sábado, 10 de maio de 2014

Herança materna

                                             



                                                                   Walnize Carvalho
                                                                                                      
            A mãe acorda, senta-se na cama, reza um Pai nosso e uma Ave Maria,  levanta-se e, calmamente, vai em direção à cozinha a fim de preparar a refeição matinal para toda a família. Coloca a chaleira com água para ferver no fogão à lenha. Abre a janela e avista o marido vindo do curral trazendo o leite quentinho e fresquinho. E o tempo em que escuta um grito familiar vindo de frente da casa: - Olha o padeiro! Segue até lá e recolhe a sacola de pães dependurada no gradil do portão. Mesa posta é hora de acordar os filhos que, na maioria das vezes, já estão a postos e saúdam a senhora com um respeitoso rogo de benção enquanto beijam-lhe a mão. E todos à mesa,  silenciosamente, se alimentam e, pedindo licença, levantam-se indo em direção aos seus compromissos: os meninos munidos de caderno e lápis saem rumo ao Grupo Escolar enquanto as meninas acomodam-se na sala à espera da mãe, que bem antes de se entregar (de forma natural e prazerosa) às tarefas domésticas, irá ensinar-lhes as primeiras lições...(MINHA AVÓ).                                                                                                                                              
            A mãe acorda, levanta-se sussurrando, em forma de oração, palavras de agradecimento, e, serenamente, vai em direção à cozinha a fim de preparar a refeição matinal para toda a família. Água no fogo, mesa posta e o assobio familiar do marido que chega da padaria com pães frescos e quentinhos. Este dirigi-se ao toalete, lava as mãos e bem antes de sentar-se, sintoniza o rádio (que está sobre a cristaleira) a fim de ouvir o noticiário.A mulher segue até o quarto das meninas e as encontra abrindo o  armário e de lá retirando os uniformes, impecavelmente  passados e dependurados na véspera por ela.As filhas, ao avistá-la a saúdam em uma só voz:- A benção, mãe! Seguem até a copa, o pai as abençoa, acomodam-se,  sorvem o café com leite, comem   os pães numa mistura saudável de saliva e alegria.Dali, apanham as respectivas pastas da escola e quando se encaminham para o porta de saída ouvem da mãe:- Esperem! Esqueceram a merenda que preparei para vocês! E conclui: Na volta quero ver as tarefas escolares!...(MINHA MÃE).
            A mãe acorda, levanta-se e a atitude primeira e abrir janelas a fim de ver o sol ou a chuva, ouvir os  bem  te vis e em contrição com a Natureza saudar mais um dia. Apaziguada, vai em direção à cozinha a fim de preparar a refeição matinal para toda a família. Enquanto faz o café, retira da geladeira as guloseimas preferidas de cada filho. Antes mesmo de aquecer a sanduicheira, sorrateiramente, entra no quarto dos meninos, descerra as cortinas para que comecem a despertar. E quebrando o silêncio e a preguiça coloca uma música suave para tocar no aparelho de som. Tiro e queda! Os garotos vão chegando, dando-lhe um afetuoso: - Bom dia, mãe! Ao mesmo tempo em que lhe beijam a face. Sentam-se à mesa, mastigam com avidez, bebem suco ou leite a um só gole. Cheios de pressa vestem  as calças jeans, calçam os tênis e saem com as camisas de uniformes em meio a livros e correria. Fico EU, no portão vendo-os seguir...
Histórias simples,  mas  que cheias de ternura, se entrelaçam!




Nenhum comentário: