quinta-feira, 24 de abril de 2014

VACINAÇÃO

DO:Ururau

Campos abre Campanha de Vacinação contra a Gripe nesta quinta

A Campanha de Vacinação contra a Gripe começa oficialmente 

nesta quinta-feira (24/04), no Estado do Rio.

Em Campos, a meta é imunizar, aproximadamente, 111 mil pessoas.

 Para isso, a Secretaria Municipal de Saúde criou uma estratégia diferenciada,

 que inclui vacinação dos acamados. A mobilização prossegue até o dia 9 de maio.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Como diz o Ancelmo: Aliás e a propósito

Nasa vai criar mosaico de 'selfies' para celebrar Dia da Terra, nesta terça



Da EFE

Para celebrar o Dia da Terra, lembrado nesta terça-feira (22),
 a agência espacial americana (Nasa) reunirá uma série de "selfies"
postadas em redes sociais com a hashtag #GlobalSelfie
 para dar forma a um inédito mosaico mundial.
 A agência pede que a foto seja feita segurando uma placa
 que vai indicar o local onde a foto foi tirada.
No comunicado, a Nasa lembra que,
 apesar de seus cientistas terem identificado
milhares de novos planetas no universo no últimos anos,
não há nenhum outro planeta que é
 estudado mais de perto do que a Terra.
"Com 17 missões de observação da Terra
orbitando nosso planeta e várias mais que serão
 lançadas neste ano, a Nasa estuda a
 atmosfera terrestre, a terra e os oceanos
 em toda sua complexidade", destacou um comunicado.
Por isso, pensando em celebrar o Dia da Terra,
 vai montar uma coleção de autorretratos,
 os chamados "selfies",
 para criar um mosaico único das pessoas
 que habitam nosso planeta.

E no dia da terra...

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Você viu?



Chapeleiro espalha mais de 11 mil criações pelo Brasil

Fantástico/tv Globo

Em uma ano de peregrinação, o 'Chapeleiro Sem CEP', como ele chama a si próprio, percorreu 19 mil quilômetros, passando por 17 estados brasileiros.

Quem disse que chapéu saiu de moda? Isso nunca vai acontecer. Se depender de um chapeleiro que já cruzou o Brasil e espalhou mais de 11 mil criações por aí.
Se não estiver usando chapéu, é certeza: Durval estará fabricando um. “Eu vivo de chapéu, eu respiro chapéu 24 horas”, conta o rapaz.
Em 10 anos, o chapeleiro Durval Sampaio fabricou 11 mil chapéus personalizados. Ele afirma que muitas das suas criações estão espalhadas pelo mundo. E já que os chapéus viajam o chapeleiro achou de fazer o mesmo. Durval juntou as economias e deixou São Paulo em um furgão 1952 carregado de chapéus.
Em uma ano de peregrinação, o ‘Chapeleiro Sem CEP’, como ele chama a si próprio, percorreu 19 mil quilômetros, passando por 17 estados brasileiros e fazendo da lataria do automóvel um inusitado diário de bordo.

