas menos de 1% das minhas pacientes começam a fazer exercício. Vai contra a natureza humana.

Muita gente fala que não tem tempo de fazer exercícios. Dizem que acordam muito cedo para levar os filhos à escola, que trabalham demais, que têm que cuidar da casa. Antes eu até ficava com compaixão, mas hoje eu digo: isso é problema seu. Ninguém vai resolver esse problema para você.

Você acha que eu tenho vontade de levantar cedo para correr? Não tenho, mas encaro como um trabalho. Se seu chefe disser que a empresa vai começar um projeto novo e precisa que você esteja lá às 5h30, você vai estar lá. Você vai se virar, mudar sua rotina e dar um jeito. Por que com exercício não pode ser assim?

Nós temos a tendência de jogar a responsabilidade sobre a nossa saúde nos outros. Em Deus, na cidade, na poluição, no trânsito, no estresse. Cada um de nós tem que se responsabilizar pelo próprio bem-estar e encontrar tempo para cuidar do corpo. É uma questão de prioridades.

Se você não consegue fazer exercício de jeito nenhum, pelo menos tem que ter consciência de que está vivendo errado, que não está levando em consideração a coisa mais importante que você tem, que é o seu corpo.

3D de verdade

Cena de 'Noé' - Divulgação/Paramount
O cúmulo da ironia? Um cinema de Exeter (Inglaterra) teve que cancelar a primeira exibição do filme "Noé", estrelado por Russell Crowe, depois que uma sala ficou inundada.

A inundação não foi provocada por um dilúvio, mas por uma pane no sistema hidráulico do cinema, de acordo com o "Exeter Express & Echo".
A administração do cinema disse que o problema se iniciou em uma máquina de gelo.

Do site Page Found Not.

Conselho do Mestre



A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar
do tempo. Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista essa frase, e
ela sempre me soou estranha. Chegou a hora de reprimir de vez o
impulso natural materno de querer colocar a cria embaixo da asa,
protegida de todos os erros, tristezas e perigos. Uma batalha
hercúlea, confesso. Quando começo a esmorecer na luta para
controlar a super-mãe que todas temos dentro de nós, lembro logo da
frase, hoje absolutamente clara.
Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária.
Antes que alguma mãe apressada me acuse de desamor, explico o que
significa isso.
Ser “desnecessária” é não deixar que o amor incondicional de
mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos,
como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos,
confiantes e independentes. Prontos para traçar seu rumo, fazer suas
escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros
também. A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão
umbilical. A cada nova fase, uma nova perda é um novo ganho, para os
dois lados, mãe e filho.
Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse
vínculo não pára de se transformar ao longo da vida. Até o dia em
que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e
recomeçam o ciclo. O que eles precisam é ter certeza de que estamos
lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no
fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o
conforto nas horas difíceis.
Pai e mãe - solidários - criam filhos para serem livres. Esse é o
maior desafio e a principal missão.
Ao aprendermos a ser “desnecessários”, nos transformamos em porto
seguro para quando eles decidirem atracar.
"Dê a quem você Ama :
- Asas para voar...
- Raízes para voltar...
- Motivos para ficar... " - Dalai Lama"

terça-feira, 8 de abril de 2014

Valesca Popozuda se diz honrada com citação em prova de filosofia

Questão usa trecho da letra de “Beijinho no ombro” e classifica funkeira como “grande pensadora”:

Alunos fotografaram a prova e postaram nas redes sociais; em tom de brincadeira, internautas se desafiavam a dizer qual a resposta certa Foto: Reprodução
Alunos fotografaram a prova e postaram nas redes sociais; em tom de brincadeira, internautas se desafiavam a dizer qual a resposta certa Reprodução
RIO - Uma prova de filosofia da Escola de Ensino Médio 3, no Distrito Federal, está movimentando as redes sociais graças a uma questão que chama Valesca Popozuda de "grande pensadora contemporânea". Enquanto os fãs da artista estão exultantes, muitos internautas acharam descabido. Em sua página no Facebook, a própria funkeira se diz honrada e argumenta: "Se fosse MPB ou música americana, será que daria a mesma polêmica?"
O exame foi elaborado pelo professor Antonio Kubitschek. A questão que gerou discussão cita a letra da música “Beijinho no Ombro”. O enunciado dizia: “Segundo a grande pensadora contemporânea Valesca Popozuda, se bater de frente:", e aí vinham as opções: "a) É só tiro, porrada e bomba b) É só beijinho no ombro c) É recalque e, por fim, d) É vida longa"
Alunos fotografaram a prova e postaram no Facebook, detonando a polêmica. Na Secretaria Estadual de Educação do Distrito Federal, o caso é tratado com solenidade e nítido cuidado. A assessoria de imprensa da Secretaria informou ao Globo que cabe ao professor se justificar e se posicionar sobre a decisão de aplicar a questão. A pasta só irá se posicionar depois que ele fizer uma declaração oficial.
Na sua página oficial no Facebook, a funkeira fez um verdadeiro “tratado” na manhã desta terça-feira. Entre os trechos da postagem, Valeska escreveu: “O que criou essa confusão é esse tal de ‘pensadora’ que ele colocou. Mas todo mundo quer saber o que eu acho e vou dar minha opinião: (...) EU ACHO UMA BOBAGEM ISSO TUDO, talvez se ele tivesse colocado um trecho de qualquer música de MPB ou até mesmo de qualquer outro gênero musical (...) talvez não tivesse gerado tal problema (...) E se fosse MPB ou música americana que tanto é valorizada por nós? Será que daria a mesma polêmica?”.
No post, Valesca chega a suscitar a possibilidade de o professor ter sido irônico, e disse não ver problema nisso. E ainda emendou: “Eu fiquei foi bem honrada me senti duas vezes homenageada tanto pela pergunta quanto com o título de pensadora (Mas isso eu vou ter que recusar porque é um titulo muito forte e eu ainda não me sinto pronta pra isso hahaha)”



