Como alguns amigos já sabem, gosto muito de esportes, em particular, o futebol. Botafoguense apaixonado, mas acima de tudo, um amante do bom futebol. Por isso não tenho vergonha em dizer que os dois maiores craques que vi jogar aqui no Brasil foram Zico e Romário, carrascos conhecidos do meu alvinegro. Começo essa postagem assim, pois os últimos dois dias foram muito especiais. Também como muitos sabem, sou um alucinado pela programação e o modo de fazer televisão que a ESPN Brasil tem. Há mais de 10 anos acompanho o canal e durante esse tempo, se muitas coisas mudaram para melhor, até pelas mudanças tecnológicas que não param, algumas outras se mantém intactas: Independência na hora de informar e comentar, bom humor e credibilidade. Podem não ter exclusividade em algumas transmissões, mas compensam isso com informação e competência. Ou seja, praticam um jornalismo de verdade!! Sem privilégios e proteções. Por essas e outras, fica difícil expressar minha alegria e orgulho, pelo fato de...
Comentários
De há muito já não se viam.
Mas guardavam, cada qual a seu modo, boas lembranças, amizade e educação familiar adquirida de berço.
Foram dias memoráveis de passeios, conversas várias e recordações de fatos e pessoas que com eles conviveram.
Passaram a limpo velhas e novas histórias,
Desta feita, no entanto, muito mais à vontade para segredar seus erros, frustrações, alegrias e desejos.
Certo é que nunca houve antes momentos tão marcantes de desnudada cumplicidade.
Para eles, sentiram que alguma coisa mágica aconteceu, que pode ser creditado até ao amadurecimento de sentimentos, ideias e o vivenciar de dissabores, tão natural em quem já transitou o bastante em longa estrada para chegar à compreensão.
Decorridos tantos dias, absorvidos pelas atenções e pela presença, até prazeres e obrigações foram minimizados em suas importâncias diante daqueles momentos.
Compreensível, claro, afinal sempre se integraram, mas as jornadas de conquistas profissionais fizeram com que se afastassem e as distâncias dos seus exercícios eram consideráveis.
Bem verdade que se a ausência física é efetiva, jamais abriram mão da boa comunicação pelos meios que lhes possibilitassem contatos, às vezes até por duas ou três vezes por semana.
Mas o desejo de estar junto sempre foi muito forte.
Agora, passou a sentir um vazio com o partir, mesmo sabendo que a ida daquele seu único irmão para o seu meio familiar, naturalmente, já o pressionava intensamente.
No entanto, ficou certo dentro de cada um quantitativos expressivos da importância do encontro, que desejam, continuarão muitas e muitas vezes mais.
Todavia, se para o que se foi existe muitos em casa a esperar, ao contrário, o que ficou, ficou, somente com a sua sempre presente e constante solidão.
O que no caso, aliás, não lhe trás nenhuma tristeza, mas uma acentuada conformação, sem abdicar de almejar que assim não seja para sempre.
Francisco Alberto Sintra