Como alguns amigos já sabem, gosto muito de esportes, em particular, o futebol. Botafoguense apaixonado, mas acima de tudo, um amante do bom futebol. Por isso não tenho vergonha em dizer que os dois maiores craques que vi jogar aqui no Brasil foram Zico e Romário, carrascos conhecidos do meu alvinegro. Começo essa postagem assim, pois os últimos dois dias foram muito especiais. Também como muitos sabem, sou um alucinado pela programação e o modo de fazer televisão que a ESPN Brasil tem. Há mais de 10 anos acompanho o canal e durante esse tempo, se muitas coisas mudaram para melhor, até pelas mudanças tecnológicas que não param, algumas outras se mantém intactas: Independência na hora de informar e comentar, bom humor e credibilidade. Podem não ter exclusividade em algumas transmissões, mas compensam isso com informação e competência. Ou seja, praticam um jornalismo de verdade!! Sem privilégios e proteções. Por essas e outras, fica difícil expressar minha alegria e orgulho, pelo fato de...
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Depois que ela se foi da sua vida, levou um bom tempo ainda pensando.
Não podia negar, a sua ausência era sentida constantemente.
Agora, nem se lembra mais de detalhes da convivência a dois.
Mas em contrapartida, recordava vez por outra dos dissabores vividos.
Alguma coisa guardava ainda.
Talvez na forma de um cofre inexpugnável, que só ele sabia o quanto e o que tinha lá dentro.
Afinal, sempre existe em qualquer convivência o outro lado.
Aquele que não tem o glamour dos amantes, o áspero.
O ponto culminante da sua impaciência era com os ciúmes dela.
Sempre infundados e num explodir de emoções de forma doentia.
Até se poderia imaginar que era uma coisa meio que patológica, o bastante para em dados momentos, lhe causar preocupação e intranquilidade com alguns comportamentos mais desequilibrados.
Assim, era bastante motivo para tentar o rompimento, mas atitude assim tão forte não se poderia tomar de uma hora para outra.
Apesar das experiências vividas não tinha muito que fazer –– estava atônito –– cada vez mais envolvido e de uma forma que nem conseguia mais raciocinar direito.
Mas persistiu nos seus objetivos.
Até que em determinado momento resolveu dar um basta.
Arrumou as suas coisas e saiu do apartamento –– ainda não eram casados –– quando ela estava ausente.
Sofreu uma boa temporada com aquela situação, confessou.
Mas já agora, admitiu, não existe nenhuma marca mais.
Mas um dia, bastante tempo após a separação, depois de assediado tantas e tantas vezes na tentativa de uma reconciliação –– se lembrou naquele momento –– a viu num shopping.
Estava acompanhada de outro e aparentemente muito feliz.
Os anos correram e hoje, já casada e com filhos, quando o vê –– descreveu ––, “dá de ombros” e “empina o nariz”.
Tomara que tenha aprendido e não sufoque o atual da mesma forma, ou mesmo que ele tenha capacidade de suportar o bastante.
Agora reflete e entende que é a vida. Muito felizmente, é a vida.
Afinal –– como dizem e ainda bem –– “a fila anda”.
Francisco Alberto Sintra