terça-feira, 2 de outubro de 2012

Tragédia do Carandiru inspirou livros, filmes e músicas

Massacre completa 20 anos nesta terça (2).
 
O massacre do Carandiru, como ficou conhecida a repressão a uma rebelião na antiga Casa de Detenção de São Paulo, em 2 de outubro de 1992, deixou ao menos 111 mortos e gerou diversas interpretações e tentativas de recontar o que aconteceu.

Algumas obras sobre o assunto:
 
Paraíso Carandiru, de Sidney Salles
 
A autobiografia do ex-presidiário Sidney Salles conta como ele vivenciou o massacre, voltou para o crime após ser solto e conseguiu se livrar do vício no crack com a ajuda de uma missionária. Hoje, ele coordena um instituto para reabilitação e desintoxicação de jovens em Jundiaí, em São Paulo.
 
Estação Carandiru, de Drauzio Varella

Livro narra o convívio entre o médico Drauzio Varella e os presos durante dez anos de atendimento voluntário no Carandiru. Conta a história de presos com quem manteve contato, a rotina deles, os dramas vividos e as crueldades cometidas no presídio. Destaque para a narração, conforme a versão dos detentos, do dia 2 de outubro de 1992, quando a PM invadiu o pavilhão 9 e matou mais de 100 presos. Obra foi vencedora do Prêmio Jabuti 2000.

Carcereiros, de Drauzio Varella

Após narrar o cotidiano dos presos, Varella conta a vida dos agentes penitenciários, as dificuldades enfrentadas no trabalho e as consequências dele nos relacionamentos com amigos e parentes. O livro começa com a narrativa de como um carcereiro experiente impediu que a rebelião no pavilhão 9 ultrapassasse o muro e contagiasse os presos do pavilhão 8 do Carandiru. O agente também conseguiu fazer com que a PM não entrasse no oito naquele 2 de outubro de 1992.

Pavilhão 9 - Paixão e Morte no Carandiru, de Hosmany Ramos

Cirurgião plástico preso acusado de diversos crimes, Hosmany Ramos narra neste livro de contos a versão do massacre contada por um presidiário que conviveu com ele na prisão.

Vidas do Carandiru, de Humberto Rodrigues

  O jornalista Humberto Rodrigues, preso por um ano e meio no Carandiru, conta neste relato como encontrou histórias de otimismo e esperança em meio ao inferno da maior penitenciária da América Latina.

Nenhum comentário: