PT se beneficia de legislação obsoleta





Não fora a propaganda obrigatória nas rádios e televisão, seria virtualmente impossível levar um candidato desconhecido à uma vitória eleitoral de tamanho porte como a que se avizinha para o PT.


Uma das grandes decepções nos "presenteada" por Lula foi a falta de apetite para levar a cabo uma reforma profunda na legislação que formata nossa política partidária e eleitoral. Hoje, é possível perceber o motivo.



Se valendo da legislação imposta à sociedade pela ditadura militar e mantida por todos os presidentes civis pós ditadura, Lula com a ajuda de muitos milhões de reais e marqueteiros contratados a peso de ouro, exercitou nesta campanha todo o seu perfil de caudilho para através da tv e dos rádios levar ao conhecimento dos eleitores uma candidata que em condições normais de temperatura e pressão seria uma ilustre desconhecida.

Isto nos leva à esdrúxula situação, onde qualquer presidente bem amparado por pesquisas de popularidade se sente compelido a inventar e bancar um cadidato à sua sucessão que quiser e bem entender. É o presidencialismo imperial perpetrando uma aberração eleitoral.


Até mesmo FHC deixou o PSDB se degladiar para desembocar na fracassada candidatura do picolé de chuchu Alkmin em detrimento do Serra.


É preciso debater,aprofundar e implementar estas questões para o próximo mandato sob pena de não avançarmos no fortalecimento das instituições republicanas que por sinal, vem sendo rifadas por esta administração, mas isto é outro papo.

Comentários

Anônimo disse…
"Não fora a propaganda obrigatória nas rádios e televisão, seria virtualmente impossível levar um candidato desconhecido à uma vitória eleitoral de tamanho porte como a que se avizinha para o PT."


Ah! Então se a legislação fosse outra(sem a mídia eleitoral obrigatória), mesmo assim, o PT lançaria a Dilma?

Claro que não! O PT tem inúmeros quadros que poderiam ser lançados.


Para ilustrar:
A história transcrita a seguir contrasta dois mundos, dois estados de coisas: o dia-a-dia cansativo do carregador e a situação imaginária em que ele se torna milionário.

Dois carregadores estão conversando e um diz:

"Se eu fosse milionário, eu só acordava lá pelo meio-dia, depois ia almoçar lá pelas três, quatro horas. Só então é que eu ia fazer o primeiro carreto."
Anônimo disse…
A verdade é que Lula de hoje, nem de longe é o dos tempos do sindicalismo.
Aliás, todo o PT.
Sem contar os que a ele se agregaram para levar vantagem.
Lula e o PT me decepcionam mais a cada dia que passa.
Tô contigo, Kezen!
Roberto Torres disse…
Bem, se permite o contraditório, gostaria colocar em questao o que voce chama de "presidencialismo imperial". Voce acha mesmo que Lula concentra tanto poder poder político assim a ponto de fazer o que bem entende?

Voce acha que as instituicoes republicanas no Brasil, antes da popularidade lulista, seguiam um caminho firme de fortalecimento (seja lá o que for isso)?

Eu nao acho, e por um único motivo: nao há república sem inclusao política do povo e seus interesses, e Lula foi o marco que definiu este processo de inclusao.

ps: "guerra tributária neo-con estilo Tea Party" é a postura de protestar contra os impostos, de achar que o grande problema político do mundo é que o Estado engana o contribuinte. Se o cara paga ou nao imposto ou se paga muito nao importa. É uma questao de moda. "Neo-con Tea Pary" é porque é o movimento que se caracteriza justamente por esta postura.

abs

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