quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Mais 4 anos de Obama



Do UOL:

"Em seu discurso de vitória, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, agradeceu o voto dos eleitores e declarou que está mais esperançoso hoje do que quando entrou no governo, há quatro anos. “Quero agradecer a todos os americanos que participam desta eleição. Nesta noite, vocês nos lembraram que, embora a estrada tenha sido difícil, fizemos nosso trabalho”, afirmou.
“Nós lutamos e sabemos, em nossos corações, que, para os Estados Unidos, o melhor ainda está por vir. Eu nunca estive tão esperançoso quanto ao futuro do país.” O presidente reeleito disse ainda que volta à Casa Branca mais inspirado do que nunca.
Obama também declarou que conversou com Mitt Romney, candidato derrotado, e o parabenizou pela “campanha acirrada”. “Nós batalhamos acirradamente, mas apenas porque amamos muito este país.”
O presidente reeleito ainda acrescentou que, nas próximas semanas, quer se sentar com Romney e outras lideranças republicanas, “para ver como podemos trabalhar juntos para levar o país para frente”.
Obama foi reeleito para um segundo mandato na noite desta terça (madrugada de quarta-feira no horário de Brasília). A festa da vitória foi realizada em Chicago, no Estado de Illinois, onde o democrata construiu a sua carreira política.
O governante agradeceu a sua família – formada pela mulher, Michelle, e pelas duas filhas, Malia e Natasha -, o seu vice, Joe Biden, e a sua equipe de campanha.
“Quero agradecer o melhor vice que qualquer um poderia ter, o Joe Biden. E eu não seria o homem que sou hoje sem a mulher que aceitou casar comigo há 21 anos. E, de vocês [as duas filhas], eu tenho muito orgulho”, disse Obama. “À melhor equipe de campanha da história da política”, continuou.
O presidente ainda mencionou, no seu discurso, o tipo de país que imagina para daqui a quatro anos. “Apesar de todas as nossas diferenças, queremos que nossos filhos cresçam num país com acesso às melhores escolas e professores e que seja líder em tecnologia e inovação”, ressaltou.
“Queremos que nossos filhos vivam em um Estados Unidos que não seja enfraquecido por desigualdades, e que não seja destruído pelo aquecimento global. Queremos nossos filhos em um país seguro, respeitado, que seja regido pela melhor força militar do mundo. Um país que tenha confiança em si mesmo. E que seja aberto aos sonhos de filhos de imigrantes.”
Segundo Obama, “é este o futuro que queremos dar para eles. É para lá que temos de ir, para frente”.
O governante ainda elencou as características que, para ele, “fazem os Estados Unidos serem uma grande nação” – amor, caridade, dever e patriotismo. “Eu tenho esperança, porque vejo este espírito nos Estados Unidos.”

Reeleição

Depois de semanas de apreensão e dúvidas sobre o resultado da eleição norte-americana, o presidente democrata Barack Obama finalmente pode comemorar. Ele foi reeleito e vai ficar mais quatro anos à frente da Casa Branca, com o vice Joe Biden novamente ao seu lado.

Não foi fácil. Se em 2008 ele conseguiu mobilizar de formar surpreendente o eleitorado até se tornar o primeiro negro a governar os Estados Unidos, desta vez ele suou para garantir a maioria dos colégios eleitorais (são necessários os votos de 270 delegados, de 538, para um candidato ser considerado eleito).
Em grande parte do tempo, Obama ficou empatado ou apenas alguns pontos na frente do republicano Mitt Romney nas pesquisas de intenção de voto.
A recuperação de Obama começou a acontecer somente a duas semanas do dia da votação, quando ele pode mostrar mais claramente sua capacidade como gestor de crise e seu papel de líder da nação.
Sua atuação, comprometida e rápida, durante a passagem da tempestade tropical Sandy pela costa leste do país foi elogiada e reconhecida até por integrantes do Partido Republicano. O democrata conseguiu evitar uma comparação negativa com o ex-presidente George W. Bush --que em 2005, na ocasião do Katrina, arruinou sua reputação quando levou quatro dias para aparecer em Nova Orleans após o furacão-- e ganhou pontos por isso.
Na disputa deste ano, o lema “change and hope” (mudança e esperança), que estampou os cartazes do democrata quatro anos trás, foi deixado de lado. Em seu lugar, Obama adotou um discurso baseado na confiança e pediu aos eleitores que reconhecesse seus feitos no primeiro mandato e lhe dessem mais tempo para recuperar o país. O governo de Obama foi fortemente marcado pelos efeitos da maior crise financeira da história recente, iniciada em 2008.
Diante de uma Câmara dos Deputados dominada pelos republicanos, o democrata teve sérios obstáculos para implantar alguns de seus projetos de lei, mas conseguiu aprovar um pacote de estímulo da economia de US$ 787 bilhões; a polêmica reforma da saúde, conhecida como "Obamacare"; uma lei que facilita o financiamento estudantil; o Dream Act, que interrompe as deportações e dá oportunidade a imigrantes ilegais; e ainda uma legislação sobre mudança climática global. Também foi em seu primeiro mandato que acabou a guerra do Iraque, que se iniciou retirada das tropas do Afeganistão e que o fundador da Al Qaeda, Osama Bin Laden, foi encontrado e morto. Em 2009, ganhou o prêmio Nobel da Paz.

O desafio agora é continuar estimulando a economia e combatendo o desemprego, que apesar dos avanços ainda permanece alto, em 7,9%, com cerca de 12,3 milhões de pessoas em idade economicamente ativa (entre 18 e 65 anos) procurando trabalho.
Durante a campanha, Obama criticou a desigualdade no crescimento da riqueza dos Estados Unidos e as políticas republicanas que favorecem um mercado livre desregulado, colocando a eleição como uma escolha entre um governo que trabalha para promover a igualdade de oportunidades e melhorar a vida das pessoas e o que ele chama de “economia do cada um por si” do Partido Republicano.
A principal promessa do democrata para o segundo mandato, longe de seus ambiciosos planos de 2008, é iniciar uma série de iniciativas para reativar a economia: mais despesa em educação, mais empregos no setor manufatureiro, menos dependência do petróleo estrangeiro e mais impostos aos ricos.

Propostas

A saúde da economia norte-americana foi central na campanha pela Casa Branca. Tanto Barack Obama quanto Mitt Romney tentaram convencer os eleitores de que têm um plano para estimular o crescimento rápido e a criação de empregos. A economia tem apresentado dificuldades para romper o ritmo de crescimento anual para acima de 2% desde a recessão de 2007-2009, e o desemprego permanece alto, em 7,9%.
Cerca de 23 milhões de norte-americanos estão desempregados, trabalhando apenas meio período, embora buscando um trabalho de período integral, ou querem um emprego, mas desistiram de procurar por um.
Obama diz que seu plano para os empregos fortalecerá a indústria norte-americana, estimulará os pequenos negócios, melhorará a qualidade da educação e tornará o país menos dependente do petróleo estrangeiro. Ele prevê a criação de 1 milhão de empregos novos na indústria até 2016 e mais de 600 mil empregos no setor de gás natural, assim como a contratação de 100 mil professores de ciências e matemática."



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