sábado, 19 de abril de 2014

Renovação



                                                          
Walnize Carvalho

                  É tempo de reflexão.
                 Nos dias atuais, em que  o imediatismo nos move a seguir em frente sem nos dar, na maioria das vezes, oportunidade de recolhimento para meditação, há de se buscar alternativas para esse momento.
                 De repente, movida dessa necessidade você dá uma parada, procura um lugar em que consiga promover este encontro consigo mesma e se entrega a divagações.
                 E foi assim, que dia desses esqueci o presente e de mãos dadas com a saudade, embarquei no trem do passado.
               Desembarquei em cenário distante (no distrito de Santo Amaro) onde uma doce senhora - minha avó Mocinha - passa com placidez, lições de sabedoria sobre a Quaresma.
             Estas lições são recolhidas e lidas de um dos seus livros de cabeceira, onde ao lado estão seu terço, o véu negro  e uma imagem de santo coberta de pano roxo.
            Meus ouvidos atentos de criança curiosa, captam o desenrolar da narrativa.
        Terminada a leitura, a avó me convida para irmos a ladainha na Igreja local.
         Dá para se observar que durante a Quaresma, tudo muda na igreja, tudo é incomum: as missas, as orações, os cânticos, as melodias  e todo o ambiente.O ambiente festivo e a solenidade são substituídos pelo arrependimento e pela purificação da consciência. Os padres se vestem em vestimentas escuras; a porta principal se abre com menos freqüência; a iluminação é mais fraca; o sino toca menos; há poucos cânticos e mais leitura de salmos e de outras orações que predispõem à penitência; as pessoas se ajoelham com mais frequência.
        De volta para casa, na minha inocência de criança, pergunto à avó o porque desses rituais.e ela ,suavemente,  me transmite mais lições de sabedoria.
         Doces e fortes lembranças, que me impulsionam a refletir, que os tempos mudaram, mas se faz necessária uma reciclagem diária de hábitos, valores e conceitos.
        E que esta renovação não só se prenda a um período específico do ano, mas que, ao mesmo tempo, sirva de alerta, de que é  preciso zerar o nosso cronômetro e começar tudo outra vez.   



quinta-feira, 17 de abril de 2014

SESI


Bancos fechados de 18 a 21

Os bancos não vão abrir nos próximos dias 18 e 21, devido aos feriados nacionais de Sexta-feira da Paixão e Tiradentes, informou hoje (16) a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

A Febraban orienta a população a utilizar os canais alternativos de atendimento para fazer as operações bancárias, como caixas eletrônicos, Internet Banking, Mobile Banking, banco por telefone e correspondentes (casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais credenciados).

As contas com vencimento marcado para os feriados, como as de consumo (água, luz, telefone e TV a cabo, por exemplo) e os carnês, poderão ser pagas no próximo dia útil subsequente (22), sem incidência de multa. Os tributos, normalmente, já estão com data ajustada pelo calendário de feriados (federais, estaduais e municipais).

Os clientes também podem agendar nos bancos o pagamento das contas de consumo ou pagá-las (as que têm código de barras) nos próprios caixas automáticos, ou em correspondentes. Já os boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos poderão ser agendados ou pagos por meio do Débito Direto Autorizado (DDA).

quarta-feira, 16 de abril de 2014

ACERVO DO MONITOR VAI FICAR NA CÂMARA MUNICIPAL

ACERVO DO MONITOR VAI FICAR NA CÂMARA MUNICIPAL
Do Ururau

De volta para casa: acervo do Monitor Campista já está em Campos
São quase duzentos anos de história contados em 273 edições do jornal
Gerson Gonçalo
São quase duzentos anos de história contados em 273 edições do jornal
“Se a felicidade absoluta não foi possível, já que seria o não fechamento da empresa Monitor Campista, pelo menos um alento de ter o rico acervo de volta”. A frase foi dita pelo fotógrafo Wellington Cordeiro que, ao lado do presidente da Câmara Municipal de Campos, Edson Batista, e o diretor de Multimídia da Casa de Leis, Wilson Heindenfelder, acompanhou a chegada do acervo do terceiro jornal mais antigo do país, Monitor Campista, em sua volta para casa, fato este ocorrido na tarde desta terça-feira (15/04).
Mais: http://ricandrevasconcelos.blogspot.com.br/2014/04/acervo-do-monitor-vai-ficar-na-camara.html

Constatação





Recebi e repasso:

Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia,
redação, datilografia...
Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica,
Práticas Agrícolas,
Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional,
hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas...

Leiam o relato de uma Professora
de Matemática:

Semana passada, comprei um produto
que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80
centavos,
para evitar receber ainda mais moedas.
A balconista pegou o
dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o
que fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas
ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la.
Ficou com lágrimas nos
olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem
entender.
Por que estou contando isso?
Porque me dei
conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:


1. Ensino de matemática em
1950:
Um lenhador vende um carro de lenha
por R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda.
Qual é
o lucro?

