sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Após 18 dias no cargo, Ministro da Saúde pede demissão - Ou não....



Após enfrentar uma série de denúncias de irregularidades no Programa Mais Médicos, Arthur Chioro, não aguentou a pressão e pediu demissão do cargo. O decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff foi publicado na edição desta sexta-feira do Diário Oficial.
 Mozart Sales, secretário de Educação e Gestão da Saúde, e  nome preferido do ex-ministro Alexandre Padilha, assume interinamente o cargo.

Atualização às 13:29 para esclarecer a realidade dos fatos e alterar o título da postagem:

"O ministro da Saúde, Arthur Chioro, tentou explicar nesta sexta-feira que antes mesmo de assumir a pasta, no início de fevereiro, já tinha combinado com a presidente Dilma Rousseff seu desligamento para tomar posse como professor da Universidade Federal do Estado de São Paulo (UNIFESP). O Diário Oficial da União trouxe a publicação hoje da demissão de Chioro, porém, sem explicar o motivo da ‘demissão’. A assessoria de imprensa admitiu a responsabilidade por não ter comunicado com antecedência o procedimento burocrático à imprensa, e alegou que só foi avisada ontem à noite, quando avaliou que só era necessário informar aos jornais apenas hoje, deixando de considerar que o D.O.U é lido cedo.
Em conversa com O GLOBO, na saída da reitoria da instituição de ensino, ele disse que o retorno ao cargo de ministro vai depender da tramitação nos ministérios da Casa Civil e da Educação do processo de cedência, o que pode ocorrer ainda hoje ou se estender até a próxima segunda-feira. Em nota, a Unifesp informou que a oficialização da cessão será publicada ainda nesta sexta-feira no Diário Oficial da União.
- Você acha que faria uma coisa dessas sem que a presidenta (soubesse)? Quando eu fui convidado para assumir o cargo de ministro, eu já tinha sido chamado pela universidade e teria 30 dias. Aliás, um dia antes dela me convidar oficialmente, eu já tinha sido chamado. Então, eu teria até o final de fevereiro, formalmente, para assumir. A presidenta sabia que eu precisaria (tomar posse) - afirmou o ministro, que completou:
— Isso já está acertado antes da minha posse — disse. 

Ex-ministro por um dia
O ministro declarou ainda que, enquanto exercer o cargo na Esplanada dos Ministérios, receberá apenas o salário de ministro, já que não é possível acumular as duas remunerações no serviço público.
- Eu receberei apenas o salário de ministro. É um processo que se chama de cedência, é um processo natural. Vários outros professores, a própria ministra Eleonora (Menicucci) também é docente no mesmo departamento que o meu. E é a mesma natureza. Como servidor público, você não acumula dois salários. É cedido e fica com o salário da remuneração que é maior - disse.
O ministro explicou que, em 2012, prestou o concurso público para professor universitário no Departamento de Medicina Preventiva da Universidade Federal do Estado de São Paulo, na disciplina de Política, Planejamento e Gestão em Saúde. Em 2013, ele foi aprovado e foi chamado em janeiro deste ano. Ele evitou falar o salário pago ao cargo ao qual tomou posse.
- Sabe que eu não sei? A Reitoria da Unifesp te fala, é um salário de professor - disse.
Em São Paulo, ele brincou que aproveitará o dia como ex-ministro para resolver assuntos particulares, como ir ao banco e visitar familiares em Santos (SP), cidade onde morou por muitos anos.
- Como ex-ministro, vou aproveitar para fazer aquilo que não tenho muito tempo de fazer em Brasília - brincou."

Do jornal "O Globo"


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