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Intimidação e Censura
Por
Claudio Kezen
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Os anos da ditadura militar foram conhecidos como os Anos de Chumbo. Esta é uma imagem inteligente e sugestiva, já que a cor chumbo é escura e sem brilho, como as forças conservadoras daquela época tentaram impor à toda sociedade. E assim, vivemos todos, por mais de duas décadas, privados dos nossos direitos básicos garantidos por qualquer constituição democrática em um Estado de Direito. Direitos como a liberdade de expressão, de voto, o de ir e vir, o de livre associação, etc..., foram dissociados da vida cotidiana dos cidadãos atravás de uma série de medidas de força, intimidação e censura. Foram anos tristes, de perdas importantes e que deixaram cicatrizes varridas para baixo do tapete. A intimidação é uma forma clássica de ação do pensamento autoritário. Como vivemos tempos democráticos, não cabe mais a intimidação física muitas vezes perpetradas na calada da noite como nos anos de excessão. Para os que se acham donos de um "feudo" chamado Campos dos Goytacazes, no enta...
Vou apertar....ops....
Por
Celso Vaz
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Comentários
Tinha muitos amigos, colecionados ao longo da vida, principalmente no seu meio profissional.
Todavia, apesar de um tratamento igualitário e simples com todos, não era a pessoa que se poderia dizer que conseguisse ser um exemplo de boas maneiras.
Compreendia-se, perfeitamente, que era um problema de educação familiar, tão somente, mas que não chegava a constrangimentos.
Junto às companhias diárias, vez por outra “descolava” uma viagem a algum município vizinho, já que não tinha carro.
Numa oportunidade, precisava ir ao casamento da filha de um antigo colega, em cidade do noroeste fluminense e acabou conquistando a adesão de mais quatro.
Viagem de sábado à noite, com muita cautela, pois a estrada não era boa e pouco sinalizada.
Mas viajaram, chegaram a tempo da cerimônia religiosa na igreja matriz.
Após, foram muito bem recepcionados num clube local, com boa bebida, comida de qualidade e música de bom gosto.
Enfim, uma festa pra ninguém botar defeito.
O pai da noiva, seu amigo, a todos dava a atenção, fazendo com que se sentissem bem à vontade.
Na hora apropriada, retornaram e reafirmaram o encontro no dia seguinte, domingo, pela manhã, no centro da cidade, para aquele “papo” costumeiro.
Foram chegando, o grupo se formando, a conversa desenrolando, inclusive sobre a bonita festa, quando ele disse que o anfitrião lhe havia dito que os noivos, em viagem para o Rio de Janeiro, onde embarcariam para o nordeste do país em lua de mel, dormiriam a primeira noite no hotel tal, aqui na cidade.
Foi então, bastante entusiasmado, que chegou a todos sugerir:
––Vamos lá ao hotel fazer uma visita aos noivos?oferecer os nossos préstimos aos noivos?
––O que é isso, rapaz, visitar noivos em manhã de lua de mel?
-––Qual o problema? É filha de um amigo nosso. Fomos bem recebidos na festa deles, temos a obrigação de retribuir oferecendo-lhes os nossos préstimos.
No que foi respondido por um deles:
––É que noiva em lua de mel, rapaz, só deseja os préstimos do marido.
Francisco Alberto Sintra