Um belo exemplo


Sou um assumido fã de esportes. Gosto de acompanhar campeonatos de futebol, vôlei, basquete, atletismo, natação, judô ou o que mais estiver à disposição. Acompanho a programação da ESPN sempre que estou em casa, e às vezes a da SportTV. Ontem, durante uma entrevista com o grande Wlamir Marques, me emocionei com uma frase que sinceramente não esperava ouvir dele, não sei bem o porque. Wlamir, um senhor nos seus 80 anos, é duas vezes medalhista de bronze olímpico, duas vezes campeão mundial (isso mesmo, o Brasil é bi-campeão mundial de basquete masculino e uma vez no feminino), várias vezes campeão sulamericano e brasileiro, e não é dado a ufanismos baratos. Sua marca é a isenção, tranquilidade e conhecimento de basquete.

Pois bem, perguntado pelo José Trajano qual o seu maior orgulho como atleta, a resposta veio imediata e surpreendente:

"Meu maior orgulho é ter sido porta bandeira da delegação brasileira nas Olimpíadas de Tóquio em 64. A bandeira brasileira deve ser conduzida na vertical, nem inclinada para frente ou para trás, nem para os lados porque a bandeira brasileira não se curva perante ninguém".

Esta frase, dita com a tranquilidade que foi dita, por quem foi dita e da forma como foi dita me emocionou, porque eu vi ali uma declaração genuína de amor a pátria, partida de um senhor que dedicou grande parte da sua vida a representar o país e sem o patriotismo idiota preconizado pelos "idiotas da objetividade" tão comuns na mídia desportiva.

Grande Wlamir!

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