Como alguns amigos já sabem, gosto muito de esportes, em particular, o futebol. Botafoguense apaixonado, mas acima de tudo, um amante do bom futebol. Por isso não tenho vergonha em dizer que os dois maiores craques que vi jogar aqui no Brasil foram Zico e Romário, carrascos conhecidos do meu alvinegro. Começo essa postagem assim, pois os últimos dois dias foram muito especiais. Também como muitos sabem, sou um alucinado pela programação e o modo de fazer televisão que a ESPN Brasil tem. Há mais de 10 anos acompanho o canal e durante esse tempo, se muitas coisas mudaram para melhor, até pelas mudanças tecnológicas que não param, algumas outras se mantém intactas: Independência na hora de informar e comentar, bom humor e credibilidade. Podem não ter exclusividade em algumas transmissões, mas compensam isso com informação e competência. Ou seja, praticam um jornalismo de verdade!! Sem privilégios e proteções. Por essas e outras, fica difícil expressar minha alegria e orgulho, pelo fato de...
Comentários
Para tudo que ouvia tinha uma interpelação própria, bem como fazia rapidamente ilações com fatos ou pessoas.
Muito antes de raciocinar emitia “destranbelhadamente” uma opinião.
Certa vez no centro da cidade, naquelas conhecidas rodas de amigos ouviu de um parceiro, quando a discussão passava pelo vício do fumo e o efeito em determinada pessoa:
--Nele, o constante salivar é oriundo do vício do tabagismo.
Foi o bastante para ele interferir:
--Constante Bolívar? Conheço desde a infância, somos amigos.
Em outro momento, muito prolixo em suas exposições, começou a contar sua viagem ao interior de São Paulo onde residia uma filha.
Era do tipo que discorria sem interrupções e ainda segurava o antebraço do interlocutor, se pressentisse qualquer descuido de atenção quanto à sua fala.
Não deixava por menos. Toques no peito, ligeiras batidas no ombro, dedo em riste.
Bem verdade que até as suas histórias tinham sempre alguma coisa de interessante.
Na viagem a São Paulo, longa, tomou a manhã inteira prendendo a atenção dos que o cercavam.
Hora do almoço chegando, começaram os movimentos de corpo para as escapadas. Foi o bastante para que ele segurasse o mais próximo e sentencia-se:
--Aguenta aí, ainda não te contei o retorno da viagem que é muito mais interessante!
Era conhecido por hábitos simples e vida metódica, mas um dia foi descoberto, por informação de um vizinho íntimo, que não era “chegado” ao banho.
E a forma se deu que ele interpelou o vizinho de maneira crítica:
--Não sei como você aguenta. Num verão “doido” eu tomo dois banhos por dia.
No que o interpelado respondeu:
--É..., eu só tomo um mesmo, mas no inverso também!
Francisco Alberto Sintra