quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Carla Machado se explica

Em postagem feita há cerca de 30 minutos, o advogado e blogueiro Claudio Andrade reproduz as explicações da prefeita de São João da Barra, Carla Machado, que foi presa nesta madrugada acusada de compra de votos. Eis a postagem:

"A prefeita Carla Machado em contato com o blog informou que já tinha sido avisada da operação. Segundo ela, na madruga, ela já tinha postado em seu facebook, uma carta de perseguição.

Carla relatou que vai entrar na Corregedoria contra o delegado Paulo Cassiano. A prefeita disse que foi detida sem qualquer mandado de prisão e que ficou por uma hora e meia sem um advogado, pois os policiais não deixaram os mesmos entrarem.

Noticiou também que no momento da abordagem ela estava com dois advogados e o motorista e não havia nenhum material em seu veículo que pudesse justificar a questão.

Para ela se trata de uma armação orquestrada pelos adversários políticos devido ao alto índice de aprovação de seu governo e da liderança de Neco.

Carla disse ainda que soube que no comício de Betinho, a operação havia sido ventilada.  

Carla está nesse momento indo para a Rádio Barra onde irá dar uma coletiva."

Para quem não sabe,  Carla Machado e o vereador Alexandre Rosa (PMDB) foram presos na noite de ontem, após um comício em Grussaí. O fato teria acontecido por conta de uma gravação feita por Rodrigo Rocha, candidato a vereador do PR, mesmo partido do candidato a prefeito e principal adversário de Carla, Betinho Dauaire. Os dois foram presos em flagrante, segundo a Polícia Federal por formação de quadrilha (Art. 288) e compra de voto (Art. 41 A). Após comício de Neco, em Grussaí, ontem à noite, Carla foi detida quando entrava na Pousada Mediterrâneo, em Atafona, onde iria dormir, enquanto Alexandre foi detido depois, na residência do próprio Neco, na Água Santa. Após pagar a fiança arbitrada em R$60.000,00, a prefeita já foi solta.

A advogada do PMDB, Carolina Cunha, ressalta que a prisão da Prefeita foi arbitrária e ilegal, e que, por estar em período eleitoral, a prisão só poderia ser feita em caso de flagrante,  o que segundo Carolina, não aconteceu.
Tanto a prefeita, como o delegado da Polícia Federal, Paulo Cassiano, darão explicações nesta manhã.

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