sábado, 21 de junho de 2014

Sociedade na Copa



Rapidinhas da Copa nesta manhã nublada e fria:

### Evitar o confronto com o Brasil não é a principal preocupação da Holanda no confronto contra o Chile, mas sim passar às oitavas de final como campeã do Grupo B, embora as duas coisas sejam na prática exatamente a mesma coisa. Trata-se, no entanto, de uma questão de foco.
Quem garante isso é o craque holandês Arjen Robben, que fez a afirmação em entrevista à Fifa. Ao ouvir a pergunta "quão importante é para a Holanda evitar o Brasil na próxima fase?", foi categórico.
- Acredito que na verdade não se trate de evitar o Brasil, mas mais do que isso. Temos de nos preocupar apenas com nós mesmos. Temos de tentar vencer o grupo. Se não perdermos o próximo jogo contra o Chile, garantimos essa condição e é disso que se trata. Qual será o oponente seguinte teremos de esperar para descobrir - disse Robben. (Globo.com)
### São três jogos e nada menos que 17 gols marcados: Salvador lidera a Copa do Mundo entre as sedes quando o assunto é bola na rede. Com três goleadas e com direito a um jogo de sete gols, a capital baiana tem uma incrível média de 5,67 tentos por partida que recebe.
Para se ter uma ideia, Porto Alegre é a segunda cidade com mais gols por partida. Foram dois jogos disputados na capital do Rio Grande do Sul, com a rede balançando oito vezes: uma média de ‘apenas' 4 gols por partida.
O curioso é que tantos gols causaram um problema inusitado para Salvador. Antes da Copa do Mundo, a Bahia se comprometeu a plantar 1.111 mudas na Mata Atlântica do Estado para cada gol marcado na Arena Fonte Nova durante o Mundial. Após as três goleadas, a conta já chegou a 18.887 árvores.
"Acho que alguma coisa está inspirado as equipes que jogem aqui. Na Fonte Nova, só tivemos jogos abertos, com grandes placares, um ritmo alucinante. Aqui tem também o calor, o ritmo rápido. As equipes que jogam aqui estão dando um belo espetáculo para o público, tanto nos estádios quanto em casa", disse o técnico da França, Didier Deschamps, logo após seu time enfiar 5 a 2 na Suíça, na última sexta-feira, na partida que mais teve gols até agora no Mundial.
Se os artilheiros estão generosos em Salvador e Porto Alegre, o mesmo não se pode dizer dos atacantes que passaram por Natal. A capital potiguar já recebeu três partidas, mas só viu até agora 4 gols, uma média de apenas 1,33 por jogo. Bem verdade que o número só não é maior também porque o bandeirinha colombiano Humberto Clavijo anulou dois gols legais do México contra Camarões por lá.
A cidade que viu menos gols, porém, é outra. Palco do insosso Nigéria x Irã, Curitiba só teve rede balançando três vezes, mas também tem uma partida a menos em relação a Natal. Assim, ainda leva a melhor na média: 1,5 a 1,33. (ESPN Brasil)
### Em meio à crise de segurança da Copa-2014, causada pela invasão de chilenos no Maracanã, o governo federal e a Fifa anunciaram um aumento do efetivo de segurança privada e pública em todos os estádios do Mundial. Em discurso, ambas as partes tentam classificar como eficiente a proteção aos jogos. Mas, na prática, foram constatadas seguidas falhas no sistema montado para o Mundial, o que levou a revisão de todo o processo.
Essa decisão foi tomada após reunião do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, com o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke. As maiores autoridades em segurança pública do governo e da organização do futebol estiveram presentes em uma forma dar uma resposta à crise gerada pelo entrada dos torcedores no principal estádio do Mundial.
 
As medidas em estudo envolvem inclusive a atuação da polícia militar dentro das arenas, o que nunca fora admitido pela Fifa nem pelo COL (Comitê Organizador Local). No sistema até esta sexta-feira, havia apenas um pequeno contigente de homens de forças públicas no perímetro dos estádio. "Onde e se necessário, as forças de segurança vão continuar atuando. As Forças Armadas vão continuar como força preventiva", afirmou Cardozo.
 
Diante da falha grave ocorrida no Maracanã, até a Fifa admitiu incluir os policiais dentro dos estádios se for necessário. "(O aumento de seguranças particulares) Depende da situação de cada estádio. Falamos se pode usar a segurança pública. Se for preciso, nós não somos contra isso. Discutimos todas as questões", disse Valcke, ao lado do ministro.
 
Nos bastidores, a federação internacional tem cobrado um melhor isolamento do perímetro das arenas, principalmente no Maracanã. Já os governos federal e estadual apontaram diversas falhas no controle de acesso para o estádio que é feito por seguranças particulares contratados pelo COL, claramente em número insuficiente. 
 
Assim, houve uma troca de acusações nos bastidores, embora, oficialmente, todos pregassem o entendimento e união para proteger o evento. Tanto que as duas partes fazem elogios à segurança do evento, apesar das seguidas falhas.
 
"Tivemos fallhas pontuais que vimos de comum acordo. A situação que varia de estádio para estádio, o perímetro de cada lugar será estabelecido sob o ponto de vista técnicos. Verificando elevação do número de agentes", afirmou o ministro, que considera injustiça dizer que há despreparo na segurança. Já Valcke afirmou que "globalmente a segurança funcionou.". (UOL)

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