2. Ensino de matemática em
1970:
Um lenhador vende um carro de lenha
por R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$
80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de
matemática em 1980:
Um lenhador vende um
carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Qual é o
lucro?

4. Ensino de matemática em
1990:
Um lenhador vende um carro de lenha
por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Escolha a resposta certa,
que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$
100,00

5. Ensino de matemática em
2000:
Um lenhador vende um carro de lenha
por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
O lucro é de R$
20,00.
Está certo?
( )SIM ( ) NÃO


6. Ensino de matemática em 2009:

Um lenhador vende um carro de lenha por
R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.

( )R$ 20,00 ( R$ 40,00 ( R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00


7. Em 2010 ...:

Um
lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$
80,00.
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
(Se você é afro
descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa
responder pois é proibido reprová-los).
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$
60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00


E se um moleque resolver pichar a sala
de aula e a professora fizer com que ele pinte a sala novamente,
os pais
ficam enfurecidos pois a professora provocou traumas na criança.
Também
jamais levante a voz com um aluno, pois isso representa voltar ao passado
repressor (Ou pior: O aprendiz de meliante pode estar
armado)


terça-feira, 15 de abril de 2014

Fotos proibidas para quem tem TOC

Se você tem mania de se preocupar excessivamente com sujeira, 
lavar as mãos a todo o momento,
 evitar o  uso de banheiros públicos, ou sofre
 de Transtorno Obsessivo-Compulsivo(TOC) jamais veja estas fotos:

Do:http://curiosidadeterra.blogspot.com.br/





"Tô contigo" federal?



É o ti-ti-ti que corre a partir de ontem à noite: O vereador Alexandre "Tô contigo" Tadeu (PRB), deve ser candidato a deputado federal, batendo de frente com Clarissa Garotinho aqui na região.
Será?

Sheherazade: bico fechado não entra mosca




O SBT anunciou ontem que a jornalista Rachel Sheherazade não poderá mais emitir opiniões próprias no SBT Brasil. A partir de agora, os comentários em forma de editorial nos telejornais serão de responsabilidade do canal.
A medida visa encerrar uma série de polêmicas e é interpretada por muitos como uma forma do canal não correr riscos de perder verbas publicitárias do governo federal, um dos alvos prediletos da jornalista. Entretanto,o maior problema enfrentado por ela, ocorreu quando comentou no dia 5 de fevereiro deste ano, a prisão de um adolescente acusado de praticar roubos e furtos no Rio de Janeiro (RJ). O rapaz foi espancado e depois preso pelo pescoço, sem roupa, a um poste.
Para Rachel, “no país que ostenta incríveis 26 assassinatos a cada 100 mil habitantes, que arquiva mais de 80% de inquéritos de homicídio e sofre de violência endêmica, a atitude dos vingadores é até compreensível”.
Entidades de imprensa e parlamentares criticaram o posicionamento da jornalista, tachado como incitamento à violência. Em razão disso, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) encaminhou um representação à Procuradoria Geral da República contra o SBT e a jornalista.
Particularmente, discordo frontalmente da maioria das opiniões da Sra. Sheherazade, mas lamento qualquer forma de censura. A apresentadora seguirá ganhando seus 90 000 reais mensais.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Lua vermelha poderá ser vista em todo o País durante eclipse nesta madrugada

Na madrugada desta segunda (14) para a terça-feira (15), a Lua cheia terá um atrativo especial: um eclipse total deixará a Lua vermelha por 78 minutos. O fenômeno é chamado de Lua Vermelha ou Lua Sangrenta.
AP
Lua terá coloração vermelha dura eclipse lunar nesta noite

