terça-feira, 6 de novembro de 2012

Claudia Cardinale e a arte de envelhecer

A musa de Visconti, Fellini e Sergio Leone participa de filme de Manoel de Oliveira exibido na Mostra de SPMichel Filho / Agência O Globo

DE:O Globo
Gilberto Scofield Jr

SÃO PAULO - A atriz italiana Claudia Cardinale se considera uma mulher de sorte.
Aos 73 anos, idade em que muitas divas do cinema arrastam por tapetes vermelhos caras muito esticadas e botocadas, espécie de caricaturas de si mesmas, ela filma três, quatro filmes por ano, em papéis onde se exibe a mulher madura que é. Ou ainda mais velha, como em “O gebo e a sombra”, mais novo filme do diretor português Manoel de Oliveira, que acaba de ser exibido na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, e no qual contracena com outra diva do cinema, a francesa Jeanne Moreau (dez anos mais velha que ela), e o ator francês Michael Lonsdale.  
As rugas e os vincos em sua face, diz ela, são o resultado de uma vida bem vivida e de uma carreira de musa do cinema que começou no fim da década de 1950, quando ganhou um concurso de beleza na Tunísia (seu país de nascimento) e chamou a atenção do produtor italiano Franco Cristaldi.
E que chegou ao auge nas décadas de 1960 e 1970, quando foi estrela e diva de diretores italianos famosos como Luchino Visconti (”O leopardo” e “Vagas estrelas da ursa”), Federico Fellini (“Oito e meio”), Mauro Bolognini (“O belo Antonio”, “Caminho amargo” e “Desejo que atormenta”) e Sergio Leone (“Era uma vez no Oeste”).

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