Quando a poesia vem dos pés.
Aprendi a gostar de futebol ainda menino, nos anos 60. Nas tardes de domingo deitava junto à meu pai para ouvir os jogos da rodada nas rádios am. O que se passava ali era mais do que apenas o interesse em saber o resultado dos jogos. Era um momento de aproximação entre eu e meu pai. Ele gostava de falar sobre futebol, sobre os grandes jogadores, times e seleções. Para mim, era como explorar um mundo cheio de mitos, lendas e símbolos.
Com ele, aprendi sobre craques do passado, como Leônidas e sua bicicleta fulminante. Ademir Queixada, forward inigualável. Mestre Zizinho, segundo muitos, o professor de Pelé. Claro, não podia faltar o Didi e sua folha seca, Canhoteiro, Julinho Moraes, ponta direita vaiado no Maracanã em 57 por ser escalado no lugar de Garrincha e calar as vaias com jogadas maravilhosas. Domingos da Guia, pai do Ademir, os goleiros Castilho, Gilmar, e muitos e muitos craques, suas estórias e seus feitos.
Ele gostava de falar dos times das décadas de 30, 40 e 50, como o Vasco tri campeão, o chamado expresso da vitória, o Palmeiras e sua Academia, como o Ameriquinha sempre complicava a vida do nosso Fluminense, e outros grandes times da época.
Imaginava como seria a seleção da Hungria de Puskas que segundo ele jogava um futebol mágico, a raça dos Argentinos e seus craques da escola "toco y me voy", a violência dos Uruguaios, as conquistas da canarinho em 58 2 62.
Todo este imaginário criou em mim uma forte crença no futebol bem jogado, de passes bem concatenados, ultrapassagens e velocidade. Futebol que pude testemunhar na seleção de 70 e 82, no Fluminense de 74/75 e no Flamengo de Zico e cia dos anos 80.
Um futebol que nos remete a nossa infância quando jogávamos nas ruas, calçadas, campinhos de bairro, com bolas de meia ou qualquer objeto esférico que estivesse ao alcance. Ai que inveja dos meninos pobrezinhos do fim da rua, leves, rápidos e já craques com a bola nos pés que me driblavam com extrema facilidade.
Éramos todos Manés, Pelés, Rivelinos, Jairzinhos, Tostões e pasmem, na copa de 70 os escolhidos eram muitos jogadores do Peru. Muitos meninos eram Cubillas, Chumpitaz, Oblitas, etc...
Tenho certeza absoluta, que neste exato momento, muitos meninos são Neimar, poesia barroca com seus dribles em velocidade e gols de fantasia, e Ganso, cerebral, poesia concreta mas que encanta da mesma forma.
Obrigado aos meninos da Vila pela poesia em forma de passes, chutes e gols que nos encantam, eternos meninos atrás da bola que somos e seremos nossos filhos e netos, amén.
Com ele, aprendi sobre craques do passado, como Leônidas e sua bicicleta fulminante. Ademir Queixada, forward inigualável. Mestre Zizinho, segundo muitos, o professor de Pelé. Claro, não podia faltar o Didi e sua folha seca, Canhoteiro, Julinho Moraes, ponta direita vaiado no Maracanã em 57 por ser escalado no lugar de Garrincha e calar as vaias com jogadas maravilhosas. Domingos da Guia, pai do Ademir, os goleiros Castilho, Gilmar, e muitos e muitos craques, suas estórias e seus feitos.
Ele gostava de falar dos times das décadas de 30, 40 e 50, como o Vasco tri campeão, o chamado expresso da vitória, o Palmeiras e sua Academia, como o Ameriquinha sempre complicava a vida do nosso Fluminense, e outros grandes times da época.
Imaginava como seria a seleção da Hungria de Puskas que segundo ele jogava um futebol mágico, a raça dos Argentinos e seus craques da escola "toco y me voy", a violência dos Uruguaios, as conquistas da canarinho em 58 2 62.
Todo este imaginário criou em mim uma forte crença no futebol bem jogado, de passes bem concatenados, ultrapassagens e velocidade. Futebol que pude testemunhar na seleção de 70 e 82, no Fluminense de 74/75 e no Flamengo de Zico e cia dos anos 80.
Um futebol que nos remete a nossa infância quando jogávamos nas ruas, calçadas, campinhos de bairro, com bolas de meia ou qualquer objeto esférico que estivesse ao alcance. Ai que inveja dos meninos pobrezinhos do fim da rua, leves, rápidos e já craques com a bola nos pés que me driblavam com extrema facilidade.
Éramos todos Manés, Pelés, Rivelinos, Jairzinhos, Tostões e pasmem, na copa de 70 os escolhidos eram muitos jogadores do Peru. Muitos meninos eram Cubillas, Chumpitaz, Oblitas, etc...
Tenho certeza absoluta, que neste exato momento, muitos meninos são Neimar, poesia barroca com seus dribles em velocidade e gols de fantasia, e Ganso, cerebral, poesia concreta mas que encanta da mesma forma.
Obrigado aos meninos da Vila pela poesia em forma de passes, chutes e gols que nos encantam, eternos meninos atrás da bola que somos e seremos nossos filhos e netos, amén.
Comentários
E agora, ao ler seu texto... fico pensando...
Que fazedor de instrumento é esse que maneja as palavras tão "gollmente"???
Ontem vendo o jogo senti a mesma coisa.
um abraço
Um belo texto poético!
Walnize