A família da atriz Leila Lopes divulgou ontem, parte do conteúdo de uma das cartas que a atriz deixou para os parentes. Em um trecho ela escreve: Eu não quero envelhecer e sofrer. Confira abaixo: "Eu não me suicidei, eu parti para junto de Deus. Fiquem cientes que não bebo e não uso drogas, eu decidi que já fiz tudo que podia fazer nessa vida. Tive uma vida linda, conheci o mundo, vivi em cidades maravilhosas, tive uma família digna e conceituada em Esteio, brilhei na minha carreira, ganhei muito dinheiro e ajudei muita gente com ele. Realmente não soube administrá-lo e fui iludibriada por pessoas de má fé várias vezes, mas sempre renasci como uma fênix que sou e sempre fiquei bem de novo. Aliás, eu nunca me importei com o ter. Bom, tem muito mais sobre a minha vida, isso é só para verem como não sou covarde não, fui uma guerreira, mas cansei. É preciso coragem para deixar esta vida. Saibam todos que tiverem conhecimento desse documento que não estou desistindo da vida, estou em b
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Depois que ela se foi da sua vida, levou um bom tempo ainda pensando.
Não podia negar, a sua ausência era sentida constantemente.
Agora, nem se lembra mais de detalhes da convivência a dois.
Mas em contrapartida, recordava vez por outra dos dissabores vividos.
Alguma coisa guardava ainda.
Talvez na forma de um cofre inexpugnável, que só ele sabia o quanto e o que tinha lá dentro.
Afinal, sempre existe em qualquer convivência o outro lado.
Aquele que não tem o glamour dos amantes, o áspero.
O ponto culminante da sua impaciência era com os ciúmes dela.
Sempre infundados e num explodir de emoções de forma doentia.
Até se poderia imaginar que era uma coisa meio que patológica, o bastante para em dados momentos, lhe causar preocupação e intranquilidade com alguns comportamentos mais desequilibrados.
Assim, era bastante motivo para tentar o rompimento, mas atitude assim tão forte não se poderia tomar de uma hora para outra.
Apesar das experiências vividas não tinha muito que fazer –– estava atônito –– cada vez mais envolvido e de uma forma que nem conseguia mais raciocinar direito.
Mas persistiu nos seus objetivos.
Até que em determinado momento resolveu dar um basta.
Arrumou as suas coisas e saiu do apartamento –– ainda não eram casados –– quando ela estava ausente.
Sofreu uma boa temporada com aquela situação, confessou.
Mas já agora, admitiu, não existe nenhuma marca mais.
Mas um dia, bastante tempo após a separação, depois de assediado tantas e tantas vezes na tentativa de uma reconciliação –– se lembrou naquele momento –– a viu num shopping.
Estava acompanhada de outro e aparentemente muito feliz.
Os anos correram e hoje, já casada e com filhos, quando o vê –– descreveu ––, “dá de ombros” e “empina o nariz”.
Tomara que tenha aprendido e não sufoque o atual da mesma forma, ou mesmo que ele tenha capacidade de suportar o bastante.
Agora reflete e entende que é a vida. Muito felizmente, é a vida.
Afinal –– como dizem e ainda bem –– “a fila anda”.
Francisco Alberto Sintra