quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Da série Jesus não curtiu- Parte II



Os advogados que defendem os réus do processo do Mensalão usam diversos discursos para tentar livrar seus clientes da condenação, o Supremo Tribunal Federal está há dias analisando os 38 envolvidos no maior escândalo de corrupção da história do Brasil.

Para criar uma defesa vale até mesmo comparar Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, com Cristo ao dizer que ele está sendo injustamente condenado pela opinião pública que seria a multidão que pede punição. Já os ministros do STF seriam o governador da Judeia, Pôncio Pilatos, que aceitou o pedido da multidão entregando Cristo à morte de cruz.

“Como é nocivo o juiz que vai até à sacada para perguntar ao povo o que ele quer. Porque se solta Barrabás, se condena Jesus e depois se lava as mãos, mas a consciência o persegue”, disse o advogado.

Outros profissionais do Direito compararam seus clientes com os judeus que diante da lei nazista eram condenados sem nenhum julgamento. Até mesmo a Idade Média foi usada para alegar que os réus estão sendo injustiçados.

“Responsabilidade objetiva nos remete à Idade Média. Queima porque é bruxa. É o direito penal do terror. É o direito penal do inimigo. É o direito penal nazista. É judeu, então mata. E mata porque é judeu. É petista? É presidente do PT? Tem que ir para cadeia”, disse o advogado Luiz Fernando Pacheco, advogado do ex-presidente do PT, José Genoino.

Fonte: O Globo

Um comentário:

Roberto Torres disse...

O que muita gente queria é um julgamento sem direito de defesa. O tempo inteiro o que faz a imprensa e a "turma do basta" é ridicularizar a defesa, como se fosse no máximo um mal necessário.

Trata a defesa como se fosse uma empreitada de construcao de ficcoes, enquando a acusacao é vista como lidando com fatos. Como se ambos nao fossem ficcoes sociais em busca de plausibilidade.