O eclipse lunar total é um fenômeno que acontece quando a Terra , a Lua e o Sol estão em perfeito alinhamento, cobrindo a Lua na sombra da Terra. No dia 15 de abril, quando a Lua entrar na sombra completa da Terra, o planeta vai espalhar a luz vermelha do Sol, que resultará na cor vermelha da Lua. Segundo Jair Barroso, a constituição da atmosfera da terra, como partículas vulcânicas podem dar um cor ainda mais avermelhada.
De acordo com a Nasa, o evento será visível na América do Sul e do Norte. O fenômeno também poderá ser acompanhado parcialmente por observadores do Pacífico ocidental, e partes da Europa e da África. No Norte da Europa, na África Oriental, no Oriente Médio e na Ásia Central não será possível ver o eclipse.
No Brasil, o eclipse total poderá ser visto das 4h46 às 5h24 (horário de Brasília). Mas, de acordo com o astrônomo, o começo do fenômeno começa por volta das 3h da madrugada, “quando a Lua leva a primeira mordida”, usando o terminologia utilizada por astrônomos para identificar o processo gradual da formação da sombra.
De acordo com Barroso, os estados brasileiros que estão na parte leste País como Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte terão dificuldade de ver todo o fenômeno. Pois, quando o eclipse estiver chegando ao fim, o dia estará clareando nesse lugares.
DO:IG

Música no SESC


Curiosidade

VOCÊ SABE PARA QUE SERVE AQUELE FURINHO NA LATERAL DA CANETA BIC?
Entenda um pouco da história de um dos objetos mais vendidos do mundo e desvende esse pequeno mistério  
Por Fabrízia Ribeiro em 20/02/2014
 As canetas BIC são um sucesso, para dizer o mínimo. Todos os dias, milhares delas são vendidas ao redor do mundo. Não é à toa que é possível encontrar uma dessas canetas onde quer que você vá. Sem contar que sempre temos uma na bolsa, no escritório, na escrivaninha e por aí vai... Mastigadas, quebradas ou até mesmo sem a tampa, sempre tem uma caneta BIC por perto, não é mesmo?!
É divertido pensar que a motivação para criar uma caneta esferográfica veio de László Bíró, um jornalista húngaro que estava cansado de encher canetas tinteiro e ter de esperar que a tinta secasse após a escrita. E a ideia para a invenção veio no dia em que ele viu uma bola rolar sobre uma poça d’água, deixando um rastro de água por onde passava. A partir daí, ele se reuniu com seu irmão György, que era químico, para inventar uma versão comercialmente viável do objeto.
Em 1938, os irmãos Bíró patentearam o design que trazia como diferencial uma pequena bolinha na ponta, que rolava e liberava a tinta do cartucho. Embora tenham existido versões anteriores de canetas esferográficas, boa parte delas não fez sucesso por apresentar vazamentos, ressecamento e problemas na distribuição de tinta. Dois anos depois, os irmãos começaram a licenciar o design para fabricantes dos Estados Unidos e da Inglaterra e em pouco tempo a história das canetas BIC teve início.

O segredo dos furinhos

Em 1950, o fabricante de canetas francês Marcel Bich lançou sua primeira versão sob a licença dos irmãos Bíró. Como precisava dar um nome para seu produto, o empresário adotou o próprio sobrenome com uma pequena diferença e criou a “BIC Cristal”. Além disso, ele resolveu mais algumas falhas que o design ainda apresentava e deu início à produção em massa e de baixo custo.
Para controlar melhor o fluxo, Bich investiu em tecnologia suíça para conseguir uma esfera que permitisse que a tinta corresse livremente. Além disso, ele alterou a viscosidade do produto para evitar vazamentos e ressecamentos. Foi nesse momento também que surgiu o furinho enigmático que fica na lateral de todas as BICs.
Por mais inútil que pareça, esse furo serve para igualar a pressão atmosférica dentro e fora da caneta. Sem ele, não seria possível usar o objeto dentro de um avião ou no topo de um prédio bem alto, por exemplo. A diferença na pressão faria com que a caneta estourasse — e todo mundo sabe a sujeira que isso faz. Por esse motivo, os pilotos britânicos e americanos utilizaram largamente as canetas esferográficas durante a Segunda Guerra Mundial, por ser o único objeto com que se podia escrever com segurança no ar, o que também ajudou a popularizar o produto.
De acordo com o site da BIC, cerca de 90% das canetas produzidas hoje contam com esse recurso para evitar vazamentos. Mas as BICs ainda têm mais um furinho enigmático: em 1991, as canetas também ganharam uma abertura na tampa. Mas, dessa vez, o furo não tem como objetivo melhorar o funcionamento do objeto, e sim aumentar a segurança de seus usuários. As tampas têm um furo na ponta em cumprimento a uma medida de segurança internacional que pretende diminuir o risco de que crianças (e os adultos que costumam mastigar canetas BIC também!) se sufoquem com a peça, já que o furo permite a passagem de ar caso a tampa seja engolida.
 

sábado, 12 de abril de 2014

BIZARRO



         Walnize Carvalho

         Quando ela se anunciava (e final de semana geralmente era   quando a “danada” a pegava de jeito) sai de baixo ... Do Carmo ficava impossível e com um estranho desejo.
         Era a vontade de sentir Tristeza. E tinha que ter tristeza para justificar a tristeza.
         Arranjava um grande motivo para deixá-la chegar ... e ficar.
         E assim, lenço na cabeça, avental, pano de chão, balde e vassoura se dava a faxinar a casa. Para ela uma sensação ambígua de humilhação e glória. Suor pela face, joelhos no chão, limpava canto por canto. Verdadeiro auto flagelo.
         Olhava as unhas pintadas na sexta-feira já totalmente destruídas. A escova progressiva já dava sinais de ter que ser refeita (gastara um bom dinheiro).
         Respiração ofegante, coração exultante.
         Como estava só em casa aproveitava para ouvir os velhos sucessos musicais do tipo “Ninguém me ama; ninguém me quer”. Cantarolava ... E bem lá no fundo de seu ouvido o refrão da “Escrava Isaura” fazia ressonância: “lerê, lerê, lerêlerêlerêlerêêê”...
         Afinal, movida de tamanha felicidade de ter conseguido o seu intento – sentir Tristeza - jogava-se na poltrona (após banho tomado), fechava as cortinas da sala e começava a chorar, gargalhar, soluçar.

Vencida pelo cansaço, dormia abraçada à “visita” como um anjo sem culpa.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Regina Casé: “Nas férias, fico no hotel mais caro de Paris”



