Brasil, o país do futebol. Será???
Interessante matéria do UOL, que mais uma vez mostra que estes eventos que acontecerão no país, e que vem sendo objetos de chantagem por parte do governador Sérgio Cabral, na questão da nova divisão nos royalties, não privilegiam em nada, ou quase nada, a população.
"A divisão de ingressos da Copa das Confederações prevê que apenas
pouco mais da metade dos bilhetes para a competição esteja à venda para
o torcedor comum. Há uma possibilidade desse percentual aumentar caso
entidades esportivas, patrocinadores e outros favorecidos desistam de
suas cotas de entradas para os jogos, previstas no regulamento da Fifa
(Federação Internacional de Futebol).
No total, há 897.825 ingressos para a competição de 2013. Desse
montante, pela previsão inicial, apenas 477.441 poderão de fato ser
comprados pelo público em geral.
Explica-se: 7,6% dos bilhetes não estão à venda. Serão dados para
VIPs (10.812); para acompanhantes de deficientes, funcionários da Fifa,
observadores e parceiros comerciais (45.907), e jornalistas (11.820).
Ou seja, uma parte desses casos é de pessoas que vão trabalhar nos
jogos.
Sobram então 829.286 de ingressos à venda, compráveis como diz a
Fifa. A questão é que há compradores que têm cotas preferenciais de
entradas. Só a entidade máxima do futebol fica com 60 mil entradas,
enquanto CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e COL (Comitê
Organizador Local) levam cerca de 25 mil. Membros da família futebol
têm direito a outros 22.435 bilhetes. Em resumo, as organizações
esportivas terão direito a um total de 107.515.
As entidades podem escolher se ficam com sua cota inteira ou apenas
com uma parte. Caso desistam de uma parcela a que têm direito, esses
ingressos serão botados à venda para o público em geral.
A mesma regra vale para patrocinadores, promotores de pacotes de
hospitalidade e parceiros de transmissões (broadcast). Apenas os
afiliados comerciais da Fifa ficam com outros 138.181 bilhetes.
Os promotores de pacotes de hospitalidade abocanham 86.334. Neste
caso, o torcedor comum até pode ter acesso ao ingresso desde que compre
os produtos que incluem hospedagens e outros serviços. Ou seja, terão
de pagar mais do que apenas o valor do ingresso. E boa parte é para
pacotes corporativos, destinados a empresas. Os donos de direitos
televisivos ficam com pouco menos de 20 mil bilhetes.
Haverá uma data para que as empresas patrocinadoras, Fifa, COL e
outros definam quantos bilhetes vão usar de suas cotas. Provavelmente,
isso deve acontecer em janeiro.
Se decidirem comprar os bilhetes, não poderão revendê-los
separadamente. Terão de garantir que vão utilizá-los para evitar
espaços vazios nos estádios da competição.
Esse tipo de cota preferencial para patrocinadores, organizadores e
entidades esportivas é comum em grandes competições como Copa do Mundo
e Olimpíada.
Feitas todas as contas, resta ao torcedor comum os 477.441
ingressos. A Fifa garante pelo menos 50 mil para a categoria 4, a mais
barata, que só pode ser comprada por brasileiros. É também a categoria
que pode ser adquirida com meia entrada por estudantes, beneficiários
da bolsa família e idosos. Isso significa que 5,6% do total de
ingressos, incluindo compráveis e dados, estará disponível pelos preços
mais baixos, com mínimo de R$ 28,5 no caso da meia entrada.
Além dos ingressos disponíveis, a Fifa ainda deixou uma
contingência de 8.598 lugares e outros 82.955 foram excluídos pela
denominação seat kills, que são lugares que podem ter a visão impedida."

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