Como alguns amigos já sabem, gosto muito de esportes, em particular, o futebol. Botafoguense apaixonado, mas acima de tudo, um amante do bom futebol. Por isso não tenho vergonha em dizer que os dois maiores craques que vi jogar aqui no Brasil foram Zico e Romário, carrascos conhecidos do meu alvinegro. Começo essa postagem assim, pois os últimos dois dias foram muito especiais. Também como muitos sabem, sou um alucinado pela programação e o modo de fazer televisão que a ESPN Brasil tem. Há mais de 10 anos acompanho o canal e durante esse tempo, se muitas coisas mudaram para melhor, até pelas mudanças tecnológicas que não param, algumas outras se mantém intactas: Independência na hora de informar e comentar, bom humor e credibilidade. Podem não ter exclusividade em algumas transmissões, mas compensam isso com informação e competência. Ou seja, praticam um jornalismo de verdade!! Sem privilégios e proteções. Por essas e outras, fica difícil expressar minha alegria e orgulho, pelo fato de...
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Quando ia à sua casa, parava o carro defronte ao largo portão e dava ligeira buzinada.
Já imediatamente ela saia como quem estivesse de há muito esperando.
Virando-se de lado para fechar a porta fazia balançar abundantemente os cabelos cor de mel e estendia o seu rasgado sorriso.
Mesmo a distância razoável, sentia nele uma profunda alegria.
No seu descrever era uma total expressão de felicidade.
Caminhava ao seu encontro com aquele andar de quem oferecia o corpo.
Provocante, convidativo, acolhedor, carinhoso.
Ao se aproximar do carro e entrar, já melhor ele via os seus olhos.
A sensação era que o globo ocular inchava de tanta expressão, sentia mesmo até às vezes que estava cheio, volumoso, de tantas lágrimas de emoção nele retidas, mesmo sabendo ser impossível globo ocular ficar cheio d água.
Mas era o que sentia.
O beijo era tudo de bom que conheceu.
Forte, abundante, possessivo, tomava toda a sua boca com a volúpia de quem se entregava e também queria ter dono.
Hoje, distante, não sabe onde vê-la e nem encontrá-la.
Mas enquanto o tempo passou, as lembranças ficaram sempre presentes de forma imutável pelas imagens recolhidas e a fragrância identificável e única dos cabelos e pele.
Agora, no entanto se pergunta: será que outro já sentiu por aquele andar a mesma coisa?
E vejam que era igual ao do seu irmão e que nesse ele não via nada demais.
Como globo ocular tão cheio que crescia ao vê-lo?
E os olhos? Incrível, porque eles não eram nem tão grandes.
No entanto, continuando em suas divagações, ficou fortemente certo que a cor dos cabelos só remete ao sabor do que via.
O beijo,... bem, o beijo,... como descrever beijos assim?
Francisco Alberto Sintra