Claudio Augusto/Photo Rio News
A apresentadora Regina Casé reclamou, em entrevista, sobre as cobranças que fazem nas redes sociais por ela morar no Leblon e “adorar” as favelas. Segue trecho da reportagem:
E de acordo com a apresentadora, as cobranças em relação ao status social ultrapassam o programa e atingem sua vida pessoal. “Acho engraçado quando dizem: ‘ah, ela diz que gosta de pobre, mas mora no Leblon. Nasci em Copacabana, eles queriam que eu vendesse tudo para ir morar na favela?“, indagou ela. “Gente, posto todas as fotos das minhas férias, fico no hotel mais caro de Paris. Tenho amigos ricos, tenho amigos pobres. Liberdade é gostar de uma pessoa independente da cor da pele dela, da classe social, se ela tem grana ou não tem grana. As pessoas têm a mania de achar que porque uma pessoa é rica não pode frequentar a favela. Adoro que parece uma mentira, mas está na cara. Posto foto dos melhores lugares do mundo”, desabafou.
Acho que Regina Casé não compreendeu exatamente o teor das críticas. Como autor deEsquerda Caviar, sinto-me no dever de tentar explicar (e já ofereço um exemplar à apresentadora, se ela assim desejar).
Regina Casé é rica, ganha muito dinheiro com a TV Globo (demonizada pela esquerda). Tem total direito a ele, é uma remuneração legítima por seu trabalho, pela audiência que gera. Assim funciona o capitalismo, o lucro, o mercado. Pode-se, claro, condenar o gosto dos consumidores, mas as trocas são voluntárias, ninguém obriga ninguém a assistir programa algum. Sua riqueza é, nesse sentido, merecida, e ela faz com o próprio dinheiro o que bem quiser, o que lhe der na telha, pois ninguém tem nada com isso.
Mas aqui já temos o primeiro problema. Quando empresários, capitalistas, especuladores, banqueiros e tantos outros ricaços que ganham fortunas igualmente legítimas torram em objetos de luxo por aí, compram carrões, mansões e iates, a turma da esquerda socialista costuma descer o sarrafo neles: “gananciosos, insensíveis, elitistas”. Os ricos, na narrativa de esquerda, são culpados pela pobreza dos pobres, já que assumem que riqueza é um bolo estático, que economia é um jogo de soma zero (maldito Marx).
Ou seja, quando o rico capitalista não veste uma máscara de socialista ou, ao menos, da esquerda caviar, engajado na luta pela “justiça social” condenando a própria ganância e o capitalismo em si, ele é execrado por essa legião de adoradores de tiranias de esquerda, ou é alvo de duros ataques daqueles que monopolizam as virtudes. O rico só pode gozar da riqueza em paz se tiver uma retórica esquerdista.
O segundo grande problema na fala da apresentadora é que ela confunde alhos com bugalhos. Quem foi que disse que o rico não pode gostar de pobre? Absurdo. Aliás, tal acusação costuma, uma vez mais, partir justamente da própria esquerda, que gosta de repetir que os ricos, quando não adotam o discurso esquerdista, são preconceituosos e não ligam para os mais pobres. Balela.
Então, qual é o problema? Ora, não está no fato de Regina Casé gostar ou não de pobres ou mesmo de dar um pulo nas favelas uma vez na vida e outra na morte (e logo retornar para seu luxo no Leblon, pois ninguém é de ferro), mas sim na glamourização que faz da miséria alheia. Seu programa, que confesso não ter estômago para assistir (o que já fiz por ossos do ofício), costuma enaltecer a vida da periferia, dos guetos, das favelas. A impressão que passa é que viver nesses locais deve ser o máximo!
É aí que mora o problema, Regina: “adorar” as favelas, do conforto do Leblon, é fácil. “Amar” Cuba, do conforto de Paris (como faz Chico Buarque), é moleza. “Elogiar” a periferia, mas fugir para Angra dos Reis nos fins de semana, qualquer um faria. O problema, em suma, poderia ser chamado de hipocrisia. Joãozinho Trinta resumiu bem a coisa: quem gosta de pobreza é intelectual, pois pobre gosta mesmo é de luxo.
Chega a ser ofensivo para com os mais pobres, que precisam viver em favelas por falta de melhor oportunidade, alguém que vive no conforto do Leblon, o metro quadrado mais caro do país, ficar vendendo o peixe (e caro) de que morar nesses locais é uma maravilha. Não é. Falta segurança, saneamento básico, urbanização, muita coisa que o morador do Leblon não suportaria ficar sem por um minuto sequer – e com razão.
Quem realmente gosta dos pobres deveria, antes de mais nada, lutar para acabar com ou reduzir a pobreza. E isso se faz com um choque de capitalismo liberal, justamente aquilo que a esquerda mais abomina. Agora, ganhar dinheiro vendendo a ideia de que viver na pobreza é uma delícia, isso não me parece um ato muito generoso para com os mais pobres…
Rodrigo Constantino - VEJA

Propaganda no álbum causa confusão


Da coluna Gente Boa, de "O Globo":

"




Lançado no último domingo, o álbum da Copa do Mundo traz nove figurinhas que são anúncios de patrocinadores. Elas vêm nos pacotinhos, de R$ 1, misturadas aos cromos “de verdade” — aqueles com as fotos dos jogadores e das seleções. “Isso é propaganda enganosa”, afirma Caroline Campos, advogada especializada em Direito do Consumidor. “A pessoa paga R$ 1 por cinco figurinhas, e não por quatro e mais um anúncio autocolante.”