segunda-feira, 7 de abril de 2014

Divulgando...

CONVOCAÇÃO DO FÓRUM PERMANENTE ENTIDADES CIVIS E ORGANIZADAS
 
Tendo em vista a declaração do Governador de São Paulo, Geraldo Alckmim sobre a captação de águas do Rio Paraíba do Sul, convocamos o Fórum permanente das Entidades Civis e Organizadas para se reunir na próxima quarta-feira (09/04/14), às 19hs, no Auditório da Associação Comercial de Campos, situado na Praça do Santíssimo Salvador, 41, 16º Andar, Ed. Acic para deliberarmos sobre o assunto em voga.
 
PAUTA DO FÓRUM
“Proposta de transposição de águas da bacia do Rio Paraíba do Sul pelo Governo de São Paulo”
 
OBJETIVO
- Discutir a proposta em voga;
- Deliberar sobre as propostas das entidades participantes; e
- Deliberar sobre ações a serem desenvolvidas.
 

Moisés Batista
Assessoria Comunicação ACIC
22- 99823.5921 - 99826.6374

DIA MUNDIAL DA SAÚDE



Hoje,(7 de abril) é  o  Dia Mundial da Saúde.
Sabe-se que ele   é celebrado “todos os anos pelos 191 países membros da Organização Mundial de Saúde (OMS).
 A data foi criada em 7 de abril de 1948, pela OMS, fundamentada no direito do cidadão à saúde e na obrigação do Estado em promovê-la, com a ressalva de que ela começa com saneamento básico, educação, higiene, segurança alimentar e políticas de prevenção”...

SESC


sábado, 5 de abril de 2014

A gente se habitua

        Walnize Carvalho

  


 A gente se habitua com a ausência da  família reunida; do abraço apertado,do aperto de mão...
           A gente se habitua com a falta de gentilezas, de afagos e sorrisos...
           A gente se habitua a esperar horas por um telefonema ou - quem sabe- uma mensagem:- Como passou seu dia?... 
           A gente se habitua a dar “um bom dia” para as pessoas em seu caminho sem receber, muitas vezes, a saudação de volta...
          A gente se habitua a não ser notado nas filas, nos meios de transportes, nas calçadas...
           A gente se habitua ao tempo de espera; à falta de tempo, de buscar no tempo o tempo sem tempo de voltar...
          A gente se habitua a assistir e conviver com :  corrupção, destruição, poluição, mar de lamas sem nem  mesmo olhar o mar,  espiar o luar ou  buscar alguém para falar...
         A gente se habitua a mensagens virtuais, a redes sociais, esquecendo o perfume das cartas, a melodia das vozes, o calor dos abraços...
         E depois de tanto costume adquirido - talvez- para não se perder, para não se ferir, para não se machucar, a gente se habitua a poupar a vida que - paulatinamente -   se desgasta, e se esvai em silêncios.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Vá ter sorte assim...


Do G1, em São Paulo

Um casal da Virgínia, nos Estados Unidos, ganhou três vezes na loteria em um mês, segundo o "Virginia Lottery", responsável pela apuração.
Calvin e Zatera Spencer, que moram na cidade de Portsmouth, venceram a primeira vez a loteria em 12 de março, quando receberam o prêmio de US$ 1 milhão no sorteio do Poweballl.
Duas semanas depois, eles ganharam mais US$ 50 mil em outra loteria, um jogo chamado "Pick 4". Na ocasião, Calvin Spencer tinha comprado 10 boletos com os números vencedores 6-6-6, concedendo a ele US$ 5 mil em cada um.
Apenas uma semana depois, o casal ganhou mais US$ 1 milhão em uma outra loteria, que é anual. O ticket foi comprado em uma loja de fast food.
"Amor, nos ganhamos de novo!", disse Zatera para a esposa.
O casal afirma que continuará a fazer apostas, segundo o site da empresa de loterias.