terça-feira, 31 de março de 2009

Sociedade entrevista: Patricia Lopes, repórter da ESPN Brasil



Como os amigos que frequentam o blog já sabem, há cerca de duas semanas tive a alegria de conviver com a equipe da ESPN Brasil que esteve em Campos. Durante um intervalo das gravações, bati um papo com a jornalista Patricia Lopes. Mãe de Clara, carioca da gema, apaixonada pelo carnaval e por esportes, Patricia formou-se em jornalismo em 1998 depois de uma frustrante tentativa no curso de Letras. Fez parte da equipe do programa Esporte Visão, apresentado aos domingos pela TVE Brasil. Mas ficou mais conhecida no famoso episódio do "chororô" alvinegro na final da Taça Guanabara em 2008 , quando no afã de ouvir os jogadores do Botafogo, acabou batendo boca com o então presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas.

Vamos ao papo:

Sociedade: Patricia, como foi seu começo na ESPN Brasil?
Patricia: Comecei em outubro de 2006, como free-lancer. Em dezembro, cobri as férias do também repórter Cícero Mello. Foi uma fase complicada pois estava com minha filha ainda pequena. Uma loucura!! Trabalhei também na CNN Espanhol. Em determinado período no final de 2006, estava na TVE, ESPN e CNN. Até novembro de 2007 acumulei a ESPN com a TVE Brasil, mas depois de 9 anos na TVE e com algumas mudanças na estrutura do canal e do programa "Esporte Visão", optei exclusivamente pela ESPN Brasil. Até porque sempre foi um sonho trabalhar na emissora.

Sociedade: Quais foram suas coberturas marcantes na emissora?
Patricia: O Pan de 2007 e os jogos da seleção brasileira. Como falo fluentemente o espanhol, sempre que uma seleção sul-americana vem jogar no Rio, faço a cobertura. Não posso me esquecer também da final da Libertadores de 2008, entre Fluminense e LDU.

Sociedade: \Pode nos dizer qual é seu time do coração?
Patricia: Depois que comecei a perceber que isso atrapalha um pouco meu trabalho, prefiro não citá-lo.

Sociedade: Sendo uma apaixonada por futebol, quem você consideraria uma personalidade do esporte?
Patricia: Cito dois. Zico e Romário.

Sociedade: Qual foi seu momento mais tenso como repórter da ESPN?
Patricia: Essa eu não tenho dúvidas, Neto!! Foi no jogo do Vasco contra o Figueirense ano passado pelo Campeonato Brasileiro. O Vasco perdeu e uma pequena, mas violenta parte da torcida vascaína cercou a nossa equipe tentando nos agredir, pois não se sabe a razão, culpava a ESPN Brasil pelo fato de Roberto Dinamite ter sido eleito presidente do clube. Um sufoco!!
No derradeiro jogo do rebaixamento, a diretoria fez questão de montar um esquema para assegurar nossa segurança.

Sociedade: E o momento mais especial?
Patricia: Com certeza a famosa final do chororô entre Flamengo e Botafogo. Nem seria eu a cobrir o vestiário alvinegro e sim o companheiro Edu Elias. Na hora, por um desses motivos que a gente não sabe a razão, trocamos de lugar e aconteceu tudo aquilo.

Sociedade: Qual seu maior sonho como jornalista?
Patricia: Fazer a cobertura de uma Copa do Mundo e de uma Olimpíada e ser correspondente fora do país.

Sociedade: Para terminar, como é trabalhar na ESPN Brasil?
Patricia: Como já lhe disse, sempre foi um sonho meu. E hoje só confirmo minhas impressões. Uma das vantagens de se trabalhar aqui é mostrar um jornalismo sério, de verdade e sem censura. E é muito bom poder trabalhar sem censura!!!


6 comentários:

Gustavo Rangel disse...

Pronto Neto. Agora só falta entrar para faculdade e pegar o canudo. rsrsrsrsrsrs...muito bom!!!!!!!!!!

Heitor disse...

Ficou muito legal!!! mas quem conhece a Patricia sabe que ela é Mengão!!!!!rsrsrsrrs

Juliano disse...

Acho que a informação que fala a respeito da sua formação está errada.Ela é muito nova pra ter se formado em 1988.Acho que o certo seria 1998.

Juliano - Marte(Planeta Vermelho)

Gervásio Neto disse...

Você está certo, Juliano. erro de digitaçaõ que irei consertar.
Obrigado pela dica!!

Carlos disse...

Patricia é ótima!!!
Inteligente, simpática e linda!!
parabens pela entrevista.

Fanzine Episódio Cultural disse...

Lágrimas de Areia

Lá estava ela, triste e taciturna.
Testemunha de efêmeros conflitos,
Com um olhar perdido no tempo,
Não exigia nada em troca
A não ser um pouco de atenção.

Sentia-se solitária, oca,
Os homens admiravam-na pelos seus dotes.
As crianças, em sua eterna plenitude,
Admiravam-na muito mais além...
... Mais humana!

De sua profunda melancolia
Lágrimas surgiram.
Elas não umedeceram o seu rosto,
Mas secaram o seu coração,
O poço da alma,
Aumentando cada vez mais
A sua sede.

Lá ela permaneceu; estática, paralisada!
Esperando que o vento do norte a levasse
Para bem longe dali!

O dia começou a desfalecer.
Seu coração, outrora seco e vazio,
Agora pulsava em desenfreada arritmia.
Desespero!
A maré estava subindo...

Em breve voltaria a ser o que era:
Um simples grão de areia.
Quiçá um dia levado pelo vento,
Quiçá um dia... Em um porto seguro.


Do livro (O Anjo e a Tempestade) de Agamenon Troyan

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