Caroline explica que a publicidade exposta no álbum tem que ser paga pelo anunciante ou patrocinador, e não pelo consumidor. “Ele é induzido ao erro”, diz. Segundo ela, a Panini, fabricante do álbum, pode ser multada pelo Procon, baseada no artigo 37 do Código de Defesa do Consumidor. “E quem quiser pode mover uma ação pedindo reparação”. A Panini trocará figurinhas-anúncio por figurinhas de jogadores de quem se sentir lesado.
(Imagem de reprodução)

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Na "Piauí" 90


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Mal traçadas

Canadá planeja extinguir os carteiros
por CLAUDIA ANTUNES
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Antigamente, os correios traziam cartões-postais, cartas de amor, convites de casamento, envelopes lacrados com segredos de Estado, convocações urgentes, telegramas dando conta de nascimentos e mortes, além de contas a pagar. Hoje, os correios trazem folhetos de propaganda, mercadorias compradas pela internet, cartões de crédito para substituir os que foram perdidos ou clonados, além de contas a pagar (mesmo as já incluídas no débito automático).
No mundo inteiro, os serviços de correio tentam se adaptar à disseminação do e-mail, do Facebook, do SMS e do Skype, que golpearam quase até a morte os hábitos tradicionais de correspondência, mas em nenhum lugar se chegou tão longe quanto no Canadá. Em dezembro, o Canada Post anunciou nada menos que a extinção do carteiro tal como o conhecemos. A meta é acabar com o andarilho uniformizado que, faça chuva ou faça sol, distribui envelopes de porta em porta e às vezes até conhece os rostos por trás dos nomes dos destinatários. Os adultos de amanhã se lembrarão dele tanto quanto os de hoje se recordam dos leiteiros, profetizou o blog de assuntos metropolitanos do jornal Toronto Star, conformado à marcha inelutável da modernidade tecnológica.
Dentro de cinco anos não haverá mais entregas em domicílio no país, segundo informou a empresa da Coroa – o Canadá, integrante da Comunidade Britânica e conservadoríssimo nesse quesito, assim se refere a suas estatais. Os “agentes de entrega” circularão apenas de carro, deixando a correspondência em “supercaixas de correio” a serem instaladas nos bairros. Nelas, cada família terá o próprio armário, trancado a chave e com espaço para envelopes e pacotes. A empresa promete criar mais postos para a coleta de encomendas que não couberem no escaninho individual.
Com a reforma, o Canada Post, às voltas com prejuízos consecutivos e a insolvência de seu fundo de pensão, pretende cortar 8 mil dos seus 68 mil empregados. O presidente da empresa, Deepak Chopra (não confundir com o guru da autoajuda, seu homônimo), afirmou que concentrará investimentos na entrega de encomendas, única atividade do setor que cresce aceleradamente. “Se a correspondência está mudando em forma e tamanho, vocês não acham que a caixa de correio deve mudar também?”, perguntou, argumentando que os pacotes estarão mais seguros do que hoje, deixados nas portas das casas ou no saguão dos edifícios quando o destinatário não pode recebê-los. Indagado sobre os idosos que precisarão se expor ao frio para recolher o correio, Chopra lançou mão da insuspeitada ironia canadense: “Os mais velhos vivem dizendo: ‘Eu quero ser saudável, eu quero ter uma vida ativa.’”

