As ruas onde cresci...
Esquinas das Ruas Miguel Herédia e Manoel Moll em 19 de dezembro de 2008
Fui uma criança que tive uma infância daquelas. Bem moleca, brincava na rua, chamava um monte de amiguinhas pra minha casa e esquecia da vida com minha caixa de brinquedos tamanho gigante.
Nasci numa pequena travessa, hoje Abelardo Vasconcellos que ainda guarda os ares daquele tempo. Aos dois anos fui morar na Rua Miguel Herédia onde aprendi a fazer bolinhos de areia e a andar de bicicleta. Aos seis nossa família se mudou para a Rua Manoel Moll (hoje Dionízio Antônio Carvalho) para a casa onde vivo até hoje. Era uma ruazinha linda, toda arborizada e fresquinha mesmo no verão.
A desordem nessas ruas começou há alguns anos com a construção de quebra-molas clandestinos e no caso da Manoel Moll também com o corte indiscriminado de árvores. A Secretaria de Meio Ambiente nada fez. Permitiu o corte e não orientou os moradores para o plantio de espécies que não quebrassem as calçadas.As árvores se foram e ponto final.
No início de 2007, quando aconteceu uma enchente de grandes proporções, os moradores da parte mais baixa da Rua Miguel Herédia quebraram o asfalto para escoar a água e a rede de esgoto foi atingida, a água se espalhou entre as duas ruas e nunca mais o problema foi inteiramente resolvido.
No final de 2008 a nova enchente, novo quebra-quebra. O esgoto invadiu a sarjeta das antes agradáveis ruas. A água não seca nunca e quando as chuvas diminuem vem uma lama fétida, as moscas, os mosquitos e até peixes mortos.
Moro aqui há 40 anos e há dois perdi as ruas da minha infância. Delas só lembranças.
Comentários
Vivi, infelizmente você tem toda razão,a cidade inteira está abandonada.