Onúmero de cartas postadas vem caindo globalmente entre 4% e 5% ao ano. A queda foi mais brusca entre 2008 e 2009, no auge da crise financeira, quando muitas empresas cortaram despesas com mala direta (o nome eufemístico do spam impresso). O fenômeno acentua mudanças no modelo de negócios dos correios. Tradicionalmente, o serviço se estabeleceu como monopólio estatal (e que empresa privada entregaria cartas em Nunavut, quase no Polo Norte?); era considerado questão de segurança nacional, além de fonte segura de arrecadação. Gradualmente, a remessa de pacotes foi aberta à concorrência. Países como Alemanha, Holanda e Reino Unido privatizaram os correios no todo ou em parte – o governo britânico entregou os envelopes à iniciativa privada, mas manteve a joia da coroa postal: os serviços bancários.
O venerável United States Postal Service também está deficitário há tempos. Na pátria da livre-iniciativa, entretanto, uma campanha pela privatização do USPS enfrenta enorme resistência. A estatal é o terceiro maior empregador dos Estados Unidos, com mais de 500 mil funcionários, 20% deles veteranos de guerra. Um quadro de empregados quatro vezes maior do que o da nossa Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, com cerca de 126 mil contratados, metade deles carteiros, cujo patrono, Paulo Bregaro, remonta ao Grito do Ipiranga. Conta-se que o conselheiro José Bonifácio ordenou a Bregaro que arrebentasse quantos cavalos fossem necessários para entregar a dom Pedro I a carta em que as Cortes portuguesas exigiam sua volta a Lisboa. Diante do ultimato, o imperador declarou a Independência.
No Brasil ainda existe certa estabilidade no número anual de cartas – incluindo, decerto, a correspondência comercial e bancária –, mas 46% do faturamento dos Correios já vêm de atividades em que não existe monopólio estatal. Elas incluem a entrega de encomendas do comércio eletrônico, que crescem cerca de 30% ao ano. Sem a pretensão de concorrer com a internet, a empresa tenta compor com ela. Está criando uma série de “serviços postais eletrônicos” – que, a despeito do nome, continuam apostando na credibilidade da palavra impressa. Eles incluem desde o telegrama que é postado digitalmente, mas impresso no lugar de destino, a convênios com tribunais de Justiça para impressão, envelopamento e entrega de intimações enviadas por e-mail.

No Canadá, nem todos reagiram ao anúncio dos correios com a resignação do blog do Toronto Star. Além da rejeição óbvia dos funcionários da empresa, que estão com a cabeça a prêmio, a oposição diz que as medidas vão prejudicar seu eleitorado, mais urbano, uma vez que os seguidores do Partido Conservador do premiê Stephen Harper tendem a morar em áreas rurais ou subúrbios de classe média em que as caixas de correio já ficam fora das casas (cerca de metade dos domicílios canadenses, que recebem a correspondência na porta ou na portaria de edifícios, será afetada pela mudança).
A imprensa local aponta outros obstáculos à implantação do plano, como a falta de espaço nas cidades para instalar as tais supercaixas, e o roubo e a vandalização daquelas que já existem em lugares públicos. Também houve chiadeira porque a divulgação do corte no serviço veio acompanhada de um aumento de 35% no preço dos selos. Segundo uma pesquisa da empresa de opinião pública Angus Reid, 58% dos canadenses se opõem à extinção da entrega domiciliar.
E que a verdade seja dita. Como em meados do século passado, quando a voz de Isaurinha Garcia tremulava de expectativa pelas “verdades tristonhas” e “mentiras risonhas” que uma carta poderia trazer, ainda há quem se emocione com a mera possibilidade de receber em mãos uma palavra manuscrita. Um jornalista do diário canadense The Globe and Mail admitiu que nunca viu seu carteiro, mas enxergou na iminente extinção do entregador andarilho a antecipação do fim da era de Gutenberg. “Sou apegado ao registro no papel”, confessou. Não é possível descartar, então, que o anúncio de Chopra acabe devolvido